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Do Bom Retiro para a glória, Corinthians celebra 100 anos de história

Reportagem na íntegra, publicada na edição de hoje do jornal Guarulhos Hoje, escrita por este jornalista.

1° escudo alvinegro

Quando Antônio Pereira, Anselmo Correira, Carlos da Silva, Joaquim Ambrósio e Rafael Perrone, pintores, sapateiros e motoristas, se reuniram junto a outros oito rapazes, sob as luzes de um lampião, na rua dos Imigrantes, no Bom Retiro, com certeza não imaginavam a dimensão do ato que fariam. Ao fundarem o Sport Club Corinthians Paulista, nomeado em referência ao Corinthian Casual, time da Inglaterra que excursionara no Brasil dias antes, dariam início a uma paixão que se estende não só por todo o país, mas alcança torcedores até no exterior.

2° escudo alvinegro

Entre Campeonatos Brasileiros, Paulistas, Copas do Brasil, Mundial de Clubes da Fifa, ainda falta um título para completar a extensa galeria de conquistas do Timão. Mas, para o clube que completa 100 anos neste 1° de setembro, seu maior patrimônio não são as taças conquistas, nem vitórias alcançadas, mas sim sua torcida, capaz de movimentar 70 mil pessoas rumo a outro estado só para acompanhar seu time do coração.

3° escudo alvinegro

A comemoração do centenário alvinegro tem momentos marcantes, emocionantes, tristes, infartantes e esquecíveis. Mas nenhum deles fez com que o amor de sua torcida diminuísse. Dizem até que no período de maior jejum de títulos da história alvinegra, entre 1954 e 1977, o número de torcedores cresceu ao invés de diminuir.

4° escudo alvinegro

Hoje, já são mais de 25 milhões de corintianos pelo Brasil, a segunda maior torcida do país. Segundo a última pesquisa do Datafolha, tecnicamente empatada com a maior, a do Flamengo (RJ).

O Guarulhos Hoje traz hoje os momentos mais especiais, dados, ídolos e números destes 100 anos de história do Todo Poderoso Timão.

5° escudo alvinegro

Estreia sofrida na várzea e no Paulistão

Corinthians é sinônimo de sofrimento desde o início. Logo em sua primeira partida, nove dias após sua fundação, dia 10 de setembro de 1910, os alvinegros perderam para o União Lapa por 1 a 0. Bastaram quatro dias para os atletas assimilarem a derrota e partirem pra cima do Estrela Polar, garantindo sua primeira vitória pelo placar de 2 a 0, gols de Luís Fabi e Jorge Campbell.

Oficialmente, o Timão só entraria em campo três anos depois, dia 20 de abril de 1913. Contra o Germânia, no Parque Antártica, derrota por 3 a 1, na estreia do Campeonato Paulista. E justamente o próprio Germânia foi a primeira vítima, dia 7 de setembro do mesmo ano, vitória por 2 a 0, gols de Amílcar e Peres.

Somente um ano depois, o Corinthians conquistaria seu primeiro título estadual, com 100% de aproveitamento nos 10 jogos disputados, além do artilheiro da competição, Neco, com 12 gols.

6° escudo alvinegro

A origem do apelido Timão

Em 1966, o Corinthians já era uma equipe consolidada no cenário nacional e ganhou mais força com a chegada de três grandes jogadores da época. O zagueiro Ditão e o volante Nair, da Portuguesa, se juntaram ao bicampeão mundial Garrincha, ex-Botafogo. Logo, a imprensa tratou de apelidar o alvinegro de Timão, pelo nível de seus atletas.

7° escudo alvinegro

1977 – O ano do renascimento

Nem os quatro campeonatos brasileiros, nem o Mundial de Clubes foram mais importantes como o título Paulista de 1977. Nos pés de Basílio saiu o gol que derrubou um tabu de 23 anos sem conquistar um título pelo Corinthians.

Desde 1954, quando levou o troféu do IV Centenário de São Paulo, o Timão não levantou nenhuma outra taça. Mas, justamente neste período de estiagem, a torcida tratou de aumentar em número de fieis.

Na segunda partida da decisão, vencida pela Ponte Preta por 2 a 1, 146.082 torcedores lotaram o Morumbi, recorde de lotação máxima até hoje do estádio. No jogo seguinte, o “Pé de Anjo” Basílio decretou, a nove minutos do final do segundo tempo, o fim do sofrimento.

Escudo atual

Nós vamos invadir sua praia

A força da torcida alvinegra foi provada em dezembro de 1976. Um ano antes de quebrar o jejum de títulos, 70 mil corintianos tomaram a Rodovia Presidente Dutra e se deslocaram para o Rio de Janeiro para empurrar o Timão rumo à final do Campeonato Brasileiro.

Os paulistas dividiram o Maracanã para ver o Corinthians empatar com o Fluminense por 1 a 1 no tempo normal e vencer nos pênaltis por 4 a 1. Na final, o Internacional ficaria com o título ao vencer por 2 a 0.

Um carioca ídolo em São Paulo

Ataliba, Baltazar, Basílio, Carbone, Casagrande, Cláudio, Dida, Del Debbio, Domingos da Guia, Gamarra, Garrincha, Geraldão, Gilmar dos Santos Neves, Luizão, Luizinho, Neco, Neto, Palhinha, Paulo Sérgio, Rivelino, Ronaldo, Sócrates, Teleco, Tobias, Viola, Wladimir, Zé Maria, Zenon. Não são poucos os atletas que marcaram a história do Corinthians, mas um se destacou mais.

Marcelinho Carioca foi contratado junto ao Flamengo como um meia-armador, sob rótulo de atleta de base do rubro-negro, porém sua fama futebolística seria formada em São Paulo, vestindo sua segunda pele, a camisa alvinegra paulista.

Pé de Anjo, preciso nas cobranças de falta

O novo Pé de Anjo ganhou fama pela perfeição nas cobranças de falta e a quantidade de títulos conquistados. Foram 10 taças erguidas, 432 jogos e 206 gols marcados, média de 0,47 gols por jogo.

Em janeiro de 2010, o craque se despediu dos gramados em um amistoso em sua homenagem contra o Huracán, da Argentina.

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  1. Bruno Siqueira
    13/09/2010 às 22:18

    Ahh Corinthians como eu te amo.

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