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Pra que diploma? Minha profissão? Voltei a ser eletricista…

Ontem o Supremo Tribunal Federal (STF) enterrou a exigência do diploma em curso superior para exercício da profissão do jornalista no país do Carnaval. O placar foi singelo: 8 votos a 1!

Um discussão se abre: um especialista não poderia escrever melhor uma matéria de um tema que lhe convem? Teoricamente sim! A pergunta que faço é: será que ele saberia como explicar de uma forma compreensível para o leitor?

FENAJ

Para uma matéria de maior complexidade teria um especialista para escrever. E para fazer uma matéria de bairro? Uma denúncia? Isso eu duvido!

Por fim, um cálculo aproximado dos valores gastos somente com mensalidade me dá a seguinte decepção: R$ 38.184 jogados na lata do lixo! Esse foi o valor gasto por este jornalista que lhe escreve na Universidade São Judas Tadeu, para obter conhecimento, conhecer normas e padrões do jornalismo. Isso sem contar valores gastos com material didático, viagens de van e alimentação.

diploma-de-burro

Quatro anos perdidos, um carro zero gasto por nada. Será que eu seria injusto se pensasse na mesma situação para outras profissões? Sendo assim, eu quero virar promotor! Assim, os demais profissionais podem nos julgar hoje!

Dou graças a Deus que ainda tenho minha formação de eletricista, assim posso exercer minha antiga profissão, que teve um custo menor e o tempo perdido (ou melhor, ganho) foi somente de dois anos!

Meu colega de (ex-)profissão, Bruno Molina, agora quer ser lixeiro, com todo o respeito ao profissional do lixo…

Esse é meu Brasil! Vou voltar a tomar choque!

Categorias:1
  1. Eduardo
    18/06/2009 às 17:25

    Caro colega de profissão e de faculdade

    Sua frustração é a minha frustração. Também me sinto um lixo, pois o meu diploma tem o mesmo valor que o certificado de tricô que minha mãe recebeu no Clube de Mães.
    Já li diversos comentários sobre o assunto, grande parte a favor (certamente, de pessoas que exercem a profissão sem ter formação para isso ou jornalistas formados que conhecem alguém nessa condição). A maioria deles, discutindo exatamente a questão do “papel”, mas não se trata apenas disso.
    Na verdade, o diploma físico serve para emoldurar e fazer um lindo quadro (lembrando que eu paguei pelo meu, além do estudo e do esforço, também tive que desembolsar uma grana para “custos de sabe Deus o que”). Mas a questão não é papel, é conhecimento, teoria, técnica, ética… não é apenas saber juntar sujeito com predicado, é saber fazer isso com propriedade, senso crítico, visão ampla, credibilidade, respeito pela fonte…
    Não sei o que dói mais: se saber que nosso estudo não tem mais valor e qualquer zé mané pode ser jornalista ou ver as pessoas aplaudindo tal medida, que desvaloriza o estudo como um todo. Hoje são os jornalistas, amanhã serão os pedagogos, depois, os advogados…
    Pimenta no dos outros é refresco. Queria ver se fosse outra profissão, qual seria a reação.

  2. 18/06/2009 às 21:53

    Realmente é um absurdo. Parece que todo o tempo dedicado aos estudos, trabalhos, aulas e tantas atividades – isso sem falar no investimento em uma universidade – foram anulados, de uma hora para outra.

  3. carlos donizeti
    22/08/2011 às 22:50

    Meus caros colegas de faculdade!!!
    Já algum tempo eu acompanho esse problema com a profissão de jornalista com diploma ou sem diploma.
    Apresentação:
    Sou formado em sistemas de informática curso superior, e diploma eu tenho um monte na parede da sala, mas o que realmente trás o sustento da casa aqui é o meu trabalho de eletricista que aprendi na raça e por correspondência no Instituto Monitor já faz 20 anos.
    Talvez a quantidade de conhecimento que são ministrados os cursos na faculdade eles formam alunos distantes de uma linguagem de mercado.
    Muita abstração e pouco praguimatismo.
    “Desconfie do destino e acredite em você.
    Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando…
    Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu…”
    Luiz Fernando Veríssimo

    • Danilo Barra
      01/09/2011 às 14:16

      Carlos, não questiono a qualidade da profissão, pelo nível superior ou não. Apenas questiono o fato de ter dedicado quatro anos de minha vida e um alto valor que fugia muito de minha realidade sócio-econômica para ser comparado há tantos cabeças de bagre que hoje atuam na área sem a exigência do diploma. Aliás, a profissão de eletricista foi o que me deu sustento para conseguir o diploma superior.
      Independente disso, nada me impediu de alcançar meus objetivos, mesmo tendo que disputar espaço com muitos despreparados.

      Forte abraço!

  4. Dré
    07/04/2013 às 23:24

    Sinto nojo destas lamentações de vocês.

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