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Série Mascotes – A história pouco valorizada das mascotes dos clubes

Hoje, o blogdobarra inicia uma série de posts sobre a história (nem sempre oficial) das mascotes dos clubes brasileiros.

Pouco valorizada e utilizada pelos clubes, muitas mascotes acabam caindo no esquecimento e tendo suas histórias desvalorizadas.

Para começar, vou retratar o surgimento das mascotes dos quatro grandes times de São Paulo.

Mosqueteiro alvinegro

O mosqueteiro alvinegro, mascote do Sport Club Corinthians Paulista, remete quase que em conjunto com o inicio da história do clube. Fundado em 1910, o Corinthians era muito famoso na várzea, e, em fase crescente, entrou com um pedido na Liga Paulista de Futebol para disputar o Campeonato.

Assim, o Timão juntou-se aos três times grandes à época, o Americano, Germânia e Internacional, que eram chamados de ‘três mosqueteiros’. Então, o Corinthians tornou-se o quarto mosqueteiro.

Outra versão dá conta do surgimento do Mosqueteiro em 1929. Na ocasião, o alvinegro venceu o Barracas, da Argentina, no Parque São Jorge, com gols de Apparício, Rodrigues e Rato.

A vitória foi destacada nas páginas do jornal ‘A Gazeta’ em reportagem do jornalista Thomas Mazzoni, que descreveu a atuação dos jogadores do Timão com ‘fibra de mosqueteiro’.

O personagem é inspirado no personagem D’Artagnan, do livro “Os três mosqueteiros”, de autoria do francês Alexandre Dumas.

O desenhista Ziraldo desenhou as duas últimas versões da mascote, uma na década de 80 e a última redesenhada em novembro do ano passado, quando desmembrou-se em dois personagens: o Mosqueteiro e o Mosquetinho, para atingir o público infantil.

Versão mais atual feita pelo ilustrador Ziraldo do Mosqueteiro e Mosquetinho

Periquito e Porco dividem a torcida

O Palmeiras é o único dos quatro grandes times que tem duas mascotes: um oficial e um não oficial.

O oficial é o Periquito verde, escolhido quando da fundação do Palmeiras devido à sua coloração e por ter em grande quantidade na região onde está localizado o clube, na Pompéia.

Diferente do que muitos pensam, o personagem Zé Carioca, da Walt Disney, não é mascote oficial do Palmeiras. Muitos torcedores e cartunistas desenharam Zé Carioca com a camisa do alviverde, mas o desenho é um papagaio, quando a mascote do Verdão é um periquito.

A mascote não oficial, porém mais difundido entre os torcedores, é o porco. A história originária do porco como mascote aconteceu em 1969, o Corinthians perdeu dois jogadores em um acidente de carro. Então, a diretoria alvinegra pediu à Federação Paulista que pudesse inscrever dois atletas para substituí-los, porém isso só poderia acontecer em caso de unanimidade de votação.

Somente o presidente do Palmeiras, Delfino Facchina, votou contra, o que motivou o mandatário alvinegro a xingar os palmeirenses de porcos.

Assim, a torcida do Corinthians resolveu provocar os palmeirenses e no clássico seguinte entre os times, um torcedor soltou um porco no gramado com a camisa do Palmeiras, enquanto os alvinegros entoavam em coro: “Porco”, provocando os rivais.

De provocação passou a adoção. Os torcedores do Palmeiras decidiram adotar o porco como mascote na semifinal do Paulistão de 1986, quando o Timão foi goleado pelo Verdão por 5 a 1 e a torcida começou a exaltar a antes provocação.

Santo Paulo, o protetor tricolor

Um time com nome de santo não poderia ter mascote mais apropriada do que o Santo Paulo. Na década de 40, pouco tempo depois da fundação do São Paulo Futebol Clube, um jornalista do jornal ‘A Gazeta Esportiva’ desenhou o santo. Velhinho, de barba branca e vestido como um sacerdote, com túnica branca com o símbolo do tricolor paulista no peito, assim nasceu o representante do time do Morumbi.

Desde sua criação, nunca houve nenhuma outra mascote além do Santo Paulo, denominado desta maneira para não ser confundido com o nome do clube, São Paulo.

Santo Paulo, mascote e protetor da torcida do tricolor paulista

Baleia alvinegra

Peixe ou baleia? A história começa em um e termina em outro. A origem da referência santista ao peixe remonta a 1935, quando em um clássico do alvinegro da Baixada Santista contra o São Paulo na Vila Belmiro, os torcedores tricolores ironizavam os torcedores santistas chamando-os de peixeiros.

Curiosamente, foi o ano do primeiro título conquistado pelo alvinegro praiano.

Os alvinegros assumiram o rótulo, até então pejorativo, com orgulho e adotaram a Baleia, para simbolizar uma força maior para o clube.

A ligação da cidade, localizada à beira-mar, com o animal foi instantânea.

Em junho de 2006, a diretoria do Santos adotou como plano de marketing, o lançamento de duas mascotes: o Baleião e a Baleinha, focando os adultos e as crianças.

Estratégia de marketing fez diretoria santista apostar na renovação do mascote e na criação da Baleinha

Categorias:1
  1. 22/04/2010 às 14:13

    Eu quero saber sobre o mascote do brasil!!!!!!
    Será que da me ajudar!!?

  2. edu@rda
    19/10/2011 às 20:04

    o time dos santos é mo ridiculo eu prefiro o corinthians ai sim é time!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Malaco
    10/05/2012 às 13:13

    É isso ai Edu@rda malaca! Kkkkkk

  4. Malaco
    10/05/2012 às 13:14

    edu@rda :
    o time dos santos é mo ridiculo eu prefiro o corinthians ai sim é time!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    É isso ai malaca!

  5. 18/09/2012 às 08:42

    eu queeria informações do mascote da argentina me ajudem por favor !!!!!!!

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