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Um caráter sem preço…

Você trabalha anos de sua vida em busca de um objetivo: alcançar o topo da cadeia alimentar profissional (o que não significa que você precise se alimentar dos concorrentes para alcançar sua meta).

Nem todos mantém o ritmo ao longo dessa jornada, mas ele manteve. Nunca, jamais se deixou seduzir por outras propostas. Sempre se manteve imóvel, respeitando hierarquias e obedecendo à risca as ordens de seus supervisores.

O que poderia lhe rotular como alguém “comandado”, tornou-se sua principal característica, um comandante. Com a liberdade e as ferramentas que recebia, sempre conseguia extrair “água de pedra”.

Quando o material entregue era de melhor qualidade, transformava pedras em diamantes. E, como um bom líder, nunca perdeu o controle de sua equipe. Nada de valores individuais, destaques. Prezava pelo coletivo.

Foi assim em empresas menores e também nas gigantes. Por quatro anos consecutivos foi eleito o profissional do ano.

Mas, apesar do bom relacionamento, uma meta não cumprida foi a única mancha em seu currículo, o que lhe custou o emprego na indústria onde mais se destacou.

Porém, o bom profissional abre portas pelo mercado afora.

Na empresa rival, conflitos de interesses fizeram com que seu trabalho fosse limitado. E, como sempre manteve seu caráter e sua honra intocáveis, deixou a função.

Pouco depois, nova proposta, de uma empresa com potencial, muito dinheiro e algumas peças importantes.

Mas, quando começava a dar sua cara em seu trabalho novo, veio o convite para o cargo máximo, o sonho, aquela meta que ele tanto buscou.

Flashes!

Ele surgiu de surpresa. Não pelo que já tinha feito em sua carreira, o que o credenciava à função, mas porque o favorito para a função era outro.

Ético, como sempre, agradeceu o convite, mas foi consultar seu atual patrão, por respeito e a dignidade que nunca lhe faltaram.

Horas depois, ligou para o proponente e afirmou:

“Lamento, tinha muito interesse na vaga, mas não posso deixar meu cargo porque meu atual chefe não me permitiu”.

Muitos o taxaram de covarde, de tonto e outros adjetivos depreciativos. Porém, sua consciência lhe dizia: “Você fez o certo. Lá você teria que baixar a cabeça para muitas coisas erradas, engolir sapos e ficar quieto. Chamar os que eles quisessem. Aqui você ainda pode ser você.”

No mesmo dia, o “favorito” já era chamado para a função rejeitada.

Algo me diz que Muricy Ramalho é um peixe anormal, que sobrevive sem água e respira puro oxigênio com suas guelras em meio a diversas traíras.

Muricy Ramalho: exemplo de profissional em extinção?

E ele não teme ficar manchado por sua decisão. O exemplo que deixa é mais importante que qualquer cargo.

Esta personalidade não está à venda.

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