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Archive for junho \30\UTC 2009

2ª parte da entrevista com Marcello Gugu – R.A.P. underground em cena!

Retomando, depois da parada para um post sobre a morte do rei do Pop, Michael Jackson e do “falso estrategista”, volto com o verdadeiro Marcello Gugu, na segunda parte da entrevista do freestyleiro e MC das ruas de São Paulo, mais precisamente das batalhas do Santa Cruz.

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Decepção no RAP é?

Ver a falta de união que tem hoje. Vejo que a grande maioria não pensa em unir para crescer, pensa em disputar espaço para ver quem chega mais longe. Isso é uma das coisas que mais me decepciona, essa divisão que, às vezes, acontece.

Motivação no RAP é?

A chegada de gente nova, as pessoas que esperam seu trabalho (desculpa a demora, as músicas vão sair (risos)), todos que colam nos shows, todos que ainda sentem a mesma coisa quando ouvem a batida, todos que não perderam a esperança de viver o sonho, apesar de trabalharem das 9h às 18h em outra coisa. Enfim, me motiva todos aqueles que ainda acreditam que vai dar certo.

Qual seu objetivo no RAP?

Cara, meu principal objetivo é deixar uma base sólida para as próximas gerações, saca? Trabalhar de uma forma que construa para os próximos uma visão de futuro. Pretendo ajudar a fortalecer o mercado, ajudar a colocar o RAP aonde deveria estar, respeitado como deveria ser. Acredito que todos temos que trabalhar juntos, pois estamos falando de uma cultura gigantesca, porem se cada um fizer sua parte, tenho certeza de que chegaremos longe.

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O que o RAP será amanhã para você? Como você enxerga o RAP no futuro? O que tem que mudar hoje?

Hoje vejo um despertar, uma vontade de se ter um mercado consumidor de RAP, uma vontade de se fazer grandes eventos para o público do Hip-Hop. Acredito que, após muito trabalho, o amanhã será bem diferente. Viver de música no Brasil é algo difícil, não impossível. Difícil é viver de RAP, pois não temos o respeito que merecemos. Acredito que amanhã, o RAP será visto como um gênero musical independente de quem estará fazendo. Para que isso aconteça temos que ter união, trabalhar juntos em prol de um objetivo em comum, o crescimento e fortalecimento da cultura como um todo.

Vejo o Hip-Hop como uma das culturas mais lindas do mundo e acho que, se conseguir transmitir isso para as pessoas, elas poderão enxergá-lo da mesma forma.

Que personagem te influenciou em sua vida?

Quando você diz personagem você diz Mc? B. Boy? Porque se for, posso te dar uma lista com uns 5 mil nomes (risos). Acredito que todas as pessoas com a qual você se relaciona te influenciam de alguma forma, tanto positiva quanto negativamente, muito ou pouco, não interessa. Acredito que todos que você teve contato, você deixou um pouco do seu eu e ficou com uma fração do eu alheio, entende?

Acho que a vida é um grande teatro e as pessoas são os personagens de um enredo maior. Posso dizer que o próprio existir, o viver me influencia e que a vida me dá meus Raps (risos).

Família é…

Essencial. Sem família, sem estrutura, sem chance (risos). Família não necessariamente a de sangue, família é afinidade, é sentimento. Considero minha família pessoas que não são dela necessariamente, mas que estão nela há anos.

Parceiros são…

Fundamentais. Houve uma época em que eu achava que podia fazer tudo sozinho, escrevia, fazia beats, queria riscar pra não precisar de ninguém pra riscar, tocava teclado, fazia não sei mais o que. Foi uma época meio egocêntrica, que graças a Deus passou porque eu pude ver que eu preciso dos meus amigos e igual eles precisam de mim.

E o mais engraçado é que hoje não vivo mais sem determinadas pessoas. Elas sabes quem são, não preciso citar nomes (risos)

O RAP é…

Meu eu!

Trajetória no RAP. Quem confiou no seu trampo e te deu a mão pra subir no palco do RAP?

Posso lembrar de um monte de gente que acreditou, me chamou pra tocar e que eu agradeço de coração até hoje pela oportunidade. Vou lembrar de alguns, porem a lista é bem maior.

Uma das primeiras vezes que subi no palco foi com a Banda Central, Kamau e DJ Negrito. Foi muito classe, me senti o Jay-Z, cara (risos)!

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Lembro quando o Akin chamou o MC Tuchê (salveeeeee fiote!) e eu para fazer umas rimas numa balada chamada Subversos, muito legal! O Venom do Projeto Manada fazia as batidas ao vivo na MPC, classe demais!

Familia Madá, Projeto Nave e toda família Saravejo(aê Ju, salve Ticanooo), sempre acreditaram no meu trampo, sempre me chamaram pra tocar e graças a Deus, hoje nos tornamos amigos, além da música.

Lembro de muita gente que confiou, que deu crédito e que deu espaço.

A esses eu sou eterno agradecido, se não fossem vocês, talvez hoje não estaria aqui! Obrigado!

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“O Estrategista” caiu…

Pois é, o falso Estrategista caiu!

Luxa

Não sou vidente, mas como bom jornalista, busco analisar o futebol de forma a não deixar o coração prevalecer entre papel e caneta (ou teclado e blog). Lembram-se de quando postei sobre o “fantástico”, Vanderlei Luxemburgo, em maio?

https://blogdobarra.wordpress.com/2009/05/01/o-falso-estrategista

Quase dois meses depois, a diretoria do Palmeiras (que faz um ótimo trabalho com um dos dirigentes mais honestos do futebol que conheci, Beluzzo) percebeu que o custo-benefício era completamente inviável do ex-técnico em atividade. E usou da desculpa esfarrapada de que o técnico teria desrespeitado a hierarquia ao criticar o jovem atacante Keirrison (que não funciona em decisões). Beluzzo, o Luxa sempre foi assim, que novidade há nisso? O comentário inóspito só serviu de oportunidade para dispensar os serviços (?) do (ex-)treinador.

Luxa é vencido pela arrogância. “Foi” um ótimo técnico. Eu, inclusive, torci muito por seu sucesso na Seleção Brasileira, já o considerei o melhor técnico do mundo, mas hoje resume-se a um caçador de anônimos em busca de grandes ou médias transferências. Acham que estou errado? Então me expliquem como o Valdívia saiu do alviverte? Luxa o “limou” do elenco, era estrela demais para o grupo!

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Além disso, em todas as equipes que Luxemburgo dirigiu, o (ex-)treinador sempre contrata uns três jogadores desconhecidos, no nível de Fabinho Capixaba, e busca transformá-los em craques… Por vezes, boas transferências saem daí, mas em grande parte só faz a torcida do clube ficar impaciente com as insistentes “invenções” do professor Pardal.

Luxa deixou o conhecimento de lado. Nunca conseguiu exercer a tão sonhada função de manager, e tornou-se um treinador frustrado. Inclusive, aparecendo mais em brigas com torcidas do que pelo futebol de sua equipe.

Como ponderou o blog do Paulinho (blogdopaulinho.wordpress.com/2009/06/28/custo-beneficio/), em 18 meses no comando do Palmeiras, conquistou um honroso “Paulistinha”, mas foi eliminado do Campeonato Brasileiro (2008), do Paulista (2009), Copa do Brasil (2009), Libertadores (2009) e Sulamericana (2008).

Luxa, seu tempo passou. Aos crentes de um técnico de qualidade que não mais existe, deixo meus sentimentos. O técnico vitorioso que conheci, que conquistou Brasileiros e Paulistas, MORREU!

PS: Muricy, pelo caráter que apresentou até hoje no futebol, eu não aposto que você assuma o Palmeiras, arquirrival de seu ex-clube. Explico: a torcida do São Paulo o adora, a do Palmeiras não deve ter esquecido do “Aqui não”, quando venceu o Palmeiras no Morumbi e, com dedo em riste, disse a frase aos palestrinos. E por último: Muricy, você trocaria o SP, clube que o deixou na mão para investir na Copa do Mundo, por outro clube que tem a mesma preocupação?

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Aposto no exterior ou no Internacional de Porto Alegre, depois do vice-campeonato da Copa do Brasil (sim, está definido meu Timão na Lbertadores 2010). E você?

PS 2: Estava quase postando quando me surgiu uma dúvida: Por que será que o o melhor técnico do Brasil (na minha opinião) Muricy Ramalho, mesmo com toda sua mesquinharia com a imprensa, sai na capa de uma revista de qualidade como a Brasileiros e o “vencedor” Luxemburgo não? Que coisa, não?

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Michael Jackson – Um ícone da cultura pop que marcou minha geração

OBS: Peço licença aos leitores desse blog, amantes da cultura hip-hop, do futebol e ansiosos pela segunda parte da entrevista com Marcello Gugu, mas abro o espaço para minhas considerações a Michael Jackson.

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A declaração da morte do cantor Michael Jackson às 18h26 (horário de Brasília) levou uma parte da minha geração junto.

Envolto em polêmicas de abuso sexual de menores, compras milionárias de terras do nunca e diversas cirurgias que o deformaram, Michael Jackson conseguiu ainda assim manter o seu status de ídolo. Toda a turbulência de notícias que o conduziam a mídia não apagou a história que ele mesmo escreveu com hits marcantes, passos inigualáveis e discos vendidos aos milhões.

Em sua passagem pelo Brasil no ano de 1993, com a turnê Dangerous Tour, minha mãe, minha irmã e eu saímos pela manhã de casa e ficamos às margens da rodovia Hélio Smidt por horas aguardando a chegada do avião do Rei do Pop. Tudo para simplesmente vê-lo passar a vários km/h, com o vidro fechado e filmado em cinco ou seis carros.

Os shows assistimos de casa mesmo. Os clips tínhamos gravados e assistíamos a todo momento. A mini-série, veiculada pela Globo, foi assistida por completo, com pipoca na panela e guaraná (época do jingle do Guaraná Antártica).

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Descordenado, não conseguia copiar o mínimo de um passo, mas tentava. Ah, se eu conseguisse dançar um clipe como ele dançava.

Faço parte daqueles que ainda hoje jogam o Moonwalker, game do Mega Drive, baseado no astro!

Daqueles que tinham medo do Thriller, clipe em quem Michael Jackson se transforma em um monstro, dança com mortos. Mas, mesmo com medo, assistia repetidas vezes!

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O tempo passou, Michael se perdeu, eu cresci, deixei de ser tão fã, mas não deixei de ouví-lo e admirá-lo. Ainda hoje, quando ouço músicas do astro, paro e relembro cada momento.

Michael se notabilizou por não ser somente mais um cantor. Ele dançava com seu estilo único, ninguém era referência para seus passos. Ele produzia cada clipe e músicas junto com os produtores, não largava na mão dos profissionais da música como vemos hoje.

Fãs da black music como eu reconhecem a contribuição que Michael Jackson deu para o mundo da música.

Pode não ser referência para muitos, pode não fazer falta para vários, mas para mim ficará marcado como um dos maiores músicos de minha geração.

Foi sem Deus, deixou saudades! Lágrimas não rolam pela dureza deste ser, mas o coração chora!

Adeus Michael!

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Cena Underground de volta… Nas linhas, Marcello Gugu, mestre do freestyle! – Parte I

Quando conheci Marcello Gugu, nem de longe me parecia um MC!

Na Liga dos MC’s de 2007, no Studio SP, vi alguns nomes já conhecidos do mundo desta arte que é o freestyle, como Emicida, Pró-Jota, Rashid (na época, Moska) e J.L. De diferente, um rapaz magro, de cabelo enrolado, óculos… sem hipocrisia, me questionei: “O que será que esse nerd faz aí?”

Mas sem ouvir ou ler meus pensamentos, Marcello Gugu entrou disposto a me quebrar a cara! Não à toa que chegou à final e faturou a etapa São Paulo da Liga dos MCs, indo representar a cidade na finalíssima, no Rio de Janeiro!

No dia seguinte procurei saber quem era esse cara que rimava de maneira diferente e “muito loko”, por sinal! Não bastou mais do que uma tentativa para que o mesmo me aceitasse no MSN e trocasse uma idéia com este anônimo. Enquanto outros MCs, que talvez até mais nome tinham ou tem, não tiveram tal humildade! Aliás, de humildade, Gugu é mestre. No Santa Cruz, não há quem não converse com a peça como se fosse camarada de “milianos”.

Sendo assim, deixo minha função de admirador e volto para o papel de jornalista (se assim ainda posso me considerar!). Nas linhas, Marcello Gugu!

Nome (real)?

Marcello De Souza Dolme

Vulgo? Porque?

GuGu é um apelido de infância. Quando era moleque tinham dois Marcellos na rua, um, era mais velho que eu, e quando cheguei na área, encanei com o nome do bairro Vila Gumercindo. Todo mundo dizia que era Ipiranga e eu teimava que era Vila Gumercindo, por isso ficou Marcello da Vvila Gumercindo, Marcello da vila Gugu, Marcello Gugu (risos). Hoje posso dizer que levo minha quebrada no nome (risos).

Quando o RAP começou na sua vida?

Cara, desde que me conheço por gente escuto RAP. Lembro de uma época que gostava muito de rock, Metallica, Marilyn Manson, mas mesmo nessa época já ouvia Planet Hemp. Quando ouvia as músicas, buscava entender a composição, saca? Queria saber que fase tava o Mc ou cantor quando escreveu determinada track. Quando ouvia Nirvana pensava: “Pô, esse bico devia tá de saco cheio do mundo e tudo mais”, pensava nessas paradas, imaginava o que motivava a pessoa a escrever tal música.

Com o RAP não foi diferente, lembro vagamente de ouvir racionais no carro enquanto minha mãe mudava as estações. Numa madrugada, voltando de algum lugar, lembro de ouvir Gabriel O Pensador com Retrato de um Playboy e pensei: “Pô, muito classe isso, eles pensam parecido comigo”. Na época queria dizer umas verdades, queria que o mundo ouvisse minha opinião sobre as coisas, saca!?

Nessas eu não descobri o RAP, descobri quem eu era, descobri o que eu era, tá ligado?

Comecei fazendo freestyle, tinha preguiça em escrever e, com o tempo, fui evoluindo no free e deixando a escrita de lado. Depois tive que correr atrás pra ganhar o tempo perdido, hoje escrevo quase todo dia, acho importante escrever, pra mim é algo vital, se não escrevo fico de mal humor…(risos)

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Qual rima marcou o início da sua trajetória? Por quê?

Cara, sempre ouvi muita coisa, mas a primeira rima, a que me deu impulso pra começar a fazer foi Kamau e JL no improviso do cd KL JAY na batida volume 3. Cara, quando ouvi aquele som a primeira vez, a batida e os dois fazendo free pensei: “É isso que eu quero fazer da vida (risos)”. Depois pensei: “Se eles fazem, eu consigo fazer também” e comecei a brincar de fazer free. Primeiro mudava as segundas rimas, tipo o Kamau rimava a primeira no cd, eu pausava e fazia outra, e daí em diante fui aprimorando, aprendendo técnicas, estilos e deu no que deu.

Quais foram os rappers que te impulsionaram? Por quê?

Pô, se eu falar de gringos, vão ter muitos, por isso vou dar ênfase aos nacionais. Max B.O. foi um cara que sempre me inspirou pra fazer rima, sempre achei maneiro o estilo que o Max faz free. Ouvia muito 105 FM e sempre curti muito rap nacional, lembro de vários períodos que me encantei com a parada, tipo quando o Sabota apareceu, a primeira vez que ouvi SP Funk, o disco do Slim também me fez ver o rap de outra forma. Lembro quando teve o show de lançamento do cd Direto do Laboratório, coletânea que lançou uma pá de gente, foi classe também.

Início de caminhada no RAP. Como começou? Quais grupos fez parte? Porque dos nomes e motivo da saída?

Idem do começo da minha trajetória com a história do Kamau e JL. Acho que os Mc’s tem que ser mais que Mcs, tem que ser comunicólogos, saber transmitir idéias, apresentar festas, se apresentar, apresentar os DJs, agitar, igual Rakim diz : “O Mc tem que ‘Move the Crownd!’ (Agitar geral, todo mundo) além de escrever, fazer rima.

Fiz parte de um monte de grupo, comecei com o Último Vagão, montei ele com o Julio (D. Flow) e o Francisco que era pra ter sido DJ. O Francisco não quis ficar, eu e o Julio levamos algum tempo sozinhos, depois entrou o Andrei P.R., fizemos alguns shows, lançamos algumas músicas, porem, cada um resolveu seguir um caminho diferente e o grupo estacionou a trajetória. Fiz parte do coletivo Afrika Kidz Crew, grupo que fundou a famosa BATALHA DO SANTA CRUZ, viva até hoje, indo para seu quarto ano de existência. Trabalhamos juntos por muito tempo, fui um dos fundadores da crew e senti que evoluímos muito, não só como Mcs, DJs e etc, mas também como pessoas. Sai esse ano, em meados de abril, pois acho que novamente cada um resolveu seguir um caminho diferente. A amizade nunca foi afetada, nos separamos para continuarmos crescendo juntos, saca? Apóio o trabalho de cada um que respeita a música como deve ser respeitada.

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Qual a melhor música do RAP nacional pra você? Por quê?

Putz, agora você me pegou, hein? A melhor música de rap nacional? (risos) Cara, é uma escolha muito difícil. Não acho que exista um melhor Mc, acho que existem bons Mc’s, acho que existem músicas que marcam fases da nossa vida. Se eu fosse escolher uma acho que Thaíde e DJ Hum – Senhor Tempo Bom marcou um período manero pra mim. Tava começando a sair, andar de skate e tudo mais, primeiros bailes… É, foi classe essa época!

Atualmente escuto muita coisa, desde Emicida, Tuche e Mc Lenda até Klasse Korreria e Invasão dos Ratueiras. Acho que o rap nacional está voltando a ser amplo, saca? Não que não fosse, mas acho que com o advento da tecnologia, a mulecada tá se expondo mais, correndo mais atrás.

Qual a melhor música do RAP gringo pra vc? Por quê?

Mesmo esquema da pergunta acima (risos). Se eu tiver que escolher, vão ser músicas que marcaram períodos da minha vida. Pra mim, um dos Mcs mais excepcionais é Common Sense, acho ele completo. KRS One também é, pra mim, um dos melhores. Vou escolher três musicas que eu acho que marcaram momentos pra mim: a 1ª Common Sense – I Used to Love H.E.R, a primeira vez que ouvi essa rima pensei que ele falava de uma mulher e tal, conforme fui entendendo inglês e procurando informações, descobri que ele falava de algo maior. Não vou contar o que é (risos), se você nunca ouviu, ouça e tire suas próprias conclusões (risos). 2ª Little Brother – Lovin It, que foi uma época que eu ia pras festas direto e eu tava numa vibe boa, lembro de ter feito muita coisa legal nesse tempo. E a última é Pete Rock e C.L Smooth – T.R.O.Y (The Remenisces Over You). Na real, essa eu escolho sempre porque tem um valor pessoal monstro, foi em cima dessa batida que eu e o Projota rimamos a última vez com o DJ Primo, numa festa fechada da Red Bull. Com toda aquela coisa da Liga dos MCs de 2007, nos chamaram pra tocar num evento, quem discotecou foi o Ale (Primo) e passamos o evento todo trocando idéia e tudo mais. Na hora do free que a gente ia fazer, rimamos em um monte de bases, mas fechamos a sessão de rimas com essa. Muita Paz Alexandre( Primo), é noooiz!

Segunda parte da entrevista em breve… Aguarde!

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Pra que diploma? Minha profissão? Voltei a ser eletricista…

Ontem o Supremo Tribunal Federal (STF) enterrou a exigência do diploma em curso superior para exercício da profissão do jornalista no país do Carnaval. O placar foi singelo: 8 votos a 1!

Um discussão se abre: um especialista não poderia escrever melhor uma matéria de um tema que lhe convem? Teoricamente sim! A pergunta que faço é: será que ele saberia como explicar de uma forma compreensível para o leitor?

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Para uma matéria de maior complexidade teria um especialista para escrever. E para fazer uma matéria de bairro? Uma denúncia? Isso eu duvido!

Por fim, um cálculo aproximado dos valores gastos somente com mensalidade me dá a seguinte decepção: R$ 38.184 jogados na lata do lixo! Esse foi o valor gasto por este jornalista que lhe escreve na Universidade São Judas Tadeu, para obter conhecimento, conhecer normas e padrões do jornalismo. Isso sem contar valores gastos com material didático, viagens de van e alimentação.

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Quatro anos perdidos, um carro zero gasto por nada. Será que eu seria injusto se pensasse na mesma situação para outras profissões? Sendo assim, eu quero virar promotor! Assim, os demais profissionais podem nos julgar hoje!

Dou graças a Deus que ainda tenho minha formação de eletricista, assim posso exercer minha antiga profissão, que teve um custo menor e o tempo perdido (ou melhor, ganho) foi somente de dois anos!

Meu colega de (ex-)profissão, Bruno Molina, agora quer ser lixeiro, com todo o respeito ao profissional do lixo…

Esse é meu Brasil! Vou voltar a tomar choque!

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Jornalismo barato e sujo! Essa é a nossa mídia, muito prazer!

Isto é um simples protesto contra a vergonha do jornalismo barato praticado pelo site http://www.futebolinterior.com.br

Eu, um mero jornalista, iniciante, tenho a responsabilidade de fazer a cobertura do Flamengo de Guarulhos para o jornal que trabalho, o Guarulhos Hoje, a qual faço juntamente com dois outros repórteres de jornais concorrentes.

Na reapresentação do elenco rubro negro, surge o rumor “não confirmado” da possível contratação do atacante Régis Pitbull, com passagens por Corinthians, Vasco e Ponte Preta. Fazemos a apuração da informação, diretoria nega, mas o jogador foi visto nos corredores flamenguistas.

Sai então no dia seguinte na edição impressa do jornal e na web (www.guarulhosweb.com.br) o mesmo texto escrito por mim. Não minha surpresa, sai a seguinte matéria no site futebolinterior: “Prendam os gatos! Régis Pitbull perto de time da Copa Paulista” (http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=84583&id_clube=4).

Questiono o profissionalismo visto que nenhum “jornalista” do Futebol Interior comparece ao Flamengo, a não ser quando o mesmo está em fase decisivas (o que chamo de jornalismo sanguessuga). A diretoria do Flamengo negou contato com o jogador e o site informa que a diretoria conversa com o mesmo!

sanguessugaPROTESTO! Devo plantar notícias para esses jornalistas fajutos que sugam matérias de pequenos jornais? Para quem tiver interesse, o Blog do Paulinho (http://blogdopaulinho.wordpress.com/) tem maiores denúncias contra este site de verdadeiro jornalismo!

Não vou sujar meu nome que ainda está sendo construído!

Um belo exemplo para o mundo jornalístico!

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