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Archive for março \30\UTC 2010

São Paulo, um time que desaprendeu a ganhar clássicos

A derrota do São Paulo por 4 a 3 diante do Corinthians no Pacaembú, no último domingo, comprovou a teoria de que o São Paulo desaprendeu a jogar clássicos.

No Campeonato Paulista deste ano, foram quatro jogos contra Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e Santos e nenhum ponto conquistado. Quatro derrotas, sendo duas no Morumbi e duas fora de casa (no Pacaembú e no Parque Antártica).

Charge do blog Bola nas Costas – Globo.com

Se levado em conta o tabu negativo que o Tricolor Paulista ostenta contra o último rival, o alvinegro de Parque São Jorge, vê-se que o São Paulo não é mais o mesmo em confrontos diretos contra seus arqui-rivais.

São Paulo está no caminho errado – Charge: Edson

O blogdobarra fez um levantamento dos clássicos disputados pelo Tricolor nos últimos três anos (entre Paulistas e Brasileiros) e comprovou que há uma nítida queda de rendimento do clube do Morumbi.

No levantamento geral, dos últimos 19 clássicos disputados pelo São Paulo no Campeonato Paulista (de 2007 até 2010), foram seis vitórias, três empates e 10 derrotas.

Se contarmos o Paulistão do ano passado, o jejum do São Paulo alcança seis jogos sem vencer um clássico. A última vitória tricolor foi diante do Palmeiras, por 1 a 0, no dia 28 de março, no Morumbi.

Jogar fora tem sido um problema

Curiosamente, a vitória citada acima, contra o Palmeiras, tem uma informação importante. O São Paulo sabe utilizar bem os seus domínios. Isso seria muito bom se não virássemos a página. Do outro lado, jogando longe do Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi), o São Paulo demonstra que não tem o mesmo rendimento.

Enquanto o retrospecto do Paulistão mostra que o São Paulo tem um aproveitamento considerável em casa, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas nos últimos dez clássicos, quando atua fora de casa, a situação é crítica.

Dos últimos nove clássicos, apenas uma vitória e um empate, contra sete derrotas.

Tabu alvinegro

Foram quatro anos sem sentir o gosto de uma derrota para o Corinthians, mas quando o tabu foi quebrado, o São Paulo parece que tomou gosto pela coisa. De 2007 pra cá, o Tricolor acumula uma vitória, quatro empates e cinco derrotas. Considere-se que o Timão passou um semestre sem jogar contra o São Paulo, quando disputou a série B do Brasileirão, em 2008.

Equilíbrio contra o Palmeiras

Contra o alviverde de Parque Antártica, o São Paulo ainda mantém uma pequena vantagem nos clássicos. Dos 12 últimos confrontos, venceu cinco, empatou quatro e perdeu três.

Enquanto no Paulistão, nos últimos seis jogos, contabilizam-se três vitórias de cada lado, no Brasileirão, o São Paulo está na frente, com duas vitórias, quatro empates e nenhuma derrota nos últimos três anos.

Peixe é o prato preferido

O Santos começa a recuperar o tempo perdido com a nova geração dos Meninos da Vila, mas, nos últimos anos, o Peixe não tem incomodado muito o São Paulo. O alvinegro da Baixada só assusta no Paulistão. De 2007 pra cá, o Peixe venceu duas vezes, empatou uma e perdeu só uma.

Já no campeonato nacional, a vantagem do São Paulo é larga, tanto no Morumbi quanto na Vila Belmiro. São três vitórias e três empates, sem derrotas para o time de Pelé.

Até a Lusa cresce contra o São Paulo

Time grande entre os médios, médio entre os grandes, a Portuguesa equilibrou os confrontos contra o time do Morumbi. Nas últimas quatro vezes em que se encontraram, foram duas vitórias para cada lado e, no último jogo, dentro do Morumbi, a Lusa não se intimidou e bateu o São Paulo por 3 a 1 no Paulistão 2010.

Desempenho no Brasileirão ainda salva

Indiscutível questionar o tricampeonato seguido do São Paulo em 2006, 2007 e 2008, todos com Muricy Ramalho no comando da equipe no Campeonato Brasileiro. Isso justifica a manutenção do bom papel em clássicos, ao menos na competição nacional.

Baseado nestes números, é hora do São Paulo começar a colocar o time nos eixos porque, apesar da torcida estar acostumada à Libertadores, clássicos sempre pesam em horas decisivas.

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Ironias do futebol – Clássico Majestoso

Curioso o mundo do futebol, não?

Quem imaginaria que o clássico entre Corinthians e São Paulo, dois clubes que vieram de tropeços na rodada de meio de semana contra os pequenos Paulista e Bragantino, terminaria com um eletrizante 4 a 3 para o alvinegro de Parque São Jorge?

E será que o Mano Menezes imaginaria que o inexperiente goleiro de seu empresário, Rafael Santos, seria o mico do clássico, com duas falhas, sendo uma delas um frango?

Enquanto isso, o ‘verdadeiro’ segundo goleiro, Júlio César, assistia ao desastre de seu companheiro do banco de reservas.

E será (de novo) que o técnico Mano Menezes e o cone Ronaldo (que deu somente um passe para Elias e a imprensa já diz que voltou a jogar bola) imaginavam que o execrado Iarley (crucificado pelo ‘presidente’ e engolido pelo técnico por trabalhar demais) seria o protagonista da jogada do gol que deu a vitória?

Fotos: Daniel Augusto Jr – Agência Corinthians

E quem diria que o Rogério ‘Air’ Ceni naufragaria nas águas do Pacaembú?

São ironias de um clássico que só o futebol nos reserva!

Final: Corinthians 4 x 3 São Paulo e um tabu de nove jogos e dois anos sem perder para o tricolor paulista.

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Comentário do dia: caso Isabella!

Estou acompanhando assiduamente o julgamento do caso Isabella e deixo meu comentário do dia sobre o caso.

“No caso Isabella, as ordens estão inversas. Não deve-se provar a culpa dos acusados, são os acusados que devem provar sua inocência”.

E só!

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Rap Nacional em silêncio – Luto por Dina Di

Fonte: rapnacional.com.br

O Rap Nacional sofreu um desfalque de proporções inestimáveis no último final de semana: a maior representante feminina das rimas, Viviane Matias, vulgo Dina Di, faleceu, vítima de infecção generalizada.

A morte foi confirmada no dia 19, às 23h30. A rapper estava internada desde o dia 02 deste mês, de acordo com informações do site Rap Nacional, quando deu a luz à menina Aline, porém permaneceu internada por conta de uma infecção hospitalar.

Tive a oportunidade de conhecer Dina Di em uma viagem de metrô, na volta para casa. A rapper, inconfundível, com sua tatuagem de um microfone pegando fogo no antebraço, demonstrou tamanha atenção e carinho com este fã.

Apesar de poucas palavras trocadas, nota-se a grandeza do caráter e garra que Dina Di tinha, por enfrentar de frente o sempre presente preconceito contra mulheres, principalmente no Rap Nacional.

A rapper foi a primeira grande representante feminina na história das rimas no Brasil. Membro fundadora do grupo Visão de Rua, conquistou o respeito dos MCs e, por isso, circulava livremente nas festas e shows do gênero.

Protagonizou grandes momentos na história do Rap brasileiro, com letras brilhantes, entre elas, que indico sem sombra de dúvidas, “Meu Filho, Minhas Regras”, onde narrava brilhantemente sua relação de amor com seu filho.

Outra composição marcante foi a acústica “Marcas da Adolescência”, sobre seus problemas e vitórias vividas na fase de adolescente.

Aos que tiverem oportunidade, ouçam estas duas referências compostas pela eterna Dina Di.

Esta guerreira deixará saudades!

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Santos: um time de intocáveis!

Equipe praticante do futebol bonito, futebol arte, o time da moda, enfim, adjetivos e adjetivos dados pela imprensa que blindaram uma equipe de tal forma que ninguém mais pode fazer nada, caso contrário, estão desrespeitando a habilidade no meio futebolístico.

Com esse rótulo joga a equipe santista. Reconheço que o futebol praticado pelos jovens atletas do Peixe enche os olhos, mas isso não os habilita a serem intocáveis no futebol. Tanto que, ontem, na derrota para o Palmeiras na Vila Belmiro, o até então centrado técnico Dorival Júnior, meteu a boca no trombone reclamando do arbitragem.

Pois é, o moleque do futebol alegre e vistoso, Neymar, que merece toda a pompa pelo futebol praticado até aqui, perdeu a cabeça! Simples assim. Não agüentou a provocação dos experientes palmeirenses e aplicou dois pontapés sem bola nos adversário.

Brilhante o papel do árbitro que o expulsou, mesmo sabendo de toda a pressão que aguentaria dentro da Vila Belmiro. Poucas emissoras de TV, rádio e mídia impressa comentaram a atitude desrespeitosa do menino-prodígio, que encheu a boca e mandou o juiz praquele lugar, tão logo o cartão vermelho foi aplicado.

Por quê fez isso? Porque a mídia dá moral para que sinta que pode tudo! Paulo Henrique Ganso é outro craque, mas que em dados momentos tem seus momentos irracionais e também é inocentado pela mídia cega.

Ao declarar que atingiu Ronaldo de propósito, no clássico Santos e Corinthians, na Vila, vencido pelo Peixe, foi abafado de forma vergonhosa.

Ou seja, basta jogar um futebol vistoso, bonito de se ver, que encha os olhos, que a mídia se esquece dos critérios iguais. E alguns árbitros também, o que não é o caso do juiz do clássico deste domingo.

PS: Quanto às comemorações, nada a declarar. Isto se trata de lances com a boa parada, ou seja, não fazem parte do jogo. De coreografias à imitações de porco ou Armerations, cada um faça o que quiser, mas quando a bola rolar, aí sim devem existir critérios claros e iguais a todos.

E que o Santos continue com o futebol bonito. Como torcedor e jornalista, também gosto disso!

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Até quando a presença do Ronaldo será conveniente?

Muitois criticarão! “Ele é craque, pode decidir em um lance…” e etc, mas ontem não decidiu!

Aliás, não só ficou foi um peso morto, como atrapalhou o Corinthians em Bogotá, contra o Indepediente de Medellín.

Estou falando do Ronaldo, aquele pelo qual nunca morri de amores.

Ontem era notória a sua falta de vontade em jogar. Dados momentos do segundo tempo, se limitava a reclamar com seus companheiros de ataque que não tocavam para ele.

Óbvio! Quem se arrisca a tocar para um cara que não faria nada de útil com a bola?

Até quando a presença dele no time será conveniente? Com 20 minutos em campo, Dentinho conseguiu fazer mais do que ele durante toda a partida.

Claro, é fácil comparar porque o Dentinho fez o gol, certo?

Não! Me refiro à movimentação, vontade em campo, disposição. Sei que o Ronaldo não é de correria, mas um mínimo de vontade faz bem em campo.

O Corinthians empatou com um adversário ridículo, que mal sabia aproveitar sua maior carta na manga, a altitude!

Desse jeito, garanto que o Corinthians não chega ao seu objetivo na Libertadores!

Ou o já nem tão brilhante Mano Menezes assume sua posição e põe em campo quem está jogando pelo time ou terminaremos o ano com os bolsos cheios e a sala de troféus vazia!

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Clássico chileno emocionante na Libertadores

A noite desta terça-feira reservou grandes emoções aos chilenos. Ainda abalados com o terremoto que vitimou mais de 800 conterrâneos há duas semanas, o clássico universitário, entre Universidad de Chile (La U) e Universidad Catolica (La Cato) foi motivo de alegrias, tristezas aos presentes no estádio de Coquimbo, 500 km ao norte de Santiago.

Por curiosidade, resolvi assistir a partida, também por ser um amante do futebol. E também porque um clássico sempre é mais curioso do que um chocho confronto entre Bolivar e Estudiantes.

A Catolica começou melhor a partida, com rápidas trocas de passes e maior poder ofensivo, mas um contra-ataque de ‘La U’ culminou no primeiro gol da partida. Após uma rápida cobrança de escanteio, que pegou a zaga de ‘La Cato’ toda bagunçada, o goleiro Paulo Garcés se atrapalhou sozinho e o centroavante Olivera, esperto, deu um leve toque para o gol vazio e abriu o placar.

Mas clássico é cheio de emoções e surpresas, assim, dois minutos depois, Matías Rúbio, da Catolica, entrou sozinho na área, após rápida cobrança de falta que pegou a zaga rival bagunçada, e chutou cruzado para empatar o jogo.

Com zagas fracas e goleiros inseguros, em que se pese a velocidade dos atacantes das duas equipes, a partida ganhou muito em emoção até o seu final.

E um chute despretensioso parou no fundo das redes de ‘La U’ abraçada com um frango enorme engolido pelo goleiro uruguaio Conde. O chute forte foi disparado por Silva da intermediária, mas quando Conde foi encaixar, sua perna direita escorregou e a bola passou no meio de suas mãos e pernas.

Com o resultado nas mãos, La Cato, que vinha de três derrotas no Campeonato Chileno e uma na Libertadores diante do Flamengo, só tocava a bola para garantir o resultado positivo.

La U insistia em busca do gol de empate e contra o anti-jogo praticado pela Catolica e foi premiada com um gol daqueles que todo torcedor sonha, nos acréscimos.

Após cobrança de escanteio, aos 47 minutos da etapa final, Édson Puch foi mais rápido que a marcação, subiu de cabeça e desviou para as redes.

Um ótimo jogo, que alimentou amantes do futebol como eu e tranquilizou flamenguistas de plantão, que não deverá ter a mínima dificuldade para vencer os dois confrontos.

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