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Archive for setembro \23\UTC 2010

O feitiço contra o feiticeiro

O Corinthians foi superior, venceu e bem o Santos (e Neymar) por 3 a 2 na Vila Belmiro ontem, porém o que chamou a atenção ontem foi a cabeça-quente de alguns outros ‘moleques’ santistas como o lateral direito Pará.

Jogador mediano, que, sem a figura de Neymar, PH Ganso e Robinho, não consegue deixar de ser um atleta comum, perdeu as estribeiras ontem quando Jorge Henrique, com a partida ganha, deu um toque de letra na bola, aos gritos de olé da torcida corinthiana.

Não bastasse o fato de ter ficado nervosinho, ainda deu uma entrada criminosa no atacante alvinegro (que, por sorte, não pegou em cheio). Pura hipocrisia os discursos defensores de Neymar, que ‘apanha de todos os zagueiros do futebol mundial’ injustamente quando faz as suas gracinhas.

Minha mãe me ensinou uma coisa quando eu era criança: “Comigo não existem dois pesos e duas medidas”, ou seja, vai apanhar do mesmo jeito que a sua irmã, independente do que vocês fizeram.

Então, se quiserem chorar por gracinhas que os adversários façam em campo, que olhem para dentro de casa, vejam suas próprias atitudes antes de criticarem.

E aos ‘moleques santistas’, já é hora de criarem um pouco mais de maturidade, pois o tempo passa, o Neymar em breve irá embora e quais serão as justificativas/desculpas quando estiverem sozinhos?

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Um tapinha nas costas de um moleque sem pudores

Que Neymar é um craque ninguém nega (e quem o fizer, não pode estar em sã consciência). Mas o rótulo de bom profissional (não em caráter, mas em se tratando de eficiência no que faz) não pode permitir a ninguém faltar com o respeito com ninguém, independente do nível hierárquico.

Antes de demonstrar sua total falta de educação (não vinculada aos pais, mas fruto da rebeldia de um moleque) com Dorival Júnior, Neymar já o havia feito contra o zagueiro corinthiano Chicão e, mais recentemente, contra o Avaí, em sua casa, a Vila Belmiro, protegido por sua própria torcida.

Dorival: Respeito não se vende

Demonstrando uma habilidade pouco vista no futebol, Neymar se vale da mesma para desrespeitar seus adversários e ontem, com a demissão de Dorival por decidir por aplicar um castigo mais pesado ao ‘menino mal-criado’, a diretoria do Santos fez o papel que o Brasil está acostumado a ver: passou a mão na cabeça daquele que está errado.

Enquanto Dorival fazia bem por mantê-lo afastado, provando que não é esse festa que ele imagina, ou seja, impondo limites ao adolescente, o presidente Luís Álvaro, que até então tinha minha admiração por ter derrubado um ditador da presidência santista, agora põe tudo a perder com uma atitude impensada para um homem de cabeços brancos que deve ter educado seus filhos muito bem.

Não é questão de hierarquia, é questão de respeito à instituição Santos Futebol Clube.

Neymar ganha carta branca para fazer e dizer o que quer por conta do valor de seu pa$$e, ou seja, mais um exemplo claro de onde o dinheiro fala muito mais alto do que qualquer padrão ético ou de respeito mútuo.

Eu, que gostava tanto do futebol apresentado por este moleque, agora torço veemente para que pague o preço por seus atos irresponsáveis. E torcerei fortemente contra o Santos, não para que os torcedores sejam lesados, mas para que fique claro que antes de um jogador pintar e bordar onde pensa que manda, existe uma história, uma tradição que deve ser respeitada.

O Santos é muito maior que molecagens de diretorias e de um único jogador.

PS: Ao contrário do que muitos pensam, Dorival sai fortalecido dessa queda de braço. Não demorará para que assuma um time à altura de seu caráter, onde possa ser respeitado, assim como seu trabalho, incontestável até aqui, com 100% de aproveitamento nos dois campeonatos disputados em 2010.

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Blogdobarra avisou! Emicida na mídia

Para quem duvidava, o rapper Emicida, tema de diversos posts nesse blog, está mais forte do que nunca.

Em maio de 2009 – Mixtape monstro:  https://blogdobarra.wordpress.com/2009/05/11/e-m-i-c-i-d-a-mixtape-monstro

Cinco meses depois, em outubro de 2009: https://blogdobarra.wordpress.com/2009/10/20/nasce-um-mito-no-rap-nasce-nada-o-cara-ta-na-cena-faz-tempo/

10 mil cópias de discos vendidos depois, setembro de 2010, Emicida no Programa do Jô, nesta quinta-feira, na TV Globo, levando o RAP para dentro da Vênus Platinada e também no portal G1:

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2010/09/eu-sou-o-folk-do-rap-diz-o-mc-paulistano-emicida.html

E segurem, Emícidio vem aí, a segunda mixtape do Exterminador de MCs.

Dia 15 de setembro, nas ruas!

Single já foi lançado na web - Produção de Renan Samam

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Do Bom Retiro para a glória, Corinthians celebra 100 anos de história

Reportagem na íntegra, publicada na edição de hoje do jornal Guarulhos Hoje, escrita por este jornalista.

1° escudo alvinegro

Quando Antônio Pereira, Anselmo Correira, Carlos da Silva, Joaquim Ambrósio e Rafael Perrone, pintores, sapateiros e motoristas, se reuniram junto a outros oito rapazes, sob as luzes de um lampião, na rua dos Imigrantes, no Bom Retiro, com certeza não imaginavam a dimensão do ato que fariam. Ao fundarem o Sport Club Corinthians Paulista, nomeado em referência ao Corinthian Casual, time da Inglaterra que excursionara no Brasil dias antes, dariam início a uma paixão que se estende não só por todo o país, mas alcança torcedores até no exterior.

2° escudo alvinegro

Entre Campeonatos Brasileiros, Paulistas, Copas do Brasil, Mundial de Clubes da Fifa, ainda falta um título para completar a extensa galeria de conquistas do Timão. Mas, para o clube que completa 100 anos neste 1° de setembro, seu maior patrimônio não são as taças conquistas, nem vitórias alcançadas, mas sim sua torcida, capaz de movimentar 70 mil pessoas rumo a outro estado só para acompanhar seu time do coração.

3° escudo alvinegro

A comemoração do centenário alvinegro tem momentos marcantes, emocionantes, tristes, infartantes e esquecíveis. Mas nenhum deles fez com que o amor de sua torcida diminuísse. Dizem até que no período de maior jejum de títulos da história alvinegra, entre 1954 e 1977, o número de torcedores cresceu ao invés de diminuir.

4° escudo alvinegro

Hoje, já são mais de 25 milhões de corintianos pelo Brasil, a segunda maior torcida do país. Segundo a última pesquisa do Datafolha, tecnicamente empatada com a maior, a do Flamengo (RJ).

O Guarulhos Hoje traz hoje os momentos mais especiais, dados, ídolos e números destes 100 anos de história do Todo Poderoso Timão.

5° escudo alvinegro

Estreia sofrida na várzea e no Paulistão

Corinthians é sinônimo de sofrimento desde o início. Logo em sua primeira partida, nove dias após sua fundação, dia 10 de setembro de 1910, os alvinegros perderam para o União Lapa por 1 a 0. Bastaram quatro dias para os atletas assimilarem a derrota e partirem pra cima do Estrela Polar, garantindo sua primeira vitória pelo placar de 2 a 0, gols de Luís Fabi e Jorge Campbell.

Oficialmente, o Timão só entraria em campo três anos depois, dia 20 de abril de 1913. Contra o Germânia, no Parque Antártica, derrota por 3 a 1, na estreia do Campeonato Paulista. E justamente o próprio Germânia foi a primeira vítima, dia 7 de setembro do mesmo ano, vitória por 2 a 0, gols de Amílcar e Peres.

Somente um ano depois, o Corinthians conquistaria seu primeiro título estadual, com 100% de aproveitamento nos 10 jogos disputados, além do artilheiro da competição, Neco, com 12 gols.

6° escudo alvinegro

A origem do apelido Timão

Em 1966, o Corinthians já era uma equipe consolidada no cenário nacional e ganhou mais força com a chegada de três grandes jogadores da época. O zagueiro Ditão e o volante Nair, da Portuguesa, se juntaram ao bicampeão mundial Garrincha, ex-Botafogo. Logo, a imprensa tratou de apelidar o alvinegro de Timão, pelo nível de seus atletas.

7° escudo alvinegro

1977 – O ano do renascimento

Nem os quatro campeonatos brasileiros, nem o Mundial de Clubes foram mais importantes como o título Paulista de 1977. Nos pés de Basílio saiu o gol que derrubou um tabu de 23 anos sem conquistar um título pelo Corinthians.

Desde 1954, quando levou o troféu do IV Centenário de São Paulo, o Timão não levantou nenhuma outra taça. Mas, justamente neste período de estiagem, a torcida tratou de aumentar em número de fieis.

Na segunda partida da decisão, vencida pela Ponte Preta por 2 a 1, 146.082 torcedores lotaram o Morumbi, recorde de lotação máxima até hoje do estádio. No jogo seguinte, o “Pé de Anjo” Basílio decretou, a nove minutos do final do segundo tempo, o fim do sofrimento.

Escudo atual

Nós vamos invadir sua praia

A força da torcida alvinegra foi provada em dezembro de 1976. Um ano antes de quebrar o jejum de títulos, 70 mil corintianos tomaram a Rodovia Presidente Dutra e se deslocaram para o Rio de Janeiro para empurrar o Timão rumo à final do Campeonato Brasileiro.

Os paulistas dividiram o Maracanã para ver o Corinthians empatar com o Fluminense por 1 a 1 no tempo normal e vencer nos pênaltis por 4 a 1. Na final, o Internacional ficaria com o título ao vencer por 2 a 0.

Um carioca ídolo em São Paulo

Ataliba, Baltazar, Basílio, Carbone, Casagrande, Cláudio, Dida, Del Debbio, Domingos da Guia, Gamarra, Garrincha, Geraldão, Gilmar dos Santos Neves, Luizão, Luizinho, Neco, Neto, Palhinha, Paulo Sérgio, Rivelino, Ronaldo, Sócrates, Teleco, Tobias, Viola, Wladimir, Zé Maria, Zenon. Não são poucos os atletas que marcaram a história do Corinthians, mas um se destacou mais.

Marcelinho Carioca foi contratado junto ao Flamengo como um meia-armador, sob rótulo de atleta de base do rubro-negro, porém sua fama futebolística seria formada em São Paulo, vestindo sua segunda pele, a camisa alvinegra paulista.

Pé de Anjo, preciso nas cobranças de falta

O novo Pé de Anjo ganhou fama pela perfeição nas cobranças de falta e a quantidade de títulos conquistados. Foram 10 taças erguidas, 432 jogos e 206 gols marcados, média de 0,47 gols por jogo.

Em janeiro de 2010, o craque se despediu dos gramados em um amistoso em sua homenagem contra o Huracán, da Argentina.

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