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Archive for novembro \25\UTC 2009

Cabal – O Vanilla Ice tupiniquim

As páginas mais tristes da história do R.A.P. foram escritas com sangue. Na década de 90, considerada como o período de ouro do ritmo e da poesia em todo o mundo, o Rap perdeu dois grandes talentos da arte de rimar por intrigas que vão muito alem das linhas escritas e dos beats produzidos.

2 Pac e Notorius Big moveram uma briga entre o lado leste e o oeste dos Estados Unidos. Ambos morreram assassinados.

Guardadas as proporções, hoje presencio pequenas brigas que posso considerar fúteis no cenário nacional de RAP.

Lendo uma entrevista do cantor Cabal (desculpe, não o considero MC), me deparo com declarações menosprezadoras relacionadas às 3 mil cópias vendidas de mão em mão do Emicida. Com seu maior sucesso denominado Senhorita, Cabal se lamenta pelo fato de a mídia ainda não dar espaço para o que ele denomina “Rap pop”.

As diferenças de pensamento de Cabal com nomes da cena underground como Emicida e Marechal já levou o MC Senhorita a escrever uma diss (letra de resposta) ao Marechal e até a se dirigir às tradicionais batalhas de freestyle do Santa Cruz para tentar provar ser melhor que Emicida no improviso.

Enquanto isso, firma parcerias do seu “Rap pop” com a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó com seu casaco de pelo como se estivesse em Nova Iorque. Nada contra a dupla, que batalha há anos por isso, mas você tentar disseminar o Rap com o sertanejo é intragável.

Cabal “nos panos” da gringa.

Cabal, o Rap não tem gêneros, nao se cria um estereótipo para poder se integrar ao movimento. Assim, você não precisa se vestir de maloqueiro para se autodenominar rapper.

Enquanto você sonha em “PRO”issionalizar o RAP, os “verdadeiros” suam e levam o Rap ao seu lugar de origem: a rua!

Estas brigas inúteis que você tenta incitar infelizmente em nada acrescentam ao meio. Seu cd vai ser muito ouvido sim nas baladinhas, mas gostaria que entendesse: isso que você denomina “Rap pop” se chama black, igual aos hits americanos dissolvidos nas baladinhas por aí, músicas dançantes que não levam o real sentido de protesto e poesia que o Rap se propõe.

Ainda restam dúvidas se os 3 mil cds vendidos foram feitos por amor à cultura?

Lamento ver figuras como você tentando se promover em cima de uma história rica de lutas e glórias do Rap.

 

Enquanto isso, ratos lutam nos porões para manter uma cultura viva. Cultura que você não vive!

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Depoimento de um pai…

Depoimento na íntegra do “paistor” Josias Cruz.

Só quem viveu cada momento desse, em cada detalhe, vai entender o sentido disso. Vai dar valor as lágrimas disso…


Que visão era a minha com relação à juventude da Igreja?

Na verdade, nunca pensei nela. Deram-me uma missão: cuidar dessa juventude. Na minha mente alguns questionamentos, indagações, na verdade um misto de confusão, mas a ordem já fora dada.

Por que logo eu devera cuidar da juventude da igreja?

Enfim, não seria aquela a primeira vez que a minha liderança ouviria de mim um ‘não’ como resposta e, então, aceitei o desafio.

Na minha caminhada até o local onde se realizavam as reuniões da juventude eu pensava: “O que vou falar para eles?”

Sinceramente? Eu tinha mais o que fazer, algo que na minha concepção seria mais importante que aquilo. Pobre pensamento de um pobre indivíduo.

Mal sabia que Deus queria me ensinar um pouco mais.

Cheguei ao local de reunião da juventude: avenida São João, 1081.

Muitos deles ainda estavam chegando, mas um bom número aguardava no local o início da reunião.

Alguns olhares me seguiam enquanto eu atravessava o salão como quem estivesse perguntando: “O que ele está fazendo aqui no nosso meio?”

Entendo, afinal de contas não sou mais nenhum garoto. Se eu pensava: “Meu lugar não é aqui”, talvez eles também pensassem o mesmo que eu.

Enfim, fui conhecendo um por um. E percebi que, mesmo sendo jovens, apresentavam seus problemas, suas dificuldades. Opa! Aquilo já me chamou atenção.

Eles precisavam de alguém, eles precisavam de mim.

Quando comecei a reunião e, juntos, começamos a buscar a Deus, com os meus olhos abertos, de propósito, observava cada um deles e vi muitos chorando na presença de Deus, sorrindo, falando em línguas, buscando a Deus. Naquela hora, Deus estava me ensinando e me fez entender que estava no lugar certo. E coloquei no meu coração ser um deles, apesar da minha idade.

E disse: Se eu tiver de rolar no chão com vocês, eu vou rolar. Se tiver de comer terra, eu vou comer. Mas vou ensinar vocês a respeitarem a Deus e à nossa liderança e vocês serão respeitados, serão grandes. Em São Paulo e fora vocês serão referência.

Durante a minha estada junto com esses jovens, passamos por algumas dificuldades, mas sempre os incentivava a superar, apesar de muitas vezes desabarem sobre mim suas indignações, mas no final eles entendiam.

E, com isso, aprenderam a administrar conflitos, tirar água da rocha, a fazer dos pontos fracos, positivos.

Passamos frio juntos, suamos juntos, choramos juntos, mas vencemos juntos.

Hoje, vejo um grupo que ainda está crescendo, amadurecendo, se tornando grande, mas para um avanço maior de suas vidas, precisam continuar amando Jesus e respeitando a sua liderança.

 

Estou orgulhoso de VOCÊS.

Pr. Josias Cruz

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Gabriela Cantagallo, prazer em conhecê-la! (Entrevistas que marcam)

Existem entrevistas e entrevistas. Aquelas que você faz porque é necessário e as que você faz com gosto. Muitas destas contam com a colaboração do entrevistado, como dizia Ricardo Kotscho.

E entrevista que marca foi a que realizei esta semana com a nadadora Gabriela Cantagallo, de 17 anos. A atleta de Guarulhos tem duas coisas que a diferencia dos demais: primeiro e antes de qualquer coisa, a simpaticidade e o sorriso estampado no rosto alegra até o mais rabugento dos entrevistadores.

Segundo: apesar de ser portadores de deficiência física (ela não possui o antebraço esquerdo), diz logo de cara: “Nunca tive problemas não, só na adolescência tive um pouco de vergonha, mas passou logo”, confessa.

Gabriela Cantagallo é a típica entrevista que eu faço hoje para amanhã me lembrar, pois a nadadora guarulhense é um tubarão nas águas. Já ganhou mais de 100 medalhas, segundo a mesma, e é considerada a “galinha dos ovos de ouro de Guarulhos”, como ela mesma se descreve.

gabriela

Almeja disputar os Jogos Paraolímpicos, o que eu considero nada difícil tamanho o talento da jovem. Por isso, quando vê-la na TV conquistando medalhas para o Brasil, me lembrarei da entrevista que ficou na história.

A todo momento, Gabriela dá lições de vida. Superação seria a palavra ideal, mas ela já superou isso. Sabe lidar com a ainda pequena fama, de simples palavras, envolve com seu jeito alegre e dá um chute em quem pensa que o “problema” poderia afetá-la.

Logo em sua estréia, enfrentou a campeã brasileira Jacqueline Uber nos Jogos Regionais. Ficou em segundo, mas na prova seguinte, ainda no mesmo torneio, 50 metros livres foram pouco para Gabriela, que deixou a campeã para trás e trouxe seu primeiro ouro para casa.

Sei que é um talento que minha cidade perderá em breve. Guarulhos é pequena para o talento dessa moça, mas tenho certeza que um dia me orgulharei de tê-la conhecido e poderei contar que conheço um real exemplo de alguém que tem uma alegria contagiante de viver!

 

Parabéns “Gabi Cantagallo”, sua trajetória me orgulha!

Confira a matéria no http://www.guarulhosweb.com.br a partir deste final de semana.

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Eu morreria pelos meus…

Há algum tempo estava eu passeando pelos canais abertos da TV brasileira quando me deparei com o filme 300, conhecido também como os Espartanos. Apesar de detestar filmes épicos, algo me chamou a atenção e vi o filme até o final com lágrimas nos olhos (algo raro para um não-emotivo que sou).

Ali estava representado tudo o que sou e o que sempre quis ser: idealistas!

Homens que não cedem a pressões, influências, não se vendem, tem um objetivo claro e maior do que qualquer dinheiro ou prêmio do mundo: caráter!

Passado algum tempo, me despertou a vontade de ver novamente o filme, coincidentemente o mesmo desejo do meu líder de jovens. Assisti novamente sozinho em casa e novamente no último feriado reunido com alguns espartanos, quero dizer, guerreiros desse mundo contemporâneo.

300

Pude notar o impacto que a superprodução causou em alguns, vi que outros foram comovidos na hora, mas passadas horas o conteúdo se perdeu no primeiro sono pós-filme.

Não importa… eu sei o que isso representa pra mim! Sou filho de um homem que não aceitou viver sobre uma ditadura, que largou família e conforto para buscar a realização de seus sonhos.

Sou filho da coragem, do amor ao próximo, de outro homem que veio a este mundo para morrer pelos outros!

Sou filho de um sentimento de raiva e repúdio contra manipulações que fazem filhos se perderem nas drogas pelas ruas do Centro.

Sou filho da motivação que me move diariamente para não ser só mais um nessa terra, mas para que quando eu partir, fique a marca daquEle que eu representei enquanto respirei!

Sou guerreiro, respiro amor pelos meus, dos meus poros escorre suor e sangue pela sorriso no rosto do próximo.

Não sou espartano (teria orgulho em ser um), não sou perfeito, mas eu morreria pelos meus… guerreiros!

Eu estou pronto para dar a vida por uma causa… e você?

“Se você não está pronto para morrer por algo, você não está pronto para viver”

Martin Luther King

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