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Série Mascotes parte III – Mineiros e sulistas

As raras exposições e exploração dessa importante ação de marketing, que é a mascote, destoa em, pelo menos, em dois clubes do futebol nacional, que serão retratados neste terceiro post sobre a pouca valorização das mascotes.

No estado de Minas Gerais, a palavra Galo remete automaticamente ao Atlético Mineiro, tamanha à associação da mascote com o clube e a torcida alvi-negra. Do lado rival, a Raposa talvez não tenha uma identificação tão forte com os simpatizantes do Cruzeiro, mas, ao menos, o animalzinho está sempre presente em todos os jogos do time azul celeste de Belo Horizonte.

Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, a rivalidade entre Grêmio e Internacional é tão forte, (na opinião deste blogueiro, a maior do país) que as mascotes ficaram em segundo plano ao longo da história.

Confira quais são e como surgiram as mascotes de Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio e Internacional.

O Galo mais forte do Brasil

O Atlético Mineiro é o clube com maior identificação com sua mascote em todo o território nacional. Basta falar no Galo, na linguagem futebolística, para a associação com o Atlético Mineiro ser evidenciada.

A figura do animal remete-se ao clube graças a existência de um galo carijó brigador, que era considerado imbatível nas famosas e crueis rinhas de Belo Horizonte, na década de 30.

Mas, somente em 1945 que o Galo foi ilustrado pelo chargista Fernando Pierucetti, conhecido como Mangabeira, nas páginas do jornal Folha de Minas. Associando a imagem do animal à raça, bravura, que luta até morrer, a mascote caiu como uma luva ao Atlético Mineiro.

Galo Doido, versão atualizada da mascote do Atlético Mineiro

Na década de 50, o jogador Zé do Monte ajudou o Galo a cair no gosto da torcida durante a conquista do pentacampeonato mineiro, entre 1952 e 1956. A cada vez que pisava no gramado, o atleta trazia consigo um galo.

O Atlético Mineiro tornou-se pioneiro na criação de fantasias de mascotes, lançando o Galo em 1980. Já em 2005, 25 anos depois, um novo formato foi dado à mascote, que ganhou o apelido de Galo Doido.

Galo Doido saudando a torcida alvinegra no Mineirão

A Raposa alvi-celeste

O Cruzeiro não possui uma história tão rica quando a da mascote rival, mas a Raposa tem sua importância para o marketing alvi-celeste.

Versão simples da mascote cruzeirense

Coincidentemente, os traços do animal foram feitos pelo mesmo chargista que desenhou o Galo, Fernando Pierucetti, o Mangabeira, em 1945, mas a inspiração foi bem diferente.

À época, o Cruzeiro era presidido por Mário Grosso, figura conhecida pela esperteza e astúcia nas negociações do time mineiro. Assim, foi natural a associação com a Raposa.

A raposa que teve a cabeça 'roubada' pelo meia Roger em clássico no Mineirão

Por sua vez, o Cruzeiro, apesar de não ter uma forte identificação com a torcida, que não utiliza o grito de Raposa com tanta frequência como a torcida do Galo, a mascote sempre está presente nos jogos do time alvi-celeste, além de fazer parte das ações de marketing do clube.

Raposa ganha traços detalhados para associar imagem à torcida e atrair atenção das crianças

O mosqueteiro gaúcho

O Grêmio possui uma mascote comum no futebol brasileiro, o mosqueteiro. A data oficial da adoção foi o ano de 1946. A criação remete ao chargista Pompeo, da Folha da Tarde, que publicava uma tira às segundas-feiras, com sete personagens representando sete clubes que disputavam o Campeonato Gaúcho do ano, entre eles um mosqueteiro.

Mosqueteiro do Grêmio surgiu inspirado na mascote alvinegra do Corinthians

Impulsionada pela iniciativa e pela figura guerreira do Mosqueteiro, a torcida gremista criou uma faixa com o mosqueteiro e o tradicional dizer “Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver”.

O Mosqueteiro, que surgiu com uma silhueta gorda, foi ganhando forma com o passar dos anos e, hoje, ostenta forma física atlética.

Saci ou Negrinho colorado?

O Internacional de Porto Alegre vive uma crise de identidade com sua mascote. A criação do personagem aconteceu na década de 50, mais uma vez motivada pela necessidade de jornais, a Folha Desportiva e A Hora, identificarem o clube através de um desenho.

Mais uma versão de mascote desenhada pelo cartunista Ziraldo

Assim, surgiu a figura do Negrinho, uma mascote irônica e malandra. Com o passar do tempo, o personagem incorporou-se ao Saci, figura do folclore brasileiro que veste as cores vermelha, mesma do Inter, e que é conhecido por suas traquinagens, que seria o que o Colorado fazia contra seus adversários em campo.

Versão oficial do Saci Colorado

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  1. 31/05/2010 às 12:42

    quando surgio o primeiro mascote???

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