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Histórias que os jornais não contam…

“… um cara de um projeto de inclusão social me entrevistou uma vez na rua. Ele perguntou pra mim qual era minha expectativa de vida. Aí eu respondi: nenhuma! Perguntei pra ele se o programa ia me cadastrar e ele me disse que não, porque não poderia me incluir no programa já que eu não tinha expectativa de vida…” – relato de um morador de rua.

Presenciei esse relato no 1° Fórum das Pessoas em situação de rua de Guarulhos, um encontro inédito entre o prefeito Sebastião Almeida e moradores de rua.

A pauta não era minha, sendo assim me pautei para publicar isto no blog. O olhar buscando tangentes em meio a traços de vida. E encontrando relatos de pura discriminação.

Uns acham que tem que mudar… outros sentem dó… e ainda outros nem se comovem mais!

Homeless

O que me chamou a atenção nesse relato que abre o post é a dialética, a boa forma de se expressar do declarante.

“Faço parte da paisagem de Guarulhos, não sou considerado uma pessoa”.

“Não me permitiram nem entrar no mercado Extra… a Bauducco não me contratou porque eu tinha problemas com a Justiça (entenda-se passagem policial)”.

Outro protesta…

“Cadê um representante do Ministério do Trabalho na mesa? Não está aqui! Muitos tem profissão, mas cadê o ministério para cadastrar estas pessoas?”

“Duas vezes eu tive arma apontada na cara. Quando falei que não era vagabundo, o guarda civil municipal disse que eu tô na rua, então sou vagabundo.”

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Louvável a atitude do prefeito em se reunir e ouví-los… mas não basta! É preciso dar condições para que eles ao menos tentem sair dessas condições!

Realmente, existem aqueles que querem a mudança… mas sem uma oportunidade, ninguém chega a lugar algum!

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E você, o que sente ou faz quando vê pessoas nessas condições?

PENSE…

Categorias:1
  1. Ana Paula
    28/05/2009 às 16:53

    Nós? O que nós fazemos quando presenciamos isso? Nada!
    A gente se comove com o relato dessas pessoas…eu me comovi, e me surpreendi, com as palavras do Lucas Henrique (nome do morador de rua que deu aquela declaração do teu abre), mas depois que saí de lá, o que eu fiz? Só escrevi uma matéria…
    Eu sou uma dessas pessoas que possui uma postura passiva, estou errada, tenho certeza disso, mas também não faço ideia de como agir para poder ajudar!!!
    Muito boa a sua proposta de reflexão, prometo que vou pensar com carinho na situação e volto para divulgar a minha conclusão!

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