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Um craque mordido

O jogaço entre Milan e Manchester United no San Siro, válido pelas oitavas de final da Liga dos Campeões foi um colírio aos olhos dos amantes do futebol arte protagonizado por Ronaldinho Gaúcho.

Dias após o técnico (?) da seleção brasileira, Dunga, menosprezar seu talento, o craque de sorriso e dribles fáceis voltou a ser o protagonista de uma partida do clube italiano. Diferente, como seu futebol, conseguiu ser o melhor em campo mesmo com seu time sendo derrotado.

Lances rápidas, de muita habilidade, na primeira etapa fizeram o Milan largar na frente. Craque também precisa ter sorte e foi o que ele teve, ao bater de primeira da meia-lua e contar com um desvio da zaga adversária.

Não foram poucas as oportunidades que Dunga teve de ver o futebol praticado pelo meia, mas creio que pela sua falta de ‘habilidade’ em detectar talentos, deve ter desligado a TV quando Gaúcho marcou o primeiro do Milan.

As únicas coisas que me fazem compreender que o treinador do selecionado nacional não enxerga o atual momento vivido por Ronaldinho é miopia ou ele achar que pode se equiparar ao pentacampeão mundial e renomado técnico Felipão, que se negou a chamar o, à época, aclamado Romário para a Copa de 2002, fechou o grupo e voltou com a Taça embaixo do braço.

Dunga, são situações totalmente opostas. O Romário sempre foi um jogador polêmico, influenciador de elencos e um goleador de faro fino. O Ronaldinho Gaúcho é um ‘moleque’ que gosta de se divertir em campo, que exagera sim nas noites, mas que rende em campo quando sente que confiam em sue futebol.

Quem da seleção brasileira hoje joga mais do que ele em sua posição? Além do Kaká, que apesar de ser meia joga em função diferente, não vejo nenhum jogador com seu potencial.

Simples. Quando o cara parou de jogar na segunda etapa, o Milan morreu. Quando despertou, um passe entre dois zagueiros ingleses foi suficiente para que seu companheiro Seedorf ficasse na cara do gol e, em um toque de classe, de letra, diminuísse o marcador em Milão.

Méritos a um só jogador que, com a alegria de jogar, mostra, com ódio no coração, que tem muito mais futebol que as decisões precárias de um recém-formado (e sem diploma) na categoria treinadores cabeças-dura do futebol brasileiro.

Seguindo a escola de Carlos Alberto Parreira…

PS: Para um torcedor da seleção alviceleste (entenda-se Argentina), comemoro sim a ausência deste craque sem precedentes no Mundial da África. Como um amante do futebol, lamento profundamente.

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