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Archive for abril \25\UTC 2011

2 anos de blog e continuamos crescendo… Obrigado!

É, nem deu pra perceber. Quando percebi, já havia passado mais um 16 de abril e este blog, o Blog do Barra, completa dois anos no ar e, com sua colaboração, o crescimento continua.

O que me deixa mais feliz e me dá mais motivos para expor meus sentimentos nestas páginas virtuais com o dedilhar no teclado é ver que já conseguimos passar do dobro de páginas vistas em relação ao primeiro ano.

Falei de despedidas, muito futebol, UFC, sistemas políticos, muito RAP, patriotismo, histórias, entrevistas, Virada Cultural, jornalismo, entre tantos outros temas que atraíram diversos tipos de opiniões, até contrárias, a este endereço.

Como fiz em 2010, publico os links dos 5 posts mais lidos, mas antes quero expor os números que você construiu neste endereço eletrônico.

Se no 1° ano, tivemos um total de 12.955 visualizações, neste segundo ano de blog, já alcançamos 29.933 visitas, ou seja, um aumento de 231%. E, em 2011, já temos 7.088 visitas, o que me diz que sigo no caminho para melhorar a marca do ano passado, apenas exigindo disciplina.

Se no 1° ano tivemos um pico de 223 visitas/dia, agora batemos o recorde de 351 visitas, puxadas pelos picos gerados na época da Copa do Mundo. Mais precisamente no dia 2 de julho.

Enfim, para ter noção da dimensão disso, foram 49.937 pessoas que passaram por este blog em dois anos.

Agora vamos aos posts mais lidos:

1°) Home Page – 21.118https://blogdobarra.wordpress.com

Ah, esse era óbvio, né? Afinal, quando alguém acessa o Blog do Barra, já cai na Home, então, vamos considerá-lo hors concours.

1°) Michael Jackson – Um ícone da cultura pop que marcou minha geração – 6.495

https://blogdobarra.wordpress.com/2009/06/26/michael-jackson-%e2%80%93-um-icone-da-cultura-pop-que-marcou-minha-geracao/

O post de homenagem ao Michael Jackson logo após a notícia de sua morte atraiu quase 7 mil pessoas à este blog, com o meu ponto de vista daquele que embalou o primeiro gosto musical definido de minha história.

2°) Luxa saca o primeiro coelho da cartola… e Neymar chuta pra longe! – 3.259

https://blogdobarra.wordpress.com/2009/07/23/luxa-saca-o-primeiro-coelho-da-cartola-e-neymar-chuta-pra-longe/

Neymar ainda era uma jovem promessa, Luxemburgo já estava ultrapassado. E o Blog do Barra já apostava no talento do garoto, mas Luxa insistia em ser a estrela maior do Santos. Então, o garoto deu uma lição no treinador que o julgava ainda imaturo…

3°) E.M.I.C.I.D.A. – Mixtape Monstro  – 2.409

https://blogdobarra.wordpress.com/2009/05/11/e-m-i-c-i-d-a-mixtape-monstro/

Logo no lançamento do primeiro trabalho de Emicida, o Blog do Barra mostrou o talento inenarrável do MC que vinha das calçadas do Santa Cruz e das batalhas de Freestyle da Liga dos MCs.

4°) Série Mascotes – A história pouco valorizada das mascotes dos clubes – 1.908

https://blogdobarra.wordpress.com/2010/04/06/serie-mascotes-a-historia-pouco-valorizada-das-mascotes-dos-clubes/

Pouco lembradas, as mascotes dos clubes de futebol brasileiro quase não tem história. O Blog do Barra foi atrás de cada uma delas e mostrou como surgiram e como estão hoje.

 5°) Flagrante, ex-Realidade Cruel, se converte! – 1.368

https://blogdobarra.wordpress.com/2009/08/13/flagrante-ex-realidade-cruel-se-converte/

Quando a notícia da conversão do rapper Flagrante, ex-integrante do Realidade Cruel, surgiu, veio como uma bomba no RAP. Curiosas, as pessoas buscavam informações, foi quando este blogueiro conseguiu contato com o MC e, num breve relato, respeitou a privacidade do mesmo, que passou poucos detalhes, mas muita emoção em uma conversa de cerca de 40 minutos via telefone.

Como faço sempre, agradeço sua leitura e… volte sempre, afinal, as portas da web estão sempre abertas, assim como minha mente.

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Virada Cultural (?) – O Retorno

Todos os anos, este blogueiro retoma o tema Virada Cultural. Desta vez, abordarei um ponto de vista diferente, já que o lixo continua espalhado pelas ruas, mesmo com a Prefeitura fazendo a sua parte, disponibilizando milhares de lixeiras extras para a população.

Antes das críticas, quero dizer que enxergo a Virada Cultural como um evento louvável, se fosse desempenhado no seu objetivo mais simples: ‘levar cultura gratuita a toda população’.

Então, te pergunto: O que é cultura para você? Como você faz uso da cultura? Por qual motivo você consome cultura?

Em uma de minhas viagens, comparei o “espetáculo” dessa bagunça cultural com o nível de civilidade do povo que ‘curtiu’ este evento. Saldo final da ‘festa’: duas mortes e dois feridos gravemente.

Ah, mas se comparado ao enorme número de 4 milhões (estimado) de pessoas que passaram pelos diferentes palcos a Virada Cultural, estes mortos e feridos não representam nem 1% do total do público presente.

Legal! Isso quer dizer que é totalmente normal curtirmos, extravarmos e festejarmos alheios a duas vidas que se foram e outras duas que se feriram.

Eu aprendi que uma vida representa muito. E agora são diversas vidas, famílias, que sofrerão as dores destes que nos deixaram por conta da alegria.

Outra coisa que me chama a atenção e aí uso um comparativo para explicar minha análise fantasiosa de um evento deste porte e seus frequentadores. Um cão, quando é adestrado (ou seja, ensinado), não precisa de coleira para obedecer as ordens de seu dono. Já o que não foi adestrado, por vezes precisa de focinheiras para andar em nosso meio sem nos atacar.

Na Virada Cultural vi algo parecido. É um absurdo imaginar que são necessários milhares de policiais e guardas civis metropolitanos para garantirem a segurança de um evento que em momento algum incentiva o ódio entre as pessoas.

Mas as “raças” não se respeitam e basta colocar punks e skinheads próximos para que a rinha esteja formada.

Outros preferem comemorar a Virada Cultural se afogando em bebidas. A cultura destes, não pequena parte dos presentes, é encher a cara, se acabar nos vinhos químicos, que podem chegar a 96% de álcool, segundo especialistas. E me pergunto: como adquirem cultura se estão inconscientes ou fora de seu estado normal?

E o negócio se torna lucrativo para os ambulantes ‘informais’ (a Prefeitura autorizou 144 deles para venderem bebidas não-álcoolicas) porque a clientela é grande.

Mas nem com a fiscalização (ao menos presente, não sei se atuante) foi difícil encontrar diversos jovens com as garrafinhas de plástico na mão. O mais interessante ali parecia ser o efeito do álcool e descolar umas menininhas ou menininhos por ali, enquanto os dedicados artistas desfilavam seu repertório para os demais interessados.

E, por isso, lá se vai o dinheiro do governo para atender os comas-alcoolicos jogados pelas calçadas, ruas e sarjetas.

Não muito longe, em um show de rock, a alegria dos fãs da banda era subir nas estruturas de ferro, ignorando o perigo, jogar cadeiras para o alto e coisas afins.

E se o RAP antes era o culpado pela bagunça da Virada Cultural, agora foi deslocado para o Sesc Pinheiros, onde, num show de civilidade, MCs batalhavam entre si em duelos de rimas improvisadas (freestyle) com palavras sugeridas pelo público presente, o que os obriga a exercitar um mínimo de cultura no evento Batalha do Conhecimento.

Todo o meus respeito aos organizadores, às bandas, grupos, solos, atores, atrizes, gringos ou não, que dedicaram seu final de semana para entreter o público paulistano. Também às famílias e pessoas que, civilizadamente, valorizaram o trabalho destes.

Pena que boa parte continua sem entender o sentido da cultura!

PS: E, infelizmente, a ‘cultura’ da maconha foi, mais uma vez, a que mais circulou livremente entre os culturais.

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