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Archive for fevereiro \26\UTC 2010

E se…

A nova escola do RAP underground tem mostrado a cada dia que o nível está subindo rapidamente e com claros objetivos.

O MC Rashid, entrevistado por este blog em agosto do ano passado, lançou há cerca de três semanas seu novo single,  “E se…”, integrante do EP Hora de Acordar, que estará nas ruas no dia 31 de março

Se alguém duvida do potencial do rapper, veja a criatividade e intensidade dos questionamentos lançados a cada rima. Separei alguns para vocês:

E se isso for ilusão? E se todos que disseram não realmente tivessem razão?

Pra que insistir, se no começo eu tivesse me perguntado e se?

Perguntado e se não for ilusão? Se você desistir? Perder a chance de ter tudo na sua mão?

E se cada MC antes de pegar no mic se perguntasse e se? Eu te pergunto e se?

E se o Michael ainda fosse preto?

Se o Hip-Hop nunca tivesse ido ao gueto?

E se o Obama fosse branco e a casa não?

E se Jesus não conhecesse a palavra perdão?

Os melhores MCs dizem palavrões? E se vcs se ligarem que a TV diz coisas muito piores?

Se Luther King nunca tivesse tido aquele sonho ou ido à igreja?

Se Bambaata ao invés de comprar o primeiro disco tivesse comprado uma breja?

Se o Big ficasse em casa naquele dia? Se 2 Pac nunca desse rec ou gravasse uma track?

Se a gente fosse o sistema? Se a Casa do Hip-Hop fosse no seu coração não só em Diadema?

Se a maioria se apegasse um pouco menos ao espelho e mais a raiz?

E se James Brown tivesse escolhido tocar bateria?

E se o bluetooth transmitisse o amor, já que seus olhares não fazem mais isso?

E se hoje fosse seu último dia? Ou melhor, e se fosse seu primeiro dia?

E se a culpa fosse nossa e não do governo? Se o povo desse um passo e saísse do meio termo?

E se o Rap te tratasse igual criança já que você trata ele como brincadeira?

Aguardo ansiosamente o dia 31 demarço!

Enquanto isso, ouçam…

http://www.myspace.com/mcrashid ou http://www.4shared.com/file/216349874/1d4a25b0/Rashid_-_E_Se.html?s=1

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Assessoria de Imprensa sem noção…

Caros leitores, esta eu tenho que compartilhar com vocês… me rendeu boas risadas, aliás, quase gargalhadas.

O diretor de redação do jornal no qual trabalho manifestou sua indignação com um release recebido em seu e-mail. Importante lembrar que, diariamente, recebemos cerca de 20 releases de diversos assuntos, não importa se meu jornal é de Guarulhos, sugestões de pautas de Jaú chegam em meu correio eletrônico.

A novidade, recebida pelo diretor de redação, foi um release oferecendo uma lareira elétrica. Detalhe: Aquece com charme!

A inevitável pergunta é: o que fazer com isso?

http://twitter.com/ZanonJr/

Em tempos de extremo frio como temos passado, noites que me fazem dormir com três cobertores, uma lareira elétrica é tudo o que precisamos nesse país gélido que é o Brasil.

E não pára por aí. O release começa com a declaração: “Aquece com charme”.

Qual o significado de um equipamento inóquo, sem vida, aquecer com charme?

Só me faz acreditar que, com meus extensos “um” ano de experiência jornalística, ainda posso dizer que estou anos luz à frente de muitos profissionais da categoria…

… ou estou mais sóbrio do que muitos deles.

Dica do dia: Planejamento resolve 70% dos problemas no mercado profissional.

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Tiro n’água ou tacada de mestre? Mano divulga lista da Libertadores com três surpresas!

Ano do Centenário, todos os hlofotes voltados para o Parque São Jorge.

Este blogueiro apontou a lista de prováveis selecionáveis de Mano Menezes no dia 4 de fevereiro…

https://blogdobarra.wordpress.com/2010/02/04/alarde-da-imprensa-em-uma-lista-quase-obvia-do-timao-para-a-libertadores

…e devo fazer o mea-culpa que errei em alguns palpites.

Justamente nestes palpites que questiono as escolhas de Mano Menezes para o momento mais importante da história alvinegra.

A principal diferença entre a lista oficial do Mano e a deste blogueiro está na defesa.

Mano deixou o polivalente (lateral esquerdo, direito e zagueiro) Balbuena de fora e inscreveu o desconhecido Moacir.

Apesar de ser apenas um jogador mediano, Balbuena tem a seu favor o fato de poder atuar em três posições distintas. Já Moacir chega como volante que pode quebrar galho de lateral direito e após uma longa e estranha negociação.

No mínimo questionável.

Na lateral esquerda, o argentino Escudero foi preterido para a inclusão do jovem (e muito habilidoso, diga-se de passagem) Dodô.

Que se pese a experiência do argentino, que pela nacionalidade, também tem a seu favor a catimba necessária para uma Libertadores, não compreendo esta troca.

Por fim, a última mudança relevo pelo momento vivido por Morais. Mano preferiu contar com o meia, que atravessa boa fase após um longo período de mero coadjuvante no Parque São Jorge, ao invés de Boquita.

Outro questionamento meu persiste: “O que Rafael Santos fez para assumir a segunda vaga de goleiro no time ao invés do ágil e bom arqueiro Júlio César?”

Será que até numa competição tão séria como a Libertadores, Mano tem se deixado influenciar por empresários (leia-se Carlos Leite) e interesses?

Das duas, uma: Mano calará os críticos (eu, novamente, me incluo nisso) e mostrará que as mudanças foram tacadas de mestre ou a torcida terá argumentos para questioná-lo por estes quatro tiros n’água.

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Ex-técnico e candidato a técnico em cena no final de semana – Luxa leva baile e Antonio Carlos vence na estreia

O final de semana com dois clássicos regionais colocou em evidência duas figuras do banco de reservas. Em Minas Gerais, o (ex) técnico Vanderlei Luxemburgo apanhou do ex-clube Cruzeiro e a arbitragem, mais uma vez, virou desculpa.

Em São Paulo, o candidato a treinador Antônio Carlos Zago conquistou uma vitória diante do rival Tricolor e de contestado passou a ter seu nome gritado nas arquibancadas, mesmo sendo óbvio que o time que venceu o São Paulo ontem não tem em nada as características do novo comandante alviverde.

Em Minas Gerais, o (ex) treinador Vanderlei Luxemburgo viu seu time se envolvido novamente pelo Cruzeiro e o placar por 3 a 1 comprovou a superioridade da Raposa em campos mineiros contra o Galo.

A cereja no bolo foi a reação de Luxa durante o jogo, quando um gesto deu margem para dúvidas do que teria feito. O (ex) técnico se voltou para a torcida celeste e teria feito o sinal de “banana” ou dito que teria sangue na veia.

Independente do que tenha feito, mostra que realmente Luxa deixou de ser o estrategista que um dia foi no futebol brasileiro. Tanto que a torcida do clube que dirigiu à conquista do último campeonato brasileiro de um time Mineiro conseguiu tirar o treinador do sério.

Veja a imagem e tire suas conclusões:

Crédito: Luiz Costa / Hoje em Dia

Já em São Paulo, como este blogueiro analisou, a diretoria do Palmeiras foi muito inteligente. Com Muricy no comando, uma derrota poderia tornar o Parque Antártica num inferno. Então, a chegada de um técnico, ainda que inexperiente e sem bagagem para assumir o ‘problema’  que o Palmeiras é hoje, teria um efeito diferente.

Em caso de derrota, o técnico é novo, ainda vai conhecer o elenco. Em caso de vitória, Antônio Carlos calaria os críticos (me incluo nisso).

Foi o que aconteceu: Palmeiras 2 x 0 São Paulo.

Os maiores responsáveis pela vitória, os jogadores, correram em campo como nunca (para provar que o problema era o Muricy mesmo, ainda que isto não seja verdade) e bateram o Tricolor Paulista (que ainda não mostrou a que veio em 2010).

Nada demais, nada de méritos para Zago. Registro aqui para que a torcida alviverde não se esqueça que um bom técnico não é só aquele que consegue resultados imediatos, mas o que consegue dar um padrão ao time que comanda e títulos, que o clube da Barra Funda precisa.

Reafirmo o que disse: “a torcida alviverde se arrependerá amargamente da demissão de Muricy (este sim, um grande treinador na atualidade) e mais ainda da contratação de Zago”.

Desculpem o reforço, mas encerro por aqui: Palmeirenses, não se iludam!

E Luxemburgo já não é mais o mesmo. Nem adianta esperar, é somente um ex-técnico em atividade.

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O Palmeiras irá se arrepender de demitir Muricy… e de contratar Antonio Carlos Zago

Uma derrota incomum que, na minha avaliação, aconteceu por puro corpo mole dos jogadores do Palmeiras culminou na demissão de Muricy Ramalho, um técnico que, infelizmente, não sabe lidar com a imprensa, mas que dentro de campo é um dos maiores pensadores que já vi comandar um time.

A demissão de Muricy só mostra o quão ingrata foi a direção do Palmeiras com o treinador. De um lado, o técnico se disponibilizou como garoto propaganda do alvi-verde de Parque Antártica ao vestir colete da Unimed para arrendar fundos para o clube.

A atitude deve ter sido na esperança de ‘ganhar’ algum reforço para o ataque inóquo do time, mas, ao invés disso, ganhou o desconforto de ter de cobrar pela imprensa a necessidade de reforços diariamente para que fizesse o time andar.

Nenhum clube do mundo ganha algo sem jogadores de nível. É preciso dar material para que um técnico realize um bom trabalho. E Muricy não teve.

A decisão da diretoria do Palmeiras foi recheada de esperteza. Raciocine: se perdesse o clássico de domingo contra o São Paulo com o ex-treinador no banco, o clima no clube viraria um inferno.

Com sua saída e a chegada de um treinador novo, se perder, a justificativa é que o técnico ainda não conhece o time. Se vencer, já inicia uma nova fase no clube. Simples assim!

Mas, a longo prazo (ou não, caso não dure muito tempo), Belluzzo deu um tiro no pé. O dirigente que eu tanto admirava pensou ‘pouco’, antes de contratar um técnico inexperiente, com uma breve ligação com o clube, mas sem identificação com o elenco. Para comandar um elenco com a cicatriz da perda de um campeonato brasileiro nas últimas rodadas, Zago não é o cara mais indicado.

Arrisco dizer que os palmeirenses se arrependerão amargamente da saída de Muricy… e será mais amarga ainda o sofrimento da torcida palestrina enquanto Antonio Carlos Zago estiver no banco de reservas do clube de Parque Antártica.

Piada infame do dia: “Atordoada, diretoria do Palmeiras pensou: Quem causou o estrago, foi o Antônio Carlos? Então, chame-o, ele é o pai da criança, que assuma a bronca”.

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Um craque mordido

O jogaço entre Milan e Manchester United no San Siro, válido pelas oitavas de final da Liga dos Campeões foi um colírio aos olhos dos amantes do futebol arte protagonizado por Ronaldinho Gaúcho.

Dias após o técnico (?) da seleção brasileira, Dunga, menosprezar seu talento, o craque de sorriso e dribles fáceis voltou a ser o protagonista de uma partida do clube italiano. Diferente, como seu futebol, conseguiu ser o melhor em campo mesmo com seu time sendo derrotado.

Lances rápidas, de muita habilidade, na primeira etapa fizeram o Milan largar na frente. Craque também precisa ter sorte e foi o que ele teve, ao bater de primeira da meia-lua e contar com um desvio da zaga adversária.

Não foram poucas as oportunidades que Dunga teve de ver o futebol praticado pelo meia, mas creio que pela sua falta de ‘habilidade’ em detectar talentos, deve ter desligado a TV quando Gaúcho marcou o primeiro do Milan.

As únicas coisas que me fazem compreender que o treinador do selecionado nacional não enxerga o atual momento vivido por Ronaldinho é miopia ou ele achar que pode se equiparar ao pentacampeão mundial e renomado técnico Felipão, que se negou a chamar o, à época, aclamado Romário para a Copa de 2002, fechou o grupo e voltou com a Taça embaixo do braço.

Dunga, são situações totalmente opostas. O Romário sempre foi um jogador polêmico, influenciador de elencos e um goleador de faro fino. O Ronaldinho Gaúcho é um ‘moleque’ que gosta de se divertir em campo, que exagera sim nas noites, mas que rende em campo quando sente que confiam em sue futebol.

Quem da seleção brasileira hoje joga mais do que ele em sua posição? Além do Kaká, que apesar de ser meia joga em função diferente, não vejo nenhum jogador com seu potencial.

Simples. Quando o cara parou de jogar na segunda etapa, o Milan morreu. Quando despertou, um passe entre dois zagueiros ingleses foi suficiente para que seu companheiro Seedorf ficasse na cara do gol e, em um toque de classe, de letra, diminuísse o marcador em Milão.

Méritos a um só jogador que, com a alegria de jogar, mostra, com ódio no coração, que tem muito mais futebol que as decisões precárias de um recém-formado (e sem diploma) na categoria treinadores cabeças-dura do futebol brasileiro.

Seguindo a escola de Carlos Alberto Parreira…

PS: Para um torcedor da seleção alviceleste (entenda-se Argentina), comemoro sim a ausência deste craque sem precedentes no Mundial da África. Como um amante do futebol, lamento profundamente.

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Absurdos que passam ‘às cegas’ ao consumidor

Circula um e-mail na internet com um tema interessante: valores absurdos que são impostos aos consumidores e pouco se nota ou questiona-se.

Vejam só, no mail consta que uma pessoa teria pago R$ 1,99 em um saquinho contendo 3 gramas de orégano. Curiosa, a pessoa resolveu fazer o cálculo e chegou ao absurdo cálculo que o quilo da especiaria custaria R$ 633,33!

Intrigado, fiz uma pesquisa rápida e encontrei um pacote de orégano da marca Kitano, contendo 10 gramas, ao custo de R$ 1,70. Assim, o quilo do tempero custa impensáveis R$ 170.

O mesmo produto da Masterfoods, com o mesmo conteúdo, custa R$ 2,09, ou seja, R$ 209 cada quilo.

Achou absurdo? Tem casos piores!

Veja só: um cartucho da marca HP 27 Inkjet Jato de Tinta preto C8727ab custa, ‘na promoção, R$ 49,90 nas lojas Saraiva. O conteúdo é somente 10 ml.

Nos cálculos, cada mililitro custa R$ 4,99, mas isso significa que o litro de tinta para impressora custa R$ 4.990.

Este valor daria para comprar duas TVs LCD Full HD 42′ na Fast Shop, que custa R$ 2.380 à vista.

Pela falta de atitudes nossa (povo), continuaremos sendo lesados pelos senhores do capital!

Lamento ter nascido na época errada! Época na qual não existem protestos ou quando ocorrem, estudantes são taxados de ignorantes e baderneiros!

Povo sem atitude é sinônimo de exploração não anunciada!

“E se a culpa fosse nossa e não do governo? / se o povo desse um passo e saísse do meio termo?”

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