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Ídolos escorraçados

Antes de qualquer pré-julgamento, o goleiro Felipe ainda teria que fazer muito pelo Corinthians para ser tornar um ídolo da torcida alvinegra. Porém, é inegável que, apesar das polêmicas, foi um grande goleiro que defendeu as cores do clube do Parque São Jorge.

Diretoria forçou goleiro a sair pela porta dos fundos

E, assim como Marcelinho Carioca, Rivelino, Ronaldo, Edílson, Rincón, Carlitos Tévez, para não citar outros, saíram pelas portas dos fundos.

Após conquistas, jogos memoráveis, comemorações inesquecíveis e momentos marcantes, a diretoria do Corinthians (que parece ser sempre a mesma, pois as atitudes são iguais) age de igual maneira, ignorando o que construíram ante a torcida, e achando que suas atitudes colocam a instituição Corinthians acima de tudo.

Mas se esquecem que a instituição Corinthians é formada por jogadores, que se tornam ídolos e não poderiam ser escorraçados da maneira como o são no Timão.

Por época, relembro os casos.

Rivelino era o Reizinho do Parque. Jogador em início de carreira, desfilava seu futebol fino com a camisa alvinegra, que saltava aos olhos até das torcidas adversárias. Mas teve a infelicidade de jogar em uma época escassa de títulos no Timão.

Rivelino deixou o Corinthians para brilhar no Fluminense

A torcida o cobrava por ter futebol para ser cobrado, mas a diretoria não segurou a bronca depois da final do Paulista de 1974, perdida para o rival Palmeiras. Assim, se transferiu para o Fluminense, onde marcou época, e viveu a melhor fase de sua carreira.

Ronaldo

Qual corinthiano nunca ouviu ou gritou “Ronaaaaaaaaaaldo” a cada defesa do goleiro alvinegro?

Ronaldo Soares Giovanelli nunca foi goleiro para defender a Seleção, mas foi fantástico embaixo das traves alvinegras. Tanto que começou nas categorias de base e ficou de 1987 a 1998 incontestavelmente como titular, completando 601 jogos com a camisa do Timão, tornando-se o terceiro jogador que mais defendeu o clube, atrás só de Luisinho, segundo, e Wladimir, primeiro.

ROnaldo defendeu o Corinthians 601 vezes e foi declarado inútil com a chegada de V(W)anderlei(y) Luxemburgo

Mas bastou W(V)anderley(i) Luxemburgo, técnico conhecido por sua atuação nos bastidores, assumir o clube para que o goleiro fosse simplesmente colocado para treinar em separado, antes de conseguir sua transferência para o Fluminense.

Nunca mais foi o mesmo.

Edílson

O atacante, conhecido pelo apelido de Capetinha, foi um verdadeiro andarilho no futebol. Passou por dezenas de clubes, mas seus feitos no Corinthians foram memoráveis.

O atleta foi bicampeão nacional (1998 e 1999), marcando um dos gols decisivos contra o Cruzeiro em 98 e fundamental na campanha do ano seguinte.

Capetinha no lance "Muito prazer, Karembeu, meu nome é Edílson", no Mundial, em 2000

Mas o ano decisivo em sua carreira no Timão foi o ano 2000. Em janeiro, o alvinegro disputou e vencer o Mundial de Clubes, disputado no Rio de Janeiro. Na segunda partida da primeira fase, contra o poderoso Real Madrid, o zagueiro francês Karembeu afirmou desconhecer quem era Edílson, em tom de menosprezo. Ele, por sua vez, havia dito que o beque era ruim demais para jogar nos merengues.

Na partida entre as duas equipes, o Capetinha fez questão de partir pra cima do defensor e, quando o Corinthians perdia por 1 a 0, Edílson deu uma caneta em Karembeu antes de marcar um golaço. De quebra, o atacante ainda marcou o segundo do Timão. A partida terminou empatada em 2 a 2, mas o Capetinha se apresentou ao francês e ao mundo.

Meses depois, o Corinthians reencontrou o Palmeiras na semifinal da Libertadores e o Capetinha teria se omitido da responsabilidade de bater as penalidades. Com a eliminação, foi acusado pela torcida de ter se escondido, quase foi agredido, mas foi jurado e acabou arrumando as malas, mais uma vez sem uma defesa digna da diretoria.

Marcelinho Carioca

Maior ídolo da história alvinegra, o meia Marcelinho Carioca vestiu a camisa do Corinthians 224 vezes e conquistou quatro Paulistas (1995, 1997, 1999 e 2001), uma Copa do Brasil (1995), dois Brasileiros (1998 e 1999) e um Mundial (2000), além de títulos menos expressivos.

Maior ídolo da história alvinegra

O Pé de Anjo tornou-se conhecido pelos dizeres de que a camisa do Corinthians era sua “segunda pele”. Mas, caiu em uma polêmica com W(V)anderley(i) Luxemburgo (de novo ele), o meia Ricardinho, apontado como informante do treinador e aceito pela diretoria do clube em 2001.

Também foi colocado para treinar em separado e foi “limado” do clube. Chegou a voltar a defender o Corinthians em 2006/2007, mas já não tinha mais espaço no time.

Sua especialidade era cobrança de faltas

Um dos poucos que conseguiu uma despedida, em 2010, contra o Huracán, porém não foi por merecimento, mas em troca da exposição de sua imagem como o “Senhor Centenário”.

Rincón

O volante colombiano, conhecido por sua raça em campo, teve grande passagem pelo clube de 1997 a 2000. Mas foi acusado de pressionar a diretoria do clube para aumentar seu salário e acabou saindo forçado do alvinegro, para o rival paulista Santos.

Foi o capitão da equipe que conquistou o mundo em 2000.

Capitão em 2000, ergueu a taça mais importante da história do Corinthians, do Mundial da FIFA

Em 2004, em uma tentativa desesperada de reerguer o time, a diretoria o trouxe de volta, mas já não tinha a mínima condição de lembrar os bons tempos.

Carlitos Tévez

O argentino foi contratado a peso de ouro pela polêmica parceria MSI do Boca Juniors.

Tamanha vontade, raça e doação em campo fizeram com que Carlitos tivesse uma identificação imediata com a torcida. Sabedor da rivalidade com o Palmeiras, o argentino parecia fazer questão de correr duas vezes mais contra o alviverde.

Carlitos conheceu o céu e o inferno no Timão, com a conquista do Brasileiro em 2005 e a eliminação na Libertadores, em 2006

Tanto que chegou a deixar o craque Gamarra no chão em um clássico, antes de marcar um golaço (eu estava lá e presenciei esta pintura), sem contar a polêmica anulação de outro golaço pela bandeirinha Ana Paula de Oliveira.

Foi fundamental para a conquista do Brasileiro de 2005, com 20 gols, sendo o craque da goleada por 7 a 1 sobre o Santos.

Mas, bastou a eliminação na Libertadores de 2006, diante do River Plate, para a diretoria desviar o foco e jogar a culpa nos atletas. Tévez revê que suportar a fúria da torcida.

Convocado para a Copa de 2006, já traçava sua saída do Parque São Jorge, mal orientado pelo iraniano Kia Joorabchian. Ao retornar do Mundial, encontrou o técnico Émerson Leão, conhecido por não gostar de argentinos, e que passou a perseguí-lo, assim como a seu companheiro Mascherano.

Perdeu a braçadeira de capitão, sob a alegação de que Tévez não se fazia compreendido, e aos poucos foi queimando o argentino.

A diretoria não fez nenhum esforço para mantê-lo, que acabou se transferindo para o West Ham, da Inglaterra.

Próximo

Conhecendo a lisura e a competência das diretorias alvinegras, a pergunta é: “Quem será a próxima vítima?”

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