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Archive for agosto \24\UTC 2010

TV Cultura volta atrás e ‘Mano e Minas’ voltará à grade de programação

Segue comunicado na íntegra, recebido agora por este jornalista sobre o programa “Manos e Minas”.

TV CULTURA INFORMA

São Paulo, 24 de agosto de 2010 — A TV CULTURA, visando consolidar um processo de comunicação transparente com seus públicos, vem informar que sua nova grade de programação começará a ser veiculada a partir deste final de agosto e que todas as suas atuais atrações estão sofrendo processo de avaliação.

E um dos programas suspensos recentemente teve hoje sua análise concluída. O Manos e Minas voltará à grade depois de passar por um processo de repaginação, aumentando o interesse em função de novas atrações.

É assim que a nova gestão da TV Cultura trabalhará, com o objetivo de oferecer aos seus telespectadores diversidade cultural da melhor qualidade possível, baseada sempre em critérios objetivos e justos.

Como falei: “Nós somos a resistência”

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Trabalho caseiro de resultado

O Internacional de Porto Alegre, clube com 101 anos de vida, acaba de sagrar-se bicampeão da Taça Libertadores da América (2006 e 2010), ao vencer o Chivas Guadalajara por 3 a 2 no Beira-Rio.

Curioso se observar o que levou esta equipe a dois títulos continentais em apenas cinco anos (sem contar a Copa Sul-Americana, conquistada em 2008). Uma diretoria que valoriza a imagem de seus atletas, jogadores que (por incrível que pareça) criam uma identificação com a torcida e com o clube, investimento intenso nas categorias de base e, conseqüentemente, o recrutamento de ex-craques colorados do exterior.

Sem intrigas

Ao contrário de clubes como o Corinthias (retratado no post anterior), que parece fazer questão de expulsar seus atletas pelas portas do fundo, o Inter raramente aparece no noticiário envolto em problemas com os jogadores que vestem sua camisa.

O polêmico D'Alessandro, de encostado a regente - Foto: internacional.com.br

Curiosamente, o último a se envolver em tal polêmica ergueu a taça Libertadores na noite desta quarta-feira. O argentino D’Alessandro, tido como ídolo e craque, chegou a treinar separado do elenco e quase se transferiu para seu ex-clube River Plate, mas permaneceu, deu a volta por cima (com a confiança e crédito da diretoria) e hoje veste a ‘10’ do Colorado.

Identificação e categorias de base

Dificilmente o Inter começa uma temporada sem dois ou três jogadores formados na base atuando na equipe titular.

O meia Taison (que infernizou a zaga do Chivas), o talismã Giuliano (que marcou o úlitmo gol na final) e Leandro Damião (que anotou o segundo gol na decisão) são um exemplo disso.

O novato virou titular absoluto

Taison já tem o seu lugar garantido, Giuliano é um excelente jogador, com um pé quente no nível de Tupãzinho (meia do Corinthians que só entrava para marcar) ou Dinei (responsável direto pelo Brasileiro de 1998 do Timão) e Leandro Damião mostrou que tem estrela, após se destacar no Campeonato Catarinense, emprestado pelo Internacional B.

Do banco para a glória, gols decisivos de Giuliano viraram cena comum

Para o argentino Guiñazú, são dispensáveis as explicações de sua identificação com a torcida e com o clube.

Guiñazú virou sinônimo de raça no Colorado

Recrutamento

Qualquer pessoa que trabalha em um lugar agradável, onde é valorizada e pode dar o seu melhor, um dia volta. Como reza a expressão, deixa as portas abertas.

Do Inter campeão, um goleiro que saiu para a Espanha como promessa, Renan (formado na base), voltou emprestado, tomou a vaga do inconstante (e fraco) Pato Abbondanzieri e saiu no pôster como goleiro titular do clube que o revelou.

Mesmo caso do atacante Rafael Sóbis (também formado na base). Para quem não se lembra, em 2006, acabou com a pose do São Paulo em pleno Morumbi e deixou o Inter mais tranquilo para o jogo de volta, no Beira Rio. Campeão em 2006, foi vendido para o exterior e voltou na reta final da Libertadores 2010 para ser decisivo novamente, marcando o gol de empate, que tranquilizou (novamente) o Colorado.

Campeão em 2006 e 2010, decisivo em 2006 e 2010

Por fim, o meia Tinga, também campeão em 2006, voltou para faturar o título novamente e, desta vez, ficar para o Mundial, já que em 2006, se transferiu para o Borussia Dortmund, da Alemanha.

Fácil criar identificação com o clube desse jeito.

Será que é complexo entender a fórmula para se conquistar uma Libertadores da América?

Se alguém puder, pode imprimir, dobre, coloque em um envelope de carta e envie para rua São Jorge, n° 777, A/C de Andrés Sanches.

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Ídolos escorraçados

Antes de qualquer pré-julgamento, o goleiro Felipe ainda teria que fazer muito pelo Corinthians para ser tornar um ídolo da torcida alvinegra. Porém, é inegável que, apesar das polêmicas, foi um grande goleiro que defendeu as cores do clube do Parque São Jorge.

Diretoria forçou goleiro a sair pela porta dos fundos

E, assim como Marcelinho Carioca, Rivelino, Ronaldo, Edílson, Rincón, Carlitos Tévez, para não citar outros, saíram pelas portas dos fundos.

Após conquistas, jogos memoráveis, comemorações inesquecíveis e momentos marcantes, a diretoria do Corinthians (que parece ser sempre a mesma, pois as atitudes são iguais) age de igual maneira, ignorando o que construíram ante a torcida, e achando que suas atitudes colocam a instituição Corinthians acima de tudo.

Mas se esquecem que a instituição Corinthians é formada por jogadores, que se tornam ídolos e não poderiam ser escorraçados da maneira como o são no Timão.

Por época, relembro os casos.

Rivelino era o Reizinho do Parque. Jogador em início de carreira, desfilava seu futebol fino com a camisa alvinegra, que saltava aos olhos até das torcidas adversárias. Mas teve a infelicidade de jogar em uma época escassa de títulos no Timão.

Rivelino deixou o Corinthians para brilhar no Fluminense

A torcida o cobrava por ter futebol para ser cobrado, mas a diretoria não segurou a bronca depois da final do Paulista de 1974, perdida para o rival Palmeiras. Assim, se transferiu para o Fluminense, onde marcou época, e viveu a melhor fase de sua carreira.

Ronaldo

Qual corinthiano nunca ouviu ou gritou “Ronaaaaaaaaaaldo” a cada defesa do goleiro alvinegro?

Ronaldo Soares Giovanelli nunca foi goleiro para defender a Seleção, mas foi fantástico embaixo das traves alvinegras. Tanto que começou nas categorias de base e ficou de 1987 a 1998 incontestavelmente como titular, completando 601 jogos com a camisa do Timão, tornando-se o terceiro jogador que mais defendeu o clube, atrás só de Luisinho, segundo, e Wladimir, primeiro.

ROnaldo defendeu o Corinthians 601 vezes e foi declarado inútil com a chegada de V(W)anderlei(y) Luxemburgo

Mas bastou W(V)anderley(i) Luxemburgo, técnico conhecido por sua atuação nos bastidores, assumir o clube para que o goleiro fosse simplesmente colocado para treinar em separado, antes de conseguir sua transferência para o Fluminense.

Nunca mais foi o mesmo.

Edílson

O atacante, conhecido pelo apelido de Capetinha, foi um verdadeiro andarilho no futebol. Passou por dezenas de clubes, mas seus feitos no Corinthians foram memoráveis.

O atleta foi bicampeão nacional (1998 e 1999), marcando um dos gols decisivos contra o Cruzeiro em 98 e fundamental na campanha do ano seguinte.

Capetinha no lance "Muito prazer, Karembeu, meu nome é Edílson", no Mundial, em 2000

Mas o ano decisivo em sua carreira no Timão foi o ano 2000. Em janeiro, o alvinegro disputou e vencer o Mundial de Clubes, disputado no Rio de Janeiro. Na segunda partida da primeira fase, contra o poderoso Real Madrid, o zagueiro francês Karembeu afirmou desconhecer quem era Edílson, em tom de menosprezo. Ele, por sua vez, havia dito que o beque era ruim demais para jogar nos merengues.

Na partida entre as duas equipes, o Capetinha fez questão de partir pra cima do defensor e, quando o Corinthians perdia por 1 a 0, Edílson deu uma caneta em Karembeu antes de marcar um golaço. De quebra, o atacante ainda marcou o segundo do Timão. A partida terminou empatada em 2 a 2, mas o Capetinha se apresentou ao francês e ao mundo.

Meses depois, o Corinthians reencontrou o Palmeiras na semifinal da Libertadores e o Capetinha teria se omitido da responsabilidade de bater as penalidades. Com a eliminação, foi acusado pela torcida de ter se escondido, quase foi agredido, mas foi jurado e acabou arrumando as malas, mais uma vez sem uma defesa digna da diretoria.

Marcelinho Carioca

Maior ídolo da história alvinegra, o meia Marcelinho Carioca vestiu a camisa do Corinthians 224 vezes e conquistou quatro Paulistas (1995, 1997, 1999 e 2001), uma Copa do Brasil (1995), dois Brasileiros (1998 e 1999) e um Mundial (2000), além de títulos menos expressivos.

Maior ídolo da história alvinegra

O Pé de Anjo tornou-se conhecido pelos dizeres de que a camisa do Corinthians era sua “segunda pele”. Mas, caiu em uma polêmica com W(V)anderley(i) Luxemburgo (de novo ele), o meia Ricardinho, apontado como informante do treinador e aceito pela diretoria do clube em 2001.

Também foi colocado para treinar em separado e foi “limado” do clube. Chegou a voltar a defender o Corinthians em 2006/2007, mas já não tinha mais espaço no time.

Sua especialidade era cobrança de faltas

Um dos poucos que conseguiu uma despedida, em 2010, contra o Huracán, porém não foi por merecimento, mas em troca da exposição de sua imagem como o “Senhor Centenário”.

Rincón

O volante colombiano, conhecido por sua raça em campo, teve grande passagem pelo clube de 1997 a 2000. Mas foi acusado de pressionar a diretoria do clube para aumentar seu salário e acabou saindo forçado do alvinegro, para o rival paulista Santos.

Foi o capitão da equipe que conquistou o mundo em 2000.

Capitão em 2000, ergueu a taça mais importante da história do Corinthians, do Mundial da FIFA

Em 2004, em uma tentativa desesperada de reerguer o time, a diretoria o trouxe de volta, mas já não tinha a mínima condição de lembrar os bons tempos.

Carlitos Tévez

O argentino foi contratado a peso de ouro pela polêmica parceria MSI do Boca Juniors.

Tamanha vontade, raça e doação em campo fizeram com que Carlitos tivesse uma identificação imediata com a torcida. Sabedor da rivalidade com o Palmeiras, o argentino parecia fazer questão de correr duas vezes mais contra o alviverde.

Carlitos conheceu o céu e o inferno no Timão, com a conquista do Brasileiro em 2005 e a eliminação na Libertadores, em 2006

Tanto que chegou a deixar o craque Gamarra no chão em um clássico, antes de marcar um golaço (eu estava lá e presenciei esta pintura), sem contar a polêmica anulação de outro golaço pela bandeirinha Ana Paula de Oliveira.

Foi fundamental para a conquista do Brasileiro de 2005, com 20 gols, sendo o craque da goleada por 7 a 1 sobre o Santos.

Mas, bastou a eliminação na Libertadores de 2006, diante do River Plate, para a diretoria desviar o foco e jogar a culpa nos atletas. Tévez revê que suportar a fúria da torcida.

Convocado para a Copa de 2006, já traçava sua saída do Parque São Jorge, mal orientado pelo iraniano Kia Joorabchian. Ao retornar do Mundial, encontrou o técnico Émerson Leão, conhecido por não gostar de argentinos, e que passou a perseguí-lo, assim como a seu companheiro Mascherano.

Perdeu a braçadeira de capitão, sob a alegação de que Tévez não se fazia compreendido, e aos poucos foi queimando o argentino.

A diretoria não fez nenhum esforço para mantê-lo, que acabou se transferindo para o West Ham, da Inglaterra.

Próximo

Conhecendo a lisura e a competência das diretorias alvinegras, a pergunta é: “Quem será a próxima vítima?”

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RAP – A resistência volta à se concentrar nas trincheiras… as ruas!

“Não confunda briga com luta. Briga tem hora para acabar, a luta é para uma vida inteira.”

Sérgio Vaz

Se eu disse “Eu já sabia”, podem me chamar de presunçoso… mas, na verdade, lá na alma a gente já sabe.

Quem vive no “meio” em que vivo sabe que nunca receberemos nada de graça. E tudo o que conquistarmos vem a preço de ouro e, muitas vezes, com prazo de validade.

Mas eu penso que aquilo que tem prazo de validade nunca me pertenceu!

Esse é o sentimento com a extinção de mais um programa que propagava a cultura de protesto, revolucionária, poética do RAP e do Hip-Hop, o Mano e Minas.

Foto: Voz da Rua

Uma mudança “política” de direção na presidência fez com que o programa fosse excluído da grade.

E penso o seguinte… brigar por estas causas nos causam rugas. De certa forma, grande parte daqueles que acompanharam o Manos e Minas – feito por amantes da cultura, pessoas dedicadas – não nos merecem. Não tem o mínimo de merecimento para assistir rimas que escrevemos em dedicados momentos de inspiração em simples papeis para eles, mas cheios de histórias, amores, sentimentos e suor para nós.

Que a TV Cultura caminhe para ser mais um lixo televisivo, como Globos, Redes TVs e outras caminha.

E as nossas crianças crescerão sabendo jargões do Pânico da TV, ma sem saber uma frase marcante de um pensador, sem saber a gloriosa história de revolucionários como Che’s, Ho Chi Minh’s, Kamau’s, Mano’s Brown, Nélson’s Triunfo, Max’s B.O. e outros.

Uma coisa é certa… enquanto um viver com esta essência, nossa cultura será propagada por muitos anos. E não são ordens ditadoriais e partidárias, em pleno ano 2010, que nos impedirão de mudar mentes.

Eu faço minha parte. Todo final de semana estou por toda São Paulo com rimas que fazem pensar… e junto comigo, milhões levam o mesmo ideal.

Quando tivermos novas oportunidades, vamos entrar na sala de vocês com o tênis cheio de barro mesmo, em cima do tapete persa, pra mostrar que a nossa essência é interna. Vamos criticar o sistema mesquinho de vocês, mas sem esquecer que as críticas para hipócritas é perda de tempo, porém para vocês saberem que somos a RESISTÊNCIA.

Não importa o quanto vocês fogem da realidade, nós sempre os lembraremos de que não estão só… e que a vitória não é tão certa enquanto estivermos vivos… não nós, fisicamente, mas nosso ideal!

O Hip-Hop é imortal… Salve Manos e Minas, valew enquanto durou, mas voltamos aos postos, ao nosso campo de batalha, a RUA! Aqui nós fazemos estragos maiores…

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Inter bi-mundial e campeão da Libertadores? É possível!

Vitória eletrizante pode tornar o Inter bi-mundial sem o título continental

Primeiro vamos para o jogo. E que partida fizeram São Paulo e Inter na noite desta quarta-feira, pela semifinal da Libertadores.

O Tricolor paulista fez um primeiro tempo de encher os olhos. Vendo a raça e a vontade dos são-paulinos me peguei pensando que o futebol perdeu um pouco de sua característica mais marcante: a vontade de vencer.

O São Paulo jogou com uma vontade que eu não via há tempos no futebol, independente da equipe, do time que torço e outros fatores. Lembro do Corinthians em 1998, babando para conquistar o Brasileirão, do Palmeiras trucidando seus adversários no Paulistão em 1996, não só pelo futebol bonito, vistoso, mas pela “entrega” em campo.

O último dos moicanos... ops, dos raçudos!

Mas do outro lado tinha uma equipe competente, com um argentino dos mais “puro-sangue”, com raça para dar e vender, Guiñazu. Com outro hermano habilidoso, que cobrou a falta que Alecsandro, com inteligência, desviou para enganar Rogério Ceni.

Minutos depois, Ricardo Oliveira botou fogo no Morumbi. As torcidas deram show, e a do São Paulo surpreendeu, pois a do Inter é costumeiramente fogosa!

Numa noite memorável, até o previsível Ricardo Gomes, a evolução de Dunga, conseguiu substituir bem e montou sua equipe certinha, mas não foi possível transpassar a frieza gaúcha, que cozinhou o jogo muito bem, segurou a bola no ataque, se defendeu com muita eficiência (exceto pela falha de Renan e de Nei, que deu condições para o segundo gol são-paulino).

Por fim, nem o sempre consciente Rogério Ceni manteve os nervos no lugar e fez uma falta tola no último lance dentro da área, no que seria uma boa e a última oportunidade paulsita no jogo.

Mundial (?!)

E o regulamento estúpido (ou seria o formato da competição, ou os convites) da Libertadores pode colocar os gaúchos do Internacional em uma posição de certo constrangimento. Como o Chivas, clube mexicano, pertence à Concacaf, não poderá ficar com a vaga no Mundial da Fifa, a ser disputado em dezembro em Abu Dabi, pois o Pachuca, também do México, já será o representante do continente norte-americano.

Ou seja, se o Inter perder a decisão (que espero que não aconteça por uma certa simpatia com o Inter), o mesmo Inter, vice-campeão, vai para o Mundial. Ou seja, assim como o representante local, dos Emirados Árabes, que já tem vaga garantida, poderá ser campeão do mundo sem ter conquistado o continente.

São regras e devem ser seguidas.

Assim, uma discussão tola pode cair por terra, pois o Corinthians se consagrou o primeiro campeão mundial (sem desmerecer as outras conquistas intercontinentais) sem ter vencido uma Libertadores.

E o fez somente por ser o atual campeão brasileiro, ou seja, a melhor equipe do país à época, assim como o time dos Emirados Árabes agora.

A Austrália, o Japão, a Coreia do Sul e outras seleções já comprovaram na Copa que não são somente a Europa e a América do Sul que possuem bom futebol. Ainda não foram campeões, mas Itália, Espanha e outros já ficaram pelo caminho.

O que comprova que um Mundial não pode ser definido apenas por dois times.

Fico na torcida pelo Colorado!

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