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Bagunça impede trabalho sério no Flamengo, ataca Lucho Nizzo

Publicação de reportagem do jornal Guarulhos Hoje de 3 de março, com as declarações do técnico Lucho Nizzo, que comandou o Flamengo em apenas uma partida e viu que a casa estava bagunçada, deixando o cargo.

A entrevista foi concedida a este jornalista que vos escreve.

A conturbada e polêmica saída do treinador Lucho Nizzo do Flamengo, após apenas um jogo realizado, está esclarecida. Falta de profissionalismo, descaso com os atletas, plantel deficitário, má preparação física dos jogadores, falta de médico, entre outros fatores foram apontados pelo ex-técnico do rubro-negro em entrevista concedida por telefone ontem ao Guarulhos Hoje. “Encerrei o trabalho porque não via luz no fim do túnel”. Com esta frase, o técnico decretou o fim de sua passagem no clube guarulhense.

Lucho Nizzo, ex-técnico do Flamengo - Crédito: Ana Paula Almeida

Segundo Nizzo, os agravantes teriam começado no sábado, dia da partida de estreia contra a União Barbarense. Devido ao alto número de jogadores machucados no departamento médico, 10, o treinador teria solicitado que os atletas realizassem um treino com o assistente de preparação, pois teria problemas para relacionar 18 jogadores para a partida seguinte, contra o Guaratinguetá. “Fiquei surpreso, pois fiquei sabendo que não teve treino porque não tinha ninguém na rouparia para liberar material para os rapazes”, contou.

Na segunda-feira, o técnico relata ter chegado ao clube às 9h e foi informado que não podia treinar no campo, somente correr em volta, devido às condições do gramado. “Desci ao vestiário e cancelei o treino, dei satisfação aos atletas e quando retornei fui surpreendido por um telefonema do Niltinho [diretor de futebol], dizendo que o treino tinha sido liberado”, relata. “Não aceitei, não sou palhaço. Acharam que eu iria aceitar, como o outro treinador”, disparou.

Na sequência, Nizzo foi ao departamento médico para saber quais jogadores estariam liberados para quarta-feira. “Não tinha médico. O combinado era que tivesse um médico à disposição. Nunca vi esse cara lá. Os jogadores estavam fazendo gelo do lado de fora da sala, no chão”, descreveu.

Nas reuniões de que participou com os investidores, Nizzo relata ter sido informado de gastos da ordem de R$ 300 mil até ali. “Não sei onde se gastou este dinheiro. Mas o problema não era o dinheiro, eram problemas de organização, não tinha a mínima condição. Sozinho eu não vou resolver os problemas do clube. Eu cuido dentro de campo”, afirmou.

Em campo, no sábado, Nizzo analisa a atuação da equipe como boa, mas problemas internos voltam à tona. “Fizemos um grande jogo, mas perdi dois jogadores expulsos e o time estava com condicionamento abaixo do normal”, disse.

Sobre a desorganização, o treinador não economizou nas palavras. “Ser pobre, não ter dinheiro, não é sinônimo de ser desorganizado e sujo”, metralhou. Após tomar a decisão de deixar o clube, Nizzo pediu para falar com a imprensa e se despedir dos atletas, mas alega que o presidente Edson David não permitiu. “Ele achou que eu não deveria ficar. Como é o dono do clube…”, alfineta.

Para o treinador, muita gente no clube não quer trabalhar. “O Niltinho e o Sérgio, representante da parceria, tentaram de todas as formas ajudar, mas muita gente não quer trabalhar, não estão preparados para a palavra planejamento”, finalizou.

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