Arquivo

Archive for novembro \25\UTC 2010

Um time em superação e o outro com síndrome de time pequeno

Foto: Site do Goiás

A segunda partida da semifinal da Copa Sul-Americana reservou dois momentos curiosos.

1° momento
De um lado, um time jogando longe de seus domínios, que havia perdido o primeiro jogo em casa, sem sua torcida apoiando, destroçado pela concretização do rebaixamento no Campeonato Brasileiro e repleto de jogadores considerados refugos de outras equipes.

Do outro, uma equipe que abriu mão do Campeonato Brasileiro para se dedicar à Copa Sul-Americana, com jogadores de “nome” como Kleber, Lincoln e Marcos Assunção, uma torcida que quase lotou o Pacaembu, que saiu na frente do placar, mesmo só precisando empatar e com um pentacampeão no banco de reservas.

Nada disso é válido quando o Goiás joga toda sua vida em um jogo, cheio de vontade, enquanto o Palmeiras não suportou a pressão de não ganhar um título expressivo a 11 anos (considerando-se que o Campeonato Brasileiro da série B de 2003 trata-se de um acesso e o Paulistão de 2008 é um torneio regional), desde a Libertadores da América de 1999.

Portanto, Kleber, Felipão, Lincoln, Deola (e seus milagres), Marcos Assunção e a torcida não conseguiram expurgar a síndrome de time pequeno que afeta o Verdão e, com a eliminação da Sul-Americana, se despediram da temporada 2010 sem conquistas (mais uma vez) para a nação alviverde.

2° momento
O segundo ponto curioso foi a forma como se construiu o segundo gol do Goiás, que garantiu sua classificação para a decisão que pode salvar a temporada (e colocar um time da série B na Libertadores da América de 2011).

O ex-jogador do Corinthians, Otacílio Neto, recebeu a bola no ataque. Esperou a passagem do zagueiro Marcão, ex-atleta do Palmeiras, que cruzou na cabeça do ex-atacante do Corinthians, Rafael He-Man Moura, que escorou para Ernando, que não tem nada a ver com esta história toda e mandou para o fundo das redes.

E a temporada 2010 do Palmeiras acaba nos pés e na cabeça de ex-atletas rivais e ex-funcionários. Ironia do destino?

Categorias:Sem categoria

Nós somos a resistência – Manos e Minas volta sábado!!!

Foto: Cleones Ribeiro

Único programa da televisão brasileira voltado à cultura hip-hop, o Manos e Minas está de volta à grade da TV Cultura. A partir de sábado, 27 de novembro, às 18h, o público terá a oportunidade de rever os b-boys, as b-girls, Erick Jay, Cris Gomes, Buzo, os grafiteiros e MCs, além do músico e apresentador Max B.O. – com seu carisma indiscutível – a todo vapor no palco do Teatro Franco Zampari, em São Paulo.

“Para mim está sendo tão emocionante como foi o convite da estreia. Mas, agora, principalmente pelas coisas novas do programa e com a minha mais nova companheira, a Anelis Assumpção, estou ansioso para que comece logo”, revela Max.

E é isso mesmo, o Manos e Minas ganhou mais uma apresentadora: a cantora e compositora Anelis Assumpção, que traz seu charme para o palco do programa, ao lado de B.O. . “É uma responsabilidade muito grande estar à frente desse programa. Vai ser o máximo e estou muito feliz”, declara a nova integrante da “família” – termo carinhosamente usado pela equipe.

Banda ao vivo

Outra grande novidade é a presença de uma banda residente no palco da atração. E para isso foi escolhido o ProjetoNave. O grupo teve início em 1997 e traz em suas influências o rap, funk, hardcore, folk e blues. Com uma pesada e distorcida guitarra elétrica, uma percussão forte, scratches nervosos, o ProjetoNave já passou por diversos festivais, inclusive vencendo o Skol Rock de 1999, onde tocou para mais de 30 mil pessoas. Com levadas como Alien Nação, Trinco dos Sonhos, Aviso, entre outras, a banda tem como integrantes Akilez (voz, mpc, escaleta e programações), Daniel Gralha (voz, trompete, fluguel horn e escaleta), Alex Dias (contrabaixo acústico e elétrico), Marcopablo (guitarra), Flávio Lazzarin (bateria) e DJ B8 (toca discos e samplers).

Cenário

O visual do programa também está renovado. As diversas telas espalhadas pelo palco foram grafitadas pelo grupo Opni (Objetos Pixadores Não Identificados), que surgiu em 1997 com 20 jovens da periferia de São Paulo, cujo objetivo era só fazer pixação. Hoje o trabalho deles é conhecido como graffiti art ou muralismo. Pintados a seis mãos, os painéis do novo cenário do Manos trazem a arte desses garotos, com desenhos que remetem à metrópole, periferia, becos, figuras do cotidiano, tudo numa pegada bem colorida, forte e marcante.

A plateia também está diferente. Agora o público pode ficar mais perto dos artistas, num espaço em frente do palco, e não mais sentados nas poltronas. Com isso, os jovens podem dançar e se movimentar bem mais à vontade.

Convidados

Foto: Cleones Ribeiro

No programa de estreia, sobe ao palco do Manos um dos grandes nomes do rap nacional: Dexter. O rapper tem uma história de superação. Preso por assalto a mão armada, formou, junto com Afro-X, o grupo 509-E. O primeiro disco foi gravado dentro da prisão, em 2000. Depois que seu parceiro conseguiu a liberdade, eles se desentenderam e o grupo foi desfeito. Em 2005, lançou seu primeiro disco solo: Exilado sim, preso não, que contou com participações especiais de Mano Brown, dos Racionais MC’s, MV Bill e GOG. Em regime semiaberto, Dexter sai pela manhã para trabalhar e volta à noite para dormir na prisão. E é nessa pegada que ele agita a plateia neste sábado.

Ainda na edição, no quadro A rua é nóiz, Emicida bate um papo com um dos pais do samba paulista, Jair Rodrigues. O cantor, que ajuda a escrever a história da música popular brasileira há várias décadas, tem como um de seus maiores sucessos a canção Deixa Isso Pra Lá, lançado há quase 50 anos. Dizem que a música é precursora do rap nacional; Cris Gomes faz uma matéria sobre o dia da Consciência Negra comparando as duas datas que marcam e luta pelo não racismo: o 20 de novembro e o 13 de maio.

 

Categorias:R.A.P.

Esclarecimentos a quem possa interessar…

Caros leitores do Blogdobarra, como crítico de guerras no RAP, não quero participar de uma.

Apenas evidencio aqui a narrativa adotada pelo “pioneiro” DJ Alpiste em referência ao post anterior.

Reitero que não divulgo o blog, não fiz com que a mensagem chegasse até o mesmo. O mesmo que a encontrou, respondeu da seguinte maneira como “publico” abaixo. Este que se diz pioneiro deve querer prioridades por isso…

E abaixo, segue minha última e definitiva resposta ao pioneiro, o qual também não mais será citado e nem terá direitos de respostas neste blog, afinal, aqui se falam verdades… As verdades que este blogueiro acredita… portanto, que utilize o espaço de seu blog, que deve ter muito mais leitores que o meu, pois ele é “pioneiro”.

Resposta DJ Alpiste:

em primeiro lugar eu não te conheço e nem me lembro de vc…ja vc não pode dizer o mesmo, então julgar da maneira q me julgou então muito pior, pq se vc lesse atentamente oq escrevi no meu blog saberia q em momento nenhum fui eu o responssavel [sic] pela tal guerra de raças a q vc se refere, pelo contrario, soh relatei alguns comentarios de fans do Emicida q disseram ser uma briga de raças, então não fui eu quem disse isso, segundo…sou contra qualquer tipo de preconceito ou discriminação seja no Rap ou fora dele e jamais incentivei lado branco ou negro nessa parada, quanto a imagem q vc tem de mim pelos eventos q vc presenciou com certeza eh equivocada pq de longe não da pra saber oq esta acontecendo na real, então não venha me dizer q vc me viu brigando com meu DJ pq isso nunca aconteceu, são palavras suas e não correspondem aos fatos…outra coisa, quem me conheçe [sic] um pouco sabe do compromisso q tenho com Deus, por isso não preciso do seu julgamento ou de sua aprovação, sou pioneiro numa coisa q vc ta chegando agora, então baixa a bola e tenha mais respeito quando for falar de alguem q pagou o preço pra vc hj pegar num microfone, eu sou de verdade e não me contradiso [sic] como o seu super heroi “Emicida” q falou q nunca ia fazer nada do q o Cabal fez e agora se vendeu e gravou ateh com o NX ZERO, palhaçada viu…e ainda tem os parceiros dele q falam q agora a parada eh racial e não mais musical…vergonha total pro Rap Nacional, então mano, se informa melhor antes de falar merda sobre pessoas q vc não conheçe como eu…paz.

Comentário por Dj Alpiste — 06/11/2010 @ 01:30

E-mail enviado na sequência por Danilo Barra

Salve Alpiste!

Sei que você não me conhece, como relatei, abri um show para vc em Mogi das Cruzes há anos atrás, mas vc não foi capaz de saber quem são os que correm pelo Hip-Hop junto, pq o RAP não é seu. Ao contrário, acabada a apresentação, vc simplesmente subiu no palco, sem o mínimo de consideração com aqueles que o admiravam. Mas isso acontece, eu tento apoiar àqueles que estão ao meu lado, que correm para que a Palavra seja levada através das rimas, independente de ser famoso ou não.
Não te coloco como responsável pela guerra, mas você assume um papel que eu entendo não caber a um cristão, incitar ainda mais, formar time, dividir!
No meu post está claro que você não incentivou guerra de branco ou preto, mas é uma coisa que, ao meu ver, deveria ter sido ignorada, mas cada um sabe o que fazer…

Quanto a imagem que tenho de você, nada contra o seu “profissionalismo”, mas não foi uma vez só que vi isso acontecer e não vi sozinho! Realmente só vc sabe o que aconteceu, o que você falou, mas a imagem que passou, pelos comentários de pessoas que foram comigo no show e muitas delas nem estavam firmadas na Palavra, não foram dos melhores, ou seja, o exemplo que nós cristãos devemos passar não foi o que vi!

Não questiono tbm seu compromisso com Deus, eu tenho o meu e que você tenha o seu, siga seu caminho, você já tem história, eu não batalho para ter uma, eu batalho por vidas!

Parabéns, senhor pioneiro, vou abaixar minha bola para Deus, pois Ele merece que eu me submeta a Ele, não a você, pois, como já falei, o RAP não é seu e eu uso para aquilo que meu Pai me ordenou.

Quanto você pagou para pegar num microfone? Eu não paguei nada, Cristo pagou por mim! E qnd ele abriu as portas, Alpiste nenhum fechou!

Nunca te chamei de falso nem ao menos tenho o Emicida como super-herói, apenas respeito o trabalho do cara. Gravar com NX Zero ou Chitãozinho e Xororó não faz ninguém maior ou menor do que ninguém, para mim. O Projota, que seu amigo Cabal paga um pau, gravou com o Strike, qual o problema nisso?

Eu me informo diariamente, respiro RAP e tbm a Palavra. Agora, para quem tem um legado, como você diz que tem, belo exemplo que dá soltando “m…” no ar, como descreveu em seu comentário.
Mas eu sou democrático, publicarei sua resposta, afinal, temos que assumir nossas posições perante a todos.

Que Deus abençõe sua caminhada. Não sou e nem você é obrigado a gostar um do outro, apenas manifestei minha opinião no blog que eu criei para expressar minhas ideias. E me manterei fiel às minhas raízes e ao que penso.

Você pode continuar com seu legado, “pioneiro”!


Danilo Barra Junior

E FIM DE HISTÓRIA!

Categorias:Sem categoria

O Rap não merece alguns filhos que tem

Dirigente quer uma coisa, torcida outra. Chefe manda uma coisa, funcionário faz outra. Mãe ensina e filho desobedece. Quando duas coisas “comuns”, ou seja, que deveriam caminhar no mesmo objetivo começam a trilhar dois caminhos distintos, é óbvio que tem coisa errada.

Justamente nestas horas que descobrimos quem é verdadeiro, que luta pelo objetivo verdadeiro e quem está se aproveitando. No RAP também é assim e como escrevi há tempos atrás, parece que não basta estarmos revivendo uma retomada de grandes talentos no RAP, é preciso ser igual aos americanos. Tem que ter um rival, tem que xingá-lo, tem que fazer “diss” e, se bobear, daqui a pouco a situação descamba para algo pior.

Nos Estados Unidos, em 1996, o RAP perdeu um dos maiores poetas que já teve como filho, Tupac Shakur, por rivalidades idiotas. Um ano depois, Notorius BIG, que na minha modesta opinião não era tão poeta assim, mas que tinha um talento inegável, muito maior do que Akons de hoje, também foi vítima da violência propagada por eles mesmo.

Agora, assisto ataques verbais na internet, típico de adolescentes que procuram namoradas nos chats, por ser mais seguro não estar no cara-a-cara. E a ferramente Twitter virou a arma para sujar o nome do RAP.

Cabal (sempre ele) não aguenta ficar na dele, não vive sozinho, e retomou uma antiga treta com Emicida, que está na dele, fazendo seu trampo (e muito bem, por sinal).

Pior que isso é ver que uma atitude de gente pequena como a adotada pelo MC Senhorita ganhar adeptos como DJ Alpiste, sinceramente, uma pessoa de quem eu já não esperava tanto.

Agora, o MC que bate no peito com orgulho de dizer que é o MC gospel mais antigo na cena (se a tivesse deixado, não teria sido notado!), decidiu tomar partido e, ao invés de assumir seu papel como conhecedor da Palavra, seguidor de Jesus Cristo, se agrupou no lado branco da guerra, após um tweet afirmar que a guerra é racial agora (Emicida negro e Cabal branco).

Onde posso clamar mais misericórdia para atitudes infantis como estas?

Guerra racial é um álibi antigo, quem olha para o problema nunca enxerga a solução. Sou branco também, só na pele, pois no coração não tenho raça. Sempre fui respeitado pelo meu trabalho e quem tentou me recriminar pela cor da pele, teve aquilo que você deveria ter feito, o silêncio!

Alpiste, seu papel seria muito mais interessante se desse exemplo fora da cena também. Já abri show para você e me lembro muito claramente da sua arrogância de não ser capaz de incentivar ou ao menos cumprimentar àqueles que estavam começando uma caminhada. Aliás, o palco era seu, nós o estávamos ocupando em Mogi das Cruzes, perdão!

Seu profissionalismo, assim como o que o Cabal diz trazer para o RAP, nunca adicionou nada à cultura. No Aperte o Play I eu estava lá e vi você brigar no palco várias vezes com seu DJ por problemas no som. Passar espiritualidade ali ficou difícil, né?

Exemplo maior, Lito Atalaia nunca demonstrou maior preocupação com a técnica. Esse sim nos leva à presença de Deus com microfone bom ou ruim.

É a cara de vocês mesmo, dividir a cultura. Então, peguem o que lhes pertence e vão. O RAP não precisa de times, de guerrilhas, de grupos contra ou a favor de alguém. O RAP precisa de soldados que levem sua mensagem, de transformação, às ruas, para salvar muito moleque que só tem o RAP como saída, como família.

Não quero e espero não presenciar novas derrotas do RAP (time do qual faço parte sem precisar ser artilheiro, protagonista). Vou continuar trabalhando quieto, sem mais me manifestar sobre este tema.

Cabal é tema de dois posts nesse blog e acabou. A partir de hoje, democraticamente, decido pela exclusão de seu nome, assim como os principais sites de RAP o fizeram muito bem, da história do RAP. Vanilla Ice caiu no esquecimento, você também cairá.

DJ Alpiste, ore e busque suas origens espirituais. Deus te chamou para rimar para quê? Se não foi para resgatar vidas e dar bons exemplos, que repense seus conceitos, pois a Obra de Deus precisa muitos mais de guerreiros que deem exemplo do que amigos de amigos, de pessoas que fiquem preocupados com guerrinhas raciais.

 

PS: Parabéns ao portal Central Hip-Hop/Bocada Forte por se pronunciar contra esta guerrinha imposta por um só lado e não dar espaço para os chiliques de mcs festeiros.

Categorias:Sem categoria