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Cabal – O Vanilla Ice tupiniquim

As páginas mais tristes da história do R.A.P. foram escritas com sangue. Na década de 90, considerada como o período de ouro do ritmo e da poesia em todo o mundo, o Rap perdeu dois grandes talentos da arte de rimar por intrigas que vão muito alem das linhas escritas e dos beats produzidos.

2 Pac e Notorius Big moveram uma briga entre o lado leste e o oeste dos Estados Unidos. Ambos morreram assassinados.

Guardadas as proporções, hoje presencio pequenas brigas que posso considerar fúteis no cenário nacional de RAP.

Lendo uma entrevista do cantor Cabal (desculpe, não o considero MC), me deparo com declarações menosprezadoras relacionadas às 3 mil cópias vendidas de mão em mão do Emicida. Com seu maior sucesso denominado Senhorita, Cabal se lamenta pelo fato de a mídia ainda não dar espaço para o que ele denomina “Rap pop”.

As diferenças de pensamento de Cabal com nomes da cena underground como Emicida e Marechal já levou o MC Senhorita a escrever uma diss (letra de resposta) ao Marechal e até a se dirigir às tradicionais batalhas de freestyle do Santa Cruz para tentar provar ser melhor que Emicida no improviso.

Enquanto isso, firma parcerias do seu “Rap pop” com a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó com seu casaco de pelo como se estivesse em Nova Iorque. Nada contra a dupla, que batalha há anos por isso, mas você tentar disseminar o Rap com o sertanejo é intragável.

Cabal “nos panos” da gringa.

Cabal, o Rap não tem gêneros, nao se cria um estereótipo para poder se integrar ao movimento. Assim, você não precisa se vestir de maloqueiro para se autodenominar rapper.

Enquanto você sonha em “PRO”issionalizar o RAP, os “verdadeiros” suam e levam o Rap ao seu lugar de origem: a rua!

Estas brigas inúteis que você tenta incitar infelizmente em nada acrescentam ao meio. Seu cd vai ser muito ouvido sim nas baladinhas, mas gostaria que entendesse: isso que você denomina “Rap pop” se chama black, igual aos hits americanos dissolvidos nas baladinhas por aí, músicas dançantes que não levam o real sentido de protesto e poesia que o Rap se propõe.

Ainda restam dúvidas se os 3 mil cds vendidos foram feitos por amor à cultura?

Lamento ver figuras como você tentando se promover em cima de uma história rica de lutas e glórias do Rap.

 

Enquanto isso, ratos lutam nos porões para manter uma cultura viva. Cultura que você não vive!

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  1. paula scanavachi
    11/08/2010 às 17:12

    não tem nem o que falar.. um cara que paga de mc, cheio dos pano, com musiquinhas nipe kelly kei, e quer tira caras como o marechal, o de leve o emicida? temos é que rir, e deixar o xara ‘mecher o corpinho’ no seu rap pop!

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