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Archive for junho \29\UTC 2010

Assessores desesperados

A estória abaixo é fictícia. Qualquer semelhança é mera, total, pura, extrema e coincidente coincidência.

O blogueiro pede desculpas aos Jornalistas, Assessores, jornais Notícia Expressa, Beltrano e Fulanos de Tais. Os nomes usados vieram deste cerebelo sem nenhuma intenção de identificar ninguém.

Cerca de uma hora após a vitória de Bahamas em uma Copa qualquer.

Fulano de Tal, jornalista: Alô, assessor? Tudo bem, quem está falando é o jornalista ‘Fulano de Tal’, do veículo ‘Notícia Expressa’, tudo bem?

Assessor com voz desinteressada: Oi. Pode falar.

Fulano de Tal: Então, lembra daquela brincadeira que estamos fazendo aqui no jornal, que o seu assessorado aceitou participar? Preciso do posicionamento dele para a edição de amanhã.

Assessor: Ah tá! O que você precisa mesmo? E quais serão os participantes?

Fulano de Tal: Preciso disso, daquilo e daquilo outro só. Ele vai participar junto com o Beltrano (rival no campo empresarial).

Assessor que já pressumia a resposta, agora desconcertado: Tá, vou falar com o meu assessorado e já te ligo.

Fulano de Tal: Ok, aguardo o seu retorno.

Passados 30 minutos…

Assessor retorna a ligação.

Assessor: Ó, ta difícil falar com ele, não tê conseguindo [com nítido cinismo]. Você não pode colocar alguém no lugar dele não? [temendo o confronto na brincadeira do jornal].

Fulano de Tal: Segundo a ordem que temos, não posso. Só restam os dois!

Assessor: Xii… acho que não vou conseguir falar com ele não.

Fulano de Tal preocupado: Ok, vou pensar no que farei, mas continua tentando, por favor?

Assessor: Ah, claro! Pode contar comigo [com mais cinismo ainda, quase um ator].

O jornalista, esperançoso, desconfia de que o assessor não gostou do confronto, que obedeceu a simples regra de unir pessoas com interesse comum na brincadeira e, óbvio, se são rivais, é porque são atuantes na mesma área da sociedade.

Estranhamente, 30 minutos depois, o assessor, transtornado, liga novamente.

Assessor: Deixa eu esclarecer, meu assessorado vai “brincar”com o Beltrano, nosso rival mesmo?

Fulano de Tal: Sim, ué! Aconteceu de ambos serem sorteados nesse sentido.

Assessor, usando a dúvida como desculpa: Como vai funcionar essa brincadeira? [Que já encontra-se na metade, tendo seu assessorado já iniciado a participação].

Fulano de Tal: Os convidados mandam a proposta, o jornal publica. Quem estiver certo, ganha pontos e segue na brincadeira, como você já sabe.

Assessor, agora já no nível 3 de sua voz: Sorteio. Sei… Eu sabia que isso não ia dar certo, que isso ia acontecer. Que vocês fariam isso de colocar meu assessorado junto ao Beltrano. Isso é ridículo, vocês estão querendo fazer guerrinha. Que palhaçada de vocês!

Fulano de Tal, já não tão calmo pelas falsas acusações, rebate: Assessor, desculpa, mas a editoria na qual trabalho me limita. Nela eu não teria como fazer ‘guerrinhas’ como você está dizendo. É algo como querer fazer guerra de letras com analfabetos. É só um jogo. Trocentas pessoas participaram e você foi o único que está fazendo escândalo por isso. O fato do seu assessorado participar com o Beltrano vai influir em quê nos próximos dias? Se ele perder, vai perder reputação?

Assessor: Não interessa, ele já conquistou o que queria, o Beltrano não. O que é ridícula é essa posição do seu jornal de querer fazer guerrinha até nisso. O Beltrano baixou o nível, falou que o cãozinho de estimação do meu assessorado não tem pedigree, disse que o jardim dele é mal cuidado e ainda ousou falar que o pneu do carro dele é de melhor qualidade.

Fulano de Tal: O que eu quero saber é se vai participar ou não. Se não for, vou publicar uma tarja na foto dele e dizer que não aceitou mais! Que seu assessorado não quer mais brincar!

Assessor: Não vou conseguir falar com ele, entendeu? E não se esqueça de que vocês ainda vão precisar do meu assessorado.

Fulano de Tal: Ah, claro. Vou precisar sim do seu assessorado, que entende tudo de culinária, para falar sobre as matérias de engenharia que escrevo. Pode ter certeza. Aliás, não sou jornalista de favor, não troco favores, exponho verdades. Se o seu assessorado não quiser falar, eu vou publicar o outro lado, problema de quem não quis se posicionar. O leitor não tem nada a ver com suas dores.

Assessor desliga todo macho.

Após grande estresse, o jornalista, já com um café descendo pela goela na cabeça quente, decide resumir a história para um companheiro. Após análises do comportamento inútil do assessor, já que o ‘duelo’ aconteceria em uma brincadeira, o companheiro informa que um ser superior contornaria a situação.

Não leitor, Deus não se meteu nessa história, até porque, educado como é, não foi chamado. Digamos que o nível não era dos mais divinos, apesar de não rolarem os conhecidos palavrões de redação!

Minutos depois, via MSN, o jornalista consegue o telefone direto do assessorado do assessor. O jornalista fará o contato e, como quem não quer nada, pedirá o posicionamento. Se questionado, diria que tudo bem e desligaria. “Só não discuta”, entendeu.

Entendido, lá vai o jornalista pular o degrau torto da assessoria e falar direto com o assessorado.

Fulano de Tal: Assessorado? Tudo bem, quem fala é o Fulano de Tal, do Notícia Expressa. Desculpa lhe incomodar, imagino que deve estar comemorando a vitória de Bahamas nesta Copa do Mundo de um ano qualquer, mas gostaria de saber seu posicionamento naquela nossa brincadeira.

Assessorado, visivelmente controlado e extremamente prestativo, oposto ao seu assessor (creio que a ordem deveria ser inversa, o assessorado deveria assessorar o assessor – isso daria um trocadilho), diz, com voz de suco de maracujá:

Assessorado: Meu assessor não te passou? Ué, eu já falei para ele, mas vamos lá… É isso, aquilo e aquilo outro, ok?

Fulano de Tal, se contendo para não rir: É aquilo, isso e aquilo outro?

Assessorado: Não, é isso, aquilo e aquilo outro.

Fulano de Tal: Ah, ok! Anotado. Muito obrigado senhor assessorado. Boa noite!

Assessorado: Boa noite!

Do nervoso aos risos, jornalista volta à redação às gargalhadas. Mal sabia que, enquanto falava com o assessorado, amigos dos amigos dos colegas do assessor descontrolado já tentavam contornar todo o caso que se formou por causa da brincadeira.

Conclusão

Fulano de Tal, jornalista, conseguiu o que precisava, o jornal e o assessorado saíram sem a tarja e, curiosamente, tanto o assessorado quanto o Beltrano, seu rival, colocaram posicionamentos diferentes. Ou seja, pelo menos na brincadeira, alguém vai sair vitorioso sobre o rival.

O jornalista, que aprendeu nas aulas de ética que nunca deve tomar partido de nenhum dos lados de uma matéria (afinal, o jornalista deve ater-se somente a relatar os fatos), vestiu literalmente a camisa do assessorado.

Torce para que o assessorado vença o “duelo” da brincadeira… e para encontrar o assessor em uma futura pauta, para constatar a cara do mesmo, que tentou impedir a participação do seu assessorado, sem que este o quisesse.

Moral da história: Nunca tome a frente de uma situação sem saber o que pensa aquele que você defende. Até o seu assessorado pode te decepcionar.

Moral da história 2: Assessoria, sinônimo de ajuda, auxílio. Existem assessores que não sabem diferenciar sinônimo de antônimo. Ah, moral da história é: Só contrate um assessor de imprensa se realmente precisar. Mas, se conseguir, trabalhe sozinho, às vezes atrapalha menos.

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Mais um despreparado…

Quando você parte para uma entrevista de emprego, o mínimo que se espera é que você saiba com o que vai lidar. No caso de não saber, é compreensível que talvez seja seu primeiro emprego ou que, pelo menos, você saiba algo sobre a empresa, que, nesse caso, teria lhe atraído por algum motivo.

O que eu imagino é que o técnico Dunga não saiba responder os motivos que o fizeram virar treinador de uma seleção tão cobiçada quanto a brasileira. Isso porque nada me faz entrar na cabeça que ele não imaginava que teria jornalistas, corneteiros e, principalmente, a torcida exigindo um trabalho digno dele, mesmo quando o fizesse da melhor maneira, afinal, trata-se da melhor seleção da história.

Não sei, mas parece que Dunga gosta desse circo todo. E quando os cantos da lona não estão queimando, ele faz questão de incendiar.

Quais os motivos de xingamentos baratos e de tão baixo nível (me desculpe a redundância, sei que xingos já são baixo nível, mas Dunga conseguiu piorar o conceito) contra um jornalista que sequer direcionava o olhar a ele? Dunga parece estar em meio a crianças e personifica aquela briguenta, que pergunta o que está olhando, se quer encarar e daí em diante em suas atitudes infantis.

O limitado técnico que consegue fazer uma seleção vitoriosa pela simples vontade de triunfar dos atletas, mas que não é capaz de detectar um comandado seu nervoso, como Kaká esteve neste domingo (e com razão) em campo, e sacá-lo para evitar o pior.

Além de não evitar o pior, fez pior, ao xingar o jornalista Alex Escobar, da Sportv, diante das câmeras e microfones (haja burrice) do mundo todo, no maior evento do futebol mundial.

Se faltavam motivos para torcer contra, agora tenho mais fortes para ver o feito de Parreira, em 2006, se repetir. E que fique claro que está muito claro que os atletas convocados não tem culpa de nada, são sim guerreiros que lutam por uma nação, não por um irracional.

Ao invés de boa-praça, como o homônimo do clássico infantil, o Dunga da seleção quer ser o zangado da história. E parece gostar disso…

Emerson Leão deve estar se sentindo pequeno…

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O que é patriotismo?

Pelo menos uma vez a cada quatro anos penso nisso e quase sempre escrevo algo sobre o tema.

Bandeiras verde-amarelas espalhadas por todos os lados. Fitas amarradas nos postes, ruas pintadas, camisas oficiais e/ou piratas, pulseiras, adereços nas cores da moda… a moda da falsidade.

Sempre penso sobre o tema e cada vez me convenço mais ainda do por quê não sou patriota… e nem vocês!

A particularidade de torcer pela Argentina no futebol não me coloca em lado oposto, pois nasci e cresci neste país, vi meu pai criar oportunidades e fazer sua vida aqui, nunca fiz nada para meu crescimento pessoal em outra nação, mas quando olho para os países vizinhos entendo porque a frase “Virou Brasil” faz todo o sentido.

Sei que vocês amam a seleção, isso é normal. Anormal sou eu, que decidiu torcer por um rival. Mas o que faz alguém amar algo por alguns instantes e depois de um mês, passar o resto dos dias odiando/reclamando desse algo?

Iludidas por uma falsidade temporária

Isso é Brasil! Todos são assim. Amam o país, cantam o hino, choram, vibram, se emocionam, até o final da Copa do Mundo ou a eliminação, que já é um estopim para o desgosto voltar a ser o protagonista e deixar o amor como coadjuvante.

O que é ser patriota? Não seria amar o país em todas as ocasiões? Ou, na primeira oportunidade, comparar com o nível de outras nações e se descobrir a escória em que se vive?

Acho que o Brasil é triste. Deve se sentir o pior do mundo, pois tem que esperar 3 anos e 11 meses para ser abraçado e bem tratado por 190 milhões de filhos. Depois disso, são mais 3 anos e 11 meses de pancadas, acusações, xingamentos, desprezo e por aí vai.

Nem o fato de ser um país onde catástrofes naturais não acontecem (ou são incomuns, nos tempos atuais) serve de argumento. Basta uma chuva mais forte, deslizamentos e etc, para virar o país de terceiro mundo. É quase como um bullying contra o Brasil.

Mas eu ainda admiro esse cara. Por mais que xinguem, falem mal e daí pra baixo, o Brasil se mantém firme, como um adolescente crescendo, ganhando forma, buscando notoriedade.

Pena que tem filhos tão ingratos.

Patriotas?

Pronunciar essa palavra é quase como falar aramaico na avenida São João. Difícil vai ser encontrar alguém que saiba interpretar o que isso significa.

E criança que cresce sem estudar, fica burro, diz o ditado popular. Coitado dos pequeninos, fantasiados de brasileiros e empolgados com a festa que lhes é oferecida.

E pensar que é só olhar para a tão odiada nação vizinha que vemos um respeito e amor ao Sol Nascente, 365 dias do ano! Ou até uns tais de Yankees… um 11 de Setembro mobilizou o país inteiro, lembram?

Que contra-senso.

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Rashid fala sobre o EP Hora de Acordar

Lançado no dia 31 de março, este blogueiro teve que aguardar ansiosamente quase uma semana para receber sua cópia do EP Hora de Acordar, do MC Rashid, um dos nomes mais promissores da cena atual do RAP Nacional.

Capa do EP Hora de Acordar... eu já tenho o meu!

Após escutas e muitas análises (pois é, eu não ouço RAP, estudo RAP!), fiz algumas perguntas a Rashid e abaixo estão as respostas desse brilhante MC. Espero que curtam, principalmente a mensagem que Rashid passa.

Blogdobarra: É hora de quem acordar? Você ou o Rap?

Rashid: Hora de todos nós acordarmos irmão, hora de levantar de nossos leitos confortáveis e fazer algo acontecer de verdade em nossas vidas, escrever uma nova história. Isso dentro e fora do Rap. Eu acordei e agora tô tentando acordar meus iguais.

Curiosidade. A voz de uma criança aparece no início da música abre do cd. O que a voz fala e qual o significado da presença de uma criança no contexto da ideia que quer passar?

Na verdade, a voz da criança diz “Luiz Café”… é a marca do produtor e engenheiro de som que ajudou a tornar possível esse projeto.

A voz de uma criança seria muito importante ali, no fundamento do disco, ‘Hora de Acordar’. As crianças são o futuro disso aqui, temos que saber educá-las da forma que escolham o caminho certo quando chegar a hora certa, com pureza e visão.

Minha música tenta passar um pouco disso aos ouvintes, quando vejo crianças nos shows de RAP, sempre dou um CD de presente pra elas… no intuito de plantar a semente mesmo e se ela gostar, significa que estamos no caminho certo, porque as crianças são sinceras.

Você rima: “A voz do Brasil nunca teve tão quieta / Trabalhamos sem considerar um sonho ou uma meta” em Hora de Acordar. Você acha que o Rap tem trabalhado sem objetivo?

O RAP não, acho que o Brasil tem caminhado sem objetivo. Uma parte do RAP também caminha sem objetivo, mas temos muitos artistas de qualidade no momento, nos quais eu acredito muito. Sem falar nos nomes de destaque que desde sempre mantiveram o RAP na direção certa.

Já o Brasil, é um país que sempre trabalhou muito, uma fábrica que não para. E essa engrenagem tem rodado cada vez mais rápido, ao ponto de não termos mais tempo de considerar as opções, de termos medo de considerar nossos sonhos ou metas.

Rashid mandando versos

“E se” o Rashid recebesse a proposta de uma gravadora hoje para divulgação de seu trabalho, como reagiria? Por quê?

Sei lá irmão, minha cabeça no momento diz que eu não preciso disso pra crescer. Consegui chegar em alguns lugares mais rápido do que eu imaginava, graças ao EP. E temos exemplos muito próximos de que não é uma gravadora que leva alguém adiante, pelo menos dentro do RAP. Acredito nisso se for minha própria gravadora, meu próprio selo de gravação e distribuição, que é mais ou menos como tem acontecido.

E se você tiver errado no seu caminho no RAP?

O tempo vai dizer…

Qual dos “E ses” é o mais fundamental para a sua chegada até aqui no RAP?

“E se não for ilusão, e se você desistir e perder a chance de ter tudo na sua mão?!”

Na sua visão, como está a proporção de MCs que levam o RAP a sério e os que tratam o RAP como brincadeira?

Acho que a porcentagem dos que levam como brincadeira é bem maior, mas a parte dos que levam a sério, leva a sério de verdade e tem mostrado do que o RAP é capaz.

Rashid está “Pronto pro poder”?

Depende. De que tipo de poder você está falando?

Nessa música eu falo de dinheiro, falo sobre a maioria das pessoas se sentirem prontas pro dinheiro quando na verdade não estão, a grana acaba virando a cabeça delas.

Você pensa em ganhar dinheiro no RAP? Isso é possível no Brasil?

Penso em ganhar dinheiro porque a gente se dedica 24 horas por dia e essa tem sido nossa única fonte de renda no momento. Mas o dinheiro não é minha prioridade, nunca foi. Minha prioridade é a música, a qualidade, o conteúdo. A grana é consequência do trabalho e temos trabalhado muito por aqui.

Quando algum dinheiro chega, nos programamos pra investir ele e, de repente, montar um estúdio, comprar uma van pra levar a equipe, ter toda a estrutura necessária girando em volta da música.

Curiosidade II. Qual o significado da rima “A noite é uma criança. Não! É uma puta de chocolate”?

Quis dizer que as pessoas acham que a noite é uma criança, quando na verdade ela é duas vezes mais sedutora do que parece. E é onde vagabundo se perde, se lambuza. Por isso falo: “Você é a única criança por aqui”. Você pode ser o mais inocente ali naquele meio.

Alessandro Buzo, escritor de literatura marginal, e Rashid

Bilhete é uma história real?

Sim, aconteceu há algum tempo atrás (sic).

Fale sobre a história da música Por Quanto Tempo.

Essa música é um retrato da condição que eu vivi por muito tempo, com pais separados, passei muitos anos mudando de casa, de bairro e cidade. Consequentemente, perdendo amigos. Acredito que isso construiu meu caráter, então serviu pra alguma coisa, mais não posso dizer que foi bom.

Linhas inimigas é uma música que fala sobre a garra e a raiva necessária para estar em uma guerra. Qual é a guerra que o Rashid enfrenta?

A guerra na rua mesmo, o jogo, violência, crime, mentira, tudo isso. Estamos na função de ‘pastores’ até, tentando salvar vidas, direcionar mentes. Não que sejamos os donos da verdade, mas nossa mensagem é relevante. O resgate dos sentimentos, da união, tentando quebrar a frieza e o abismo que o mundo criou entre um ser humano e outro. Essa é a guerra.

Na minha opinião, a melhor do cd, Acendam as Luzes. Pela produção, rimas e participação do mestre Marechal. O acender das luzes para o seu trabalho e para sua “firma” é o seu objetivo ou há mais planejamento depois disso?

Isso também, mas os planos vão muito além disso. Essa música diz que a gente deve valorizar nossas conquistas, que tudo o que fizemos é importante, mas ainda vamos fazer mais, temos força pra isso. E é esse pensamento que eu quero plantar na cabeça das pessoas.

O que pode atrapalhar a caminhada de quem tenta chegar no acender das luzes no RAP?

Acho que a maior barreira é a falta de fé em si mesmo, esse é o que mais pode atrapalhar. Depois vem a preguiça, o ego… Mas a fé no seu potencial é o que vai dizer se você vai abrir o Mar Vermelho ou não.

Qual é a sua meta com o EP Hora de Acordar?

Minha meta é chegar ao maior número de pessoas possíveis, introduzir meu nome no RAP e mostrar que tenho algo a dizer. Já estou preparando uma parada nova, mas os trabalhos que virão só vão mostrar minha cara de verdade, minha identidade musical. “Hora de Acordar” é o primeiro passo, é a porta começando a se abrir. E agora, mais do que nunca, eu preciso ter fé e manter o pé no chão pra saber trilhar esse caminho.

Há trabalhos/composições novas vindo por aí?

Sim, sempre. Temos que continuar girando. Tenho algumas músicas que não foram pro EP que quero distribuir na net e há novas músicas sendo trabalhadas para um novo projeto, que deve sair em breve.

Esse é o ritmo, não sei como estarei amanhã, se estarei vivo, então tenho que aproveitar enquanto tenho tempo pra passar o que sinto que devo passar pras pessoas.

Quem você queria que visse seu EP acontecer e não está aqui para isso?

Pessoas fundamentais pra que ele acontecesse, alguns familiares meus que perdi durante o processo de produção. Mas a mensagem que eles deixaram pra mim estou passando adiante. Estou trabalhando pra fazer jus a força que eles me deram.

Agradeço o apoio irmão.

Um só caminho…

Foco na missão…

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