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Archive for janeiro \28\UTC 2010

A arte de desperdiçar talentos no Corinthians

No longíquo ano de 1988, um jovem (e ainda) franzino goleiro saía do banco de reservas e fazia sua estreia pelo Corinthians em um amistoso contra o São José. Anos depois, com apenas 20 anos, o garoto, de nome Ronaldo Soares Giovanelli, assumia a titularidade do alvinegro de Parque São Jorge.

Hoje, passados 22 anos, nenhum outro garoto formado nas categorias de base do Corinthians voltou a assumir o gol do clube. Enquanto grandes nomes surgem e se vão como jogadores quaisquer, as diretorias (que mudam de nome, mas não de postura) continuam gastando milhões na contratação de goleiros de outros clubes ao invés de dar uma oportunidade aos garotos da base.

Talvez seja um absurdo comparar estes jovens talentos com arqueiros do cacife de Dida, mas se comparados com Maurício, Nei, Doni e Felipe, talvez  a distância do absurdo seja bem menor.

Confira quatro talentosos goleiros que o Corinthians perdeu ao longo dos últimos anos e faça sua análise.

Fernando Yamada

Jogador de ascendência nipônica, alto e de boa envergadura, o goleiro Yamada iniciou sua carreira no Corinthians em 1993, com apenas 14 anos. Passando pelas categorias de base, o arqueiro se destacou na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 1999, quando conquistou o título com o Timão.

Nem o fato de ter convocações para as seleções de base ajugou. A marca de ser um jogador formado na base, sob o rótulo óbvio de inexperiência, acabou pesando. Permaneceu até 2001 no Parque São Jorge, quando foi buscar uma oportunidade em clubes menores.

Passou por Bragantino, Guaratinguetá, São Bento, Noroeste e ABC.

Marcelo Marinho

Formado no terrão, Marcelo Marinho ganhou uma pequena oportunidade em 2006, quando o goleiro Fábio Costa saiu do clube, após a conquista do título brasileiro de 2005.

Ganhou uma chance na louca passagem de Daniel Passarela no clube, mas logo em seguida foi sacado sem explicações.

Hoje é titular absoluto e ídolo do Bahia.

Renato

Um dos mais talentosos goleiros vindos das categorias de base, Renato ganhou projeção nas seleções de base e também no selecionado pré-olímpico, quando deixou Fábio Costa no banco.

Também conquistou título da Copinha, integrou o elenco bicampeão brasileiro de 1998 e 99 e chegou até a seleção principal em um amistoso.

Considerado como sucessor de Ronaldo, foi relegado no Parque São Jorge. Assim, passou por Atlético Paranaense, Portuguesa, Internacional, Fortaleza, entre outros.

A falta de oportunidades o fez a tentar a carreira como corretor de imóveis, antes de voltar ao futebol recentemente. Atualmente defende o Grêmio Catanduvense na série A2 do Paulistão.

Ficou conhecido por ajudar o capetinha Edílson a escapar da fúria dos palmeirenses no Paulistão de 99, no episódio das embaixadinhas. Ao segurar Roque Júnior, foi obrigado a pular do gramado para os vestiários para não ser atingido.

Rubinho

O guarulhense, irmão do ídolo Zé Elias, saiu da base para o elenco principal em 2001. Passou três anos no Parque São Jorge e não foi reconhecido, apesar de algumas poucas chances no profissional. Foi campeão paulista em 2001 e 2003.

Quando partiu para o exterior, se destacou no Genoa, da Itália, e virou ídolo, sendo sondado por diversos clubes da Europa.

Em 2009, foi contratado pelo Palermo e, recentemente, foi cogitado como contratação dos ingleses Tottenham, Fulham, West Ham. Tem apenas 26 anos.

Júlio César

O atual terceiro (às vezes segundo) goleiro do Timão, de 25 anos, conseguiu o feito de tornar-se bicampeão da Copa São Paulo em 2004 e 2005. Sua habilidade para defender pênaltis é conhecida no Parque São Jorge.

Em 2008 viveu seu melhor momento no clube. Após as falhas de Felipe na decisão da Copa do Brasil contra o Sport Recife, foi efetivado à equipe titular por Mano Menezes. Mas, pouco tempo depois (e inexplicavelmente), foi sacado do time, mesmo com boas atuações.

Também inexplicavelmente perdeu espaço no time para o mais jovem (porém, nem tão talentoso, em minha opinião) Rafael Santos, que tem ganhado oportunidades na ausência de Felipe.

Foi oferecido para ser emprestado ao Oeste de Itápolis, mas sabedor de seu talento, não aceitou a proposta. Com títulos do Brasileiro de 2005 e da série B em 2008, Paulistão e Copa do Brasil em 2009, pode se juntar a mais um dos talentos jogados no lixo pela direção e comissão técnica corinthiana.

Em comparação a nomes medianos como Felipe, Doni, Maurício, Nei e outros que passaram pelo Timão, falta ousadia para bancar um garoto que se identifique com a meta e a torcida alvinegra.

Assim, nunca veremos novos Rogérios Cenis ou Marcos surgindo pelos lados do Parque São Jorge.

Lamento.

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O futebol ‘politicamente correto’

Árbitros tendenciosos, dirigentes interesseiros, empresários mal-intencionados, atletas mal-caráter, lances polêmicos, torcidas indignadas.

Esqueça tudo isso. Porque Portugal (só podia ser lá) está querendo inventar (ou ressuscitar) o futebol limpo e praticado de acordo, literalmente, com as regras do esporte.

Notícia do Globoesporte.com diz que o meia-atacante argentino Pablo Aimar, do Benfica, terá que pagar € 750 (R$ 1.941) pela simulação de um pênalti na partida contra o Nacional da Madeira. O jogo, disputado em outubro de 2009, foi julgado agora pela Comissão Disciplinar da Liga de Futebol Portuguesa.

A medida não é nova, já que outro argentino, o atacante Lisandro Lopez, do Porto, já havia sido suspenso pela mesma situação. No seu caso, o pênalti foi assinalado e o time do Dragão empatou com a Águia (Benfica), no clássico português.

Interessante notar que o ato pode mudar determinadas atitudes de jogadores que se preocupam mais em estar próximos ao gramado do que fazer o que lhe é pago, jogar em pé!

Pena que poucos dirigentes do esporte mais popular do mundo têm tal consciência. Se a medida fosse disseminada, talvez não fossem necessárias parafernálias como bola com chip, 15 árbitros em uma única partida, um para tipo de lance diferente, câmeras escondidas debaixo do gramado e microfones espiões nas camisas dos atletas para ouvir o que falam.

A honestidade, como em todos os setores da sociedade deveria falar mais alto. Mas, no futebol, perderia a graça. Irônico, não?

Imagine se a moda pega?

Desta vez, os portugueses saíram na frente.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1464559-9842,00-PABLO+AIMAR+E+MULTADO+POR+SIMULAR+UM+PENALTI+NO+CAMPEONATO+PORTUGUES.html

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Quando a falta de maturidade resulta em muito dinheiro e pouco futebol…

Antes de qualquer comentários, é bom esclarecer. O blogueiro aqui não tem nada contra a pessoa simpática do Robinho, mas as críticas vão para o jogador Robinho.

Pela terceira vez, o atleta brincalhão sairá pela porta dos fundos de um clube, sem ser aclamado e muito menos ouvindo torcedores clamarem por sua permanência.

O enganado da vez foi o Manchester City, clube mediano inglês que briga para $e tornar grande, a$$im como o Chel$ea $e tornou. Contratou o atacante malabarista por R$ 96 milhões do Real Madri.

Nos merengues espanhóis, o jovem craque chegou em meio a galácticos como Ronaldo, Roberto Carlos, David Beckham, Raúl, entre outros que, logicamente, ajudaram a desempenhar o seu melhor futebol. Mas alguns gols e muitas firulas depois, o craque se cansou da vida noturna espanhola, das festas e começou a render menos em campo, graças ao interesse do Manchester City.

Trocar um clube da imensidão do Real Madri para atuar no City era como deixar um Flamengo e pedir para jogar no Grêmio Barueri, guardadas as proporções financeira$ dos clubes. Mas ele quis assim, na Inglaterra recuperaria a alegria de jogar e seria o astro-rei.

Pouco tempo depois, após outros boas atuações com gols e mais firulas, encontrou um técnico que preza pela objetividade no futebol, o italiano Roberto Mancini que dividiu o seu destaque com Carlitos Tévez, Adebayor, entre outros. E Robinho não conseguiu dividir o estrelato.

Pediu para voltar para o Santos, onde disputará os holofotes com André, Paulo Henrique Ganso, Neymar, futuros craques como ele foi um dia, mas sem os salários astronômicos de Robinho.

O mesmo Santos que, mesmo dizendo que amava-o, deixou em 2005, alegando estar na hora de conquistar a Europa, sem se preocupar se o Peixe lucraria muito ou pouco com sua transferência.

Agora, Robinho volta com pompa, festas e muita alegria aos braços daqueles mesmos torcedores que desprezou quando quis encher os bolsos no Velho Continente. O objetivo? Ser feliz e garantir um lugar na seleção de Dunga na Copa de 2010.

A menos de seis meses do Mundial, o feliz atacante se esqueceu que o mundo do futebol é como uma BOLA: redonda e que dá muitas voltas…

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Azzurra busca seu segundo bicampeonato na luta pelo penta

O tetra conquistado na Alemanha em 2006 tirou só o rótulo de favorita e sacramentou a Azzurra entre as grandes seleções das Copas

Apesar de ter pela frente rivais sem muita força na história dos Mundiais, é bom que a humildade dos italianos esteja no ponto em junho, pois Paraguai e Eslováquia podem aprontar contra os atuais campeões.

Completando a chave, a Nova Zelândia já conquistou seu título particular por ter conseguido a vaga.

Itália

Dias após o tetra mundial, Marcello Lippi deixou o comando da Azzurra nas mãos de Roberto Donadoni. Mas o fracasso na Eurocopa 2008, quando apanhou da Holanda por 3 a 0 na estreia, empatou com a modesta Romênia e passou pela França, antes de ser eliminada pela futura campeã Espanha nos pênaltis nas oitavas de final, fez com que a federação local trouxesse Lippi de novo.

Nas eliminatórias, em um grupo fraco, com Irlanda e Bulgária, passou invicta. O segredo para buscar o penta e se igualar ao Brasil em títulos mundiais é a manutenção da base do elenco campeão em 2006. Com o mesmo comandante, nada menos do que 13 jogadores seguem absolutos com a camisa azul.

Embaixo das traves, Buffon ainda é soberano e chega à sua quarta Copa. Na zaga, os experientes Zambrotta, Grosso e o recuperado Cannavaro, que voltou a jogar o fino da bola ao voltar para a Juventus. Pirlo mantém a consistência do meio junto ao argentino Camoranesi. Giuseppe Rossi, de origem norte-americana, é a revelação para este Mundial. O sempre artilheiro Luca Toni continua como referência na frente.

Paraguai

Terceiro colocado nas eliminatórias, os Guaranis garantiram a classificação sem sustos. Vitórias sobre Brasil, um empate e uma vitória sobre a Argentina e outro triunfo sobre o Chile em Santiago foram argumentos suficientes para tornar a dupla de ataque Cabañas e Roque Santa Cruz temida na América do Sul.

O setor defensivo já não tem a mesma força da época de ídolos como Chilavert, Gamarra, Rivarola e Arce. Portanto, as esperanças paraguaias recaem sobre o ‘gordinho Cabañas, artilheiro oportunista nas eliminatórias com seis gols.

Para isso, precisa superar a desclassificação na primeira fase de 2006, quando caiu diante de Inglaterra e Suécia, vencendo somente a fraca Trinidad & Tobago.

Nova Zelândia

País tradicional no rúgbi, figurando entre as melhores seleções do mundo, os neozelandenses tem muito a agradecer à vizinha Austrália, que foi disputar as eliminatórias asiáticas, deixando assim a Nova Zelândia como única força na Oceania.

Em sua segunda Copa, os All Whites passearam nas eliminatórias contra os inexpressivos Ilhas Fiji, Nova Caledônia e Vanuatu. Na repescagem, contra o quinto melhor da Ásia, Bahrein, conseguiu a vaga com uma vitória suada por 1 a 0, e uma defesa importante de pênalti do goleiro Mark Paston. Sem craques, o atacante Shane Smeltz desponta como melhor jogador do país, autor de oito gols nas eliminatórias.

Eslováquia

A estreante em Copas chega como a grande incógnita. A Eslováquia conquistou a classificação com a primeira colocação do grupo 3 das eliminatórias europeias, à frente de Eslovênia, da perigosa República Tcheca e da encardida Polônia.

O elenco conta com o seguro Skrtel, do Liverpool, o meia Hamsik, do Napoli, e o goleador Sestak, do Bochum. Mas os amistosos pós classificação mostram que a seleção não está com tanto potencial para surpreender. da co-irmã República Tcheca. Em dois jogos, os eslovacos bateram os rivais americanos por 1 a 0, mas foram derrotados pelo emergente Chile, por 2 a 1.

Palpite do blogueiro

Sem surpresas, a Azzurra aproveitará a primeira fase para ajustes. Paraguai e Eslováquia disputam segunda vaga, mas os Guaranis contam com mais elenco e tradição. Assim, os eslovacos devem se juntar aos neozelandeses para um passeio pelas savanas africanas antes de voltar pra casa.

Jogos do Grupo F

14 de junho

15h30: Itália x Paraguai

15 de junho

8h30: Nova Zelândia x Eslováquia

20 de junho

8h30: Eslováquia x Paraguai

11h: Itália x Nova Zelândia

24 de junho

11h: Eslováquia x Itália

11h: Paraguai x Nova Zelândia

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Holanda protagoniza grupo E; Camarões, Dinamarca e Japão brigam pela segunda vaga

O grupo E foi reservado para quatro seleções que sempre disputam o Mundial como surpresas e normalmente voltam para casa com o gostinho de quero mais

No lado europeu, a Holanda encabeça o grupo das seleções que tem potencial para largar como favorita, mas sempre cai em situações inusitadas.

A Dinamarca assustou o Brasil nas oitavas de final em 1998, com os irmãos Laudrup, e deixou Uruguai e França comendo poeira em 2002 e se classificou em primeira em 2002, mas parou diante da Inglaterra novamente nas oitavas.

Já Camarões e Japão possuem jogadores talentosos, mas ainda não vingaram em  mundiais. O grupo reserva grandes confrontos e possíveis surpresas.

Holanda

A Holanda foi a primeira seleção europeia a se classificar para o Mundial da África, com oito vitórias em oito jogos, passando por seleções encardidas como a Noruega e Escócia. Invicta desde setembro de 2008, a Laranja Mecânica mantém suas forças concentradas no setor ofensivo. O tridente formado por Van Persie, do Arsenal,

Sneijder, da Internazionale (ITA) e Van der Vaart, do Real Madrid (ESP) é a principal aposta do técnico Bert van Marwijk, que ainda conta com o rápido Robben, do Bayern de Munique (ALE) na armação. Entra como candidata à primeira vaga do grupo.

Dinamarca

A Dinamarca entra no mundial como terminou as eliminatórias europeias: uma grande surpresa. Em sua quarta participação, os descendentes dos vikings voltam ao Mundial após oito anos ausentes credenciados pela classificação direta conquistada, deixando Portugal, de Cristiano Ronaldo, e Suécia, de Zlatan Ibrahimovic, para trás.

Com o zagueiro Agger, do Liverpool (ING), comandando o setor defensivo, a  Dinamarca tenta controlar a expectativa que gira em torno de sua dupla de ataque formada por Bendtner, do Arsenal (ING), e Tomasson, do Feyenoord (HOL). Este último traz na bagagem experiência de ter atuado no Milan (ITA) e 51 gols anotados em 107 partidas disputadas pela seleção. Os rubros podem longe se as expectativas em torno do ataque se confirmarem.

Japão

O Japão vai à África do Sul para sua quarta participação consecutiva. Com um time de trabalhadores, quase todos no futebol local, os nipônicos buscam um ídolo desde a aposentadoria do craque Hidetoshi Nakata, após a Copa de 2006.

No gol, Kawaguchi segue dono das traves. O volante Inamoto, do Eintracht Frankfurt (ALE), e o meia Nakamura, do Espanyol (ESP), representam os dois únicos atletas da seleção atuantes no exterior e fecham o meio de campo com o meia Endo, do Gamba Osaka (JAP). O brasileiro Marcus Túlio Tanaka, do Urawa Red Diamonds (JAP) é a segurança na zaga japonesa.

Camarões

A seleção camaronesa não sofreu para se classificiar à Copa, passando com autoridade por Gabão, Togo e Marrocos. Com atletas espalhados por toda a Europa, Camarões briga para não repetir a eliminação na primeira fase, como aconteceu nas três últimas participações.

O jovem arqueiro Kameni, do Espanyol (ESP), é o destaque na defesa e com apenas 25 anos, disputará seu segundo mundial. À sua frente, o experiente zagueiro Song, do Trabzonspor (TUR) segue dono da zaga.

Alexandre Song, volante do Arsenal (ING), Djemba-Djemba, meia do Odense BK (DIN) e o polivalente Geremi, do Newcastle (ING) dão retaguarda para que a estrela Samuel Etoo finalmente consiga repetir suas excelentes atuações nos clubes para a seleção.

Palpite do blogueiro

Sem sustos, Holanda fica com o primeiro lugar. Dinamarca e Camarões disputam de igual para igual a segunda vaga, com ambas equipes dependendo de boas atuações dos seus atacantes Tomasson e Etoo. O Japão guardará o Mundial da África do Sul no currículo como experiência para chegar mais forte ao Brasil, em 2014.

Grupo E

1 Holanda

2 Dinamarca

3 Japão

4 Camarões

Jogos do Grupo E

14 de junho

8h30: Holanda x Dinamarca

11h: Japão x Camarões

19 de junho

11h: Holanda x Japão

15h30: Camarões x Dinamarca

24 de junho

15h30: Dinamarca x Japão

15h30: Camarões x Holanda

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Alemanha tenta manter série de boas campanhas em mundiais

O sorteio do grupo D reservou à Alemanha um caminho tranquilo para o início de sua caminhada na Copa de 2006

O grupo tem a inexpressiva Austrália e rivais com potencial como Gana e os vizinhos europeus da Sérvia.

A chegada de Joachim Löw no comando dos alemães trouxe paz à seleção. A Austrália comemora a chegada a segunda Copa consecutiva, enquanto a Sérvia disputa seu primeiro Mundial como país independente. Gana quer aproveitar o fator casa para repetir a classificação para as oitavas de final.

Alemanha

Com ampla margem de favoritismo, a Alemanha chega credenciada pela excelente campanha nas eliminatórias européias, com oito vitórias e dois empates.

Os alemães têm a seu favor o vice em 2002 e o terceiro lugar em 2006, além do vice na Eurocopa 2008. A base do elenco segue com o defensor Mertesacker e o volante Frings, ambos do Werder Bremen, o talentoso meia Schweinsteiger e os perigosos atacantes Miroslav Klose e Mario Gomez, todos do Bayern de Munique.

Com uma média de idade jovem, cerca de 25 anos, a Alemanha mantém o capitão Michael Ballack como referência. Com o crescimento de seu rendimento no Chelsea, o meia reencontrou seu bom futebol no selecionado, o que garante a consistência na armação e municiamento dos goleadores.

Austrália

Em sua primeira participação nas eliminatórias asiáticas, apesar de pertencer à Oceania, a Austrália provou que futebol não é mais tratado como esporte amador. Derrotas para China e Iraque foram meras obras do acaso. Quando acertou as falhas, não perdeu mais, mesmo diante de equipes tradicionais como o Japão.

Com quase todo elenco atuando na Europa, os australianos ainda sofrem com o vício das bolas altas.

Apenas dois nomes se destacam, o meia ofensivo Tim Cahill, do Everton (ING), e o canhoto Kewell, do Galatasaray (TUR). Com a saída do atacante Mark Viduka, a Austrália padece na dependência de boas atuações dos dois craques do elenco. Se inspirados, podem beliscar uma vaga nas oitavas.

Sérvia

A Sérvia estréia no Mundial como país independente, já que em 2006 disputou como Sérvia & Montenegro e goza do benefício de ficar com a maior parte dos bons jogadores, como o volante Stankovic, da Internazionale (ITA).

A zaga é o setor mais tranquilo, formada por Dragutinovic, do Sevilla (ESP), Vidic, do Manchester United (ING) e Ivanovic, jovem do Chelsea (ING).

Nas eliminatórias, foi ajudada pelo mau futebol francês e garantiu a vaga no grupo 7.  A dúvida é se manterá o futebol vistoso da época quando integrava a ex-Iugoslávia. Favorita à segunda vaga.

Gana

Com um caminho fácil nas eliminatórias, jogando contra seleções fracas como Gabão e Líbia, os ganenses chegaram à Copa tranquilamente.

Apesar de não renovar o elenco que chegou as oitavas de final da Copa em 2006, quando perdeu para o Brasil, os Black Stars têm jogadores conhecidos pela alcunha de carregadores de piano em seus clubes.

Samuel Kuffour, da Roma (ITA), reina na zaga, enquanto Muntari, da Internazionale (ITA), e Michael Essien, estrela do Chelsea (ING), garantem a segurança no meio de campo.

O habilidoso meia Appiah segue na armação com a experiência de ter atuado no Parma e na Juventus. O canhoto será o protagonista ganense em 2010.

Palpite do blogueiro

Alemanha se classifica soberana em primeiro lugar. A Austrália é zebra pelo elenco limitado. Sérvia, pela campanha realizada nas eliminatórias, e Gana, pelo conjunto de jogadores talentosos/trabalhadores, brigam pela segunda vaga, com vantagem para os africanos por atuarem em seu continente.

Grupo D

1 Alemanha

2 Austrália

3 Sérvia

4 Gana

Jogos do Grupo D

13 de junho

11h: Alemanha x Austrália

15h30: Sérvia x Gana

18 de junho

8h30: Alemanha x Sérvia

19 de junho

8h30: Gana x Austrália

23 de junho

15h30: Gana x Alemanha

15h30: Austrália x Sérvia

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Colonizador e colonizado largam na frente no grupo C

O terceiro grupo da Copa do Mundo uniu colonizador, Inglaterra, e colonizado, Estados Unidos

E ambos não deverão ter nenhuma dificuldade para conquistarem suas vagas diante das inexpressivas Argélia e Eslovênia.

A evolução do futebol americano e o sempre favoritismo da Inglaterra destoam da Argélia, que chega mais preocupada em comemorar seu retorno aos Mundiais, e da Eslovênia , que entra como a maior surpresa do torneio.

Inglaterra

Cabeça de chave, a Inglaterra entra em mais uma Copa do Mundo com velhas caras e com o mesmo rótulo de favorita. Sob a tutela do carrancudo italiano Fábio Capello desde 2007, o English Team contrariou as previsões pessimistas da sensacionalista imprensa local e, com um futebol vistoso e constantes goleadas, passeou nas eliminatórias europeias.

John Terry segue como referência dos ingleses, com sua raça no setor defensivo, ao lado do seguro Ferdinand. O setor mais seguro é o meio de campo, com craques do quilate de Steven Gerrard, do Liverpool, e Frank Lampard, do Chelsea.

No ataque, o baixinho invocado Wayne Rooney, do Manchester United, finalmente se firmou como grande estrela e aguarda por um parceiro mais constante, já que o centroavante Emile Heskey ainda tem atuações oscilantes. O ponto fraco é o gol, onde o limitado Foster, do Diabos Vermelhos, ainda não se firmou.

Estados Unidos

Em sua oitava participação em Copas, a quinta consecutiva, os Estados Unidos parecem terem se firmado entre as seleções medianas, que sempre representam perigo para os favoritos. O Mundial da África pode ser o último de uma geração de bons jogadores como o veloz atacante Landon Donovan e o seguro arqueiro Tim Howard, mas também será o primeiro de gratas revelações.

Entre os nomes que podem despontar ou se firmar nessa Copa estão o meia de 21 anos Bradley, o atacante Altidore, 19, e o meia Freddy Adu, 20, tratado como fenômeno ao estrear na Major League Soccer com 14 anos, mas que ainda não vingou.

Argélia

A Argélia sofre com a falta de talentos e, principalmente, pela preferência de craques de origem argelina, como o meia Samir Nasri e o atacante Karin Benzema, ambos de 21 anos, pela seleção francesa. Assim, restam jogadores medianos como o meia e capitão Yazid Mansouri, do Lorient, da França, e o experiente atacante Rafik Safi, do Al Khor, do Catar.

Nas eliminatórias, surpreendeu ao ficar com a vaga no grupo 6 com melhor campanha do que Senegal. Na fase final, empatou em todos os critérios com o tradicional Egito e a classificação veio em uma partida desempate realizada no Sudão, vencida pelos argelinos por 1 a 0. Será a segunda participação em Copas.

Eslovênia

Surpresa. Assim pode ser descrita a segunda participação da Eslovênia em Copas.  Mas o caminho que trilhou até chegar ao Mundial é digno de inspirar receio dos adversários. Passou por Rússia, República Tcheca e Polônia.

Sem craques, os eslovenos vão à África com o discurso “unidos venceremos”, apostando no entrosamento do grupo. Mas a meta é superar a barreira da primeira fase.

Destaque do grupo é o desconhecido Robert Koren, meia do West Bromwich.

A estreante em Copas chega como a grande incógnita. A Eslováquia conquistou a classificação com a primeira colocação do grupo 3 das eliminatórias europeias, à frente de Eslovênia, da perigosa República Tcheca e da encardida Polônia.

O elenco conta com o seguro zagueiro Skrtel, do Liverpool, o meia Hamsik, do Napoli, e o goleador Sestak, do Bochum. Mas os amistosos pós classificação mostram que a seleção não está com potencial a ponto de surpreender tanto quanto com a eliminação da co-irmã República Tcheca. Em dois jogos, os eslovacos bateram os rivais americanos por 1 a 0, mas foram derrotados pelo emergente Chile por 2 a 1.

Palpite GH

Sem surpresas, Inglaterra deve aproveitar a fase inicial para os últimos acertos antes do mata-mata decisivo. Estados Unidos, se mantiver o nível atual, chega no segundo lugar. Argélia e Eslovênia têm tudo para apresentarem seus uniformes aos torcedores africanos, dar um passeio e voltar pra casa mais cedo.

Grupo C

1 Inglaterra

2 Estados Unidos

3 Argélia

4 Eslovênia

Jogos do Grupo C

12 de junho

15h30: Inglaterra x EUA

13 de junho

8h30: Argélia x Eslovênia

18 de junho

11h: Eslovênia x EUA

15h30: Inglaterra x Argélia

23 de junho

11h: Eslovênia x Inglaterra

11h: EUA x Argélia

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