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Série Mascotes II – No Rio, Urubu impera e Manequinho tenta se impor

Neste segundo post da série Mascotes, na qual este blogueiro busca a história das mascotes oficiais dos clubes brasileiros, os quatro clubes grandes do Rio de Janeiro serão retratados através dos personagens criados para aproximar o público infantil.

Na cidade maravilhosa, as mascotes são tratadas em segundo, terceiro e até quarto plano. Em sua maioria, os dirigentes dos clubes não investem muito nesta questão, tanto que o clube mais popular do Rio e do Brasil é a única equipe que aposta na força do símbolo da equipe.

Enquanto o Flamengo investe fortemente no Samuca, no Uruba e no Urubinha (que você conhecerá logo abaixo), o Manequinho é citado vezes sim, vezes não pela torcida e dirigentes do Botafogo.

Já o Fluminense, com o Cartolinha, e o Vasco, com quatro mascotes, pouco utilizam-se desta arma de marketing.

Com três variações, o Urubu mostra sua força

O pentacampeão brasileiro (a polêmica Taça das Bolinhas vai para o São Paulo mesmo) é o time que mais investe e busca propagar a ligação das cores rubro-negras com a mascote.

A primeira mascote do rubro-negro era o Popeye, desenho animado de um marinheiro que adquiria força ao comer espinafre. A ligação do clube com Popeye surgiu pela associação da origem do Fla, um clube de regatas, e a profissão do personagem, um marinheiro.

A história do famoso Urubu é parecida com a associação do Porco (mascote não oficial) ao Palmeiras, porém a conotação é lamentável. Torcedores rivais chamavam os flamenguistas de urubus devido ao grande número de seguidores negros que integravam a grande massa do clube.

Samuca, versão criada em 2000 pelo Fla para a figura do urubu

Os “xingamentos” racistas começaram na década de 60 e foi recebida, obviamente, como ofensa até um clássico entre Flamengo e Botafogo no dia 31 de maio de 1969. O Mengo não vencia o Fogão havia quatro anos, parte deles por conta da presença do brilhante ponta-direita Mane Garrincha vestindo as cores alvinegras.

Torcedores do Flamengo levaram um urubu com uma bandeira amarrada nos pés, a ave foi solta e quando aterrisou no gramado, os seguidores rubro-negros gritaram “É urubu”, em tom de desabafo.

A partida culminou na quebra do tabu, o Fla venceu por 2 a 1 e a mascote ganhou força, principalmente pela sorte que trouxe. O famoso cartunista Henfil tratou de desenhar os traços do novo personagem, que popularizou-se ao longo dos anos.

A associação fez com que o urubu ganhasse um nome no ano 2000: Samuca, mas o nome não pegou. Até que, em 2007, a diretoria apostou no marketing voltado ao público infantil e criou o Uruba e o Urubinha, pai e filho fanáticos pelo rubro-negro.

Uruba e Urubinha presentes no Maracanã no Brasileirão

A história do nascimento do Urubinha é retratada em um hot site do Flamengo (www.flamengo.com.br/mascote), que conta desde a primeira visita do Urubinha à Gávea (CT do Flamengo) até a primeira visita ao Maracanã, que aconteceu no dia 25 de maio de 2008, em jogo contra o Inter pelo Brasileirão.

Manequinho – Muita história, pouca ação

Estátua original do Manequinho, localizada em frente a General Severiano

Outra mascote muito popular no Rio de Janeiro é o Manequinho, do Botafogo. A associação do clube com o personagem acontece de maneira

simples, já que em uma praça em frente a General Severiano, sede do Botafogo, há uma réplica da estátua Manneken Pis, um menino urinando que decora uma praça em Bruxelas, na Bélgica.

Em 1957, o Botafogo atropelou o Fluminense na decisão do Campeonato Carioca, goleando o Flu por impressionantes 6 a 2, considerada a maior goleada em decisões do Cariocão.

Empolgado, um torcedor vestiu a estátua do Manequinho com a camisa do Fogão, o que tornou-se uma tradição a cada título conquistado pelo time da estrela solitária.

Versão mais atual do Manequinho

Biriba e Biruta

Não oficial, mas populares, dois cachorros já foram mascotes do Botafogo. Tudo começou quando Carlito Rocha, ex-jogador, ex-técnico e presidente do Botafogo (de 1948 a 51) começou a levar o cachorro vira-lata, Biriba, do zagueiro Macaé aos jogos do time no Cariocão de 1948.

Com 17 vitórias e dois empates, a conquista invicta quebrou um jejum de 13 anos sem título e Biriba ganhou fama de amuleto da sorte.

Presidente do Botafogo com o mascote Biriba, sortudo invicto em 1948

Atualmente, a diretoria da Estrela Solitária mantém Biriba e Biruta, duas mascotes em forma de cachorro, nos jogos disputados no Engenhão, o Stadium Rio, para interagir com as crianças.

Cartola? Só nos bastidores

Mascote representa elitismo da torcida

A mascote do Fluminense é pouco aproveitada pelo time

Cartolinha versão mirim

atualmente. A origem não tem uma história rica em detalhes. Criado em 1943 pelo chargista argentino Mollas, o Cartola surgiu com o objetivo de associar o clube com a nobreza do Rio, já que o personagem usa fraque e representa só aceitar vencer respeitando as regras.

Preocupada (ao menos um pouco) com o público infantil, o Tricolor Carioca resolveu apostar na substituição do Cartola pelo Cartolinha, com os mesmos atributos do original, porém representado em uma criança.

Vasco – Mascote oficial indefinido

Versão atual e infantil do Almirante

O Vasco da Gama é a equipe com maior leque de

Bacalhau virou alcunha vascaína

opções de mascotes. No site oficial do clube aparecem quatro, sendo dois Almirantes, um navegante em posse de um bacalhau e um Português.

A primeira mascote foi o Almirante, uma homenagem ao navegador português. Na década de 40, a associação da origem lusitana do clube remeteu à criação do Português e, o último, o Bacalhau, surgiu com Henfil, no tradicional Jornal dos Sports, na década de 60 e foi bem recebido pela torcida.

Figura tradicional do Portuga

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