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Assassinato contraditório – A morte de Osama bin Laden

Confesso aos leitores deste blog que sinceramente não sei até que ponto vai essa história da morte do terrorista Osama bin Laden. Aliás, é muito verdade que eu não acredito que ele tenha sido morto, mas também não acho que os Estados Unidos seriam burros o suficiente de forjar sua morte e correr o risco dele aparecer daqui a algumas horas, dias, meses ou anos.

Na verdade, esta história é muito contraditória. Apesar de não assumir a responsabilidade pelos atentados do 11 de setembro, contra as torres do World Trade Center, não vou me fazer de tolo de acreditar que ele não teve nenhum envolvimento. Tanto que comentou por diversas vezes.

Mas o curioso nessa história é que bin Laden era procurado pelo exército americano e o FBI por ter sido o mentor de diversas ações da rede terrorista Al Qaeda que resultaram na morte de pessoas.

E, justamente por ser um assassino, considero uma plena contradição que Osama tenha sido “assassinado”. Aliás, meus parabéns às omissas emissoras de tevê que, em nenhum momento, levantaram a dúvida em seus telespectadores sobre a realidade da morte do terroristas, mesmo sem nenhuma prova de sua morte, como uma foto ou vídeo de seu corpo, por exemplo.

E também taxaram em suas manchetes que Osama teria morrido. Ao contrário, morrer é uma notícia, ser “assassinado” é outra totalmente diferente. Calma, não defendo o terrorista, tenho plena convicção de que deveria pagar pelos crimes cometidos, mas é importante ressaltar que a postura que os americanos tanto condenam é a mesma que adotam ao combater àqueles que atuam no sentido contrário.

Aliás, os “pais” do mundo demonstram com o assassinato premiado de bin Laden que tem total controle das ações no mundo. Ou seja, eles podem entrar no país que quiserem, na hora que quiserem e tomar as atitudes que julgarem corretas, assim como a OTAN tem feito, como sempre, também assassinando vidas inocentes, os civis, em meio a guerras talvez não tão necessárias.

Como posso acreditar que o terrorista tenha sido morto se os americanos prontamente desovaram o corpo no mar? Após tantos anos de perseguição, dariam um fim tão instantâneo, sem exibir o cadáver do terrorista como trofeu, como costumam fazer (lembre-se do ditador Saddam Hussein, que teve sua morte por enforcamento filmada e divulgada ao mundo)?

Tão preocupados que estavam os americanos que ainda tiveram tempo de realizar um esquisito e contestado ritual com o cadáver de Osama bin Laden antes de desová-lo nas águas.

Lembram-se da lei “olho por olho, dente por dente”? Essa é a política aplicada pelos Estados Unidos, justamente no momento em que a popularidade do antes ovacionado Barack Obama estava em baixa, a economia norte-americana sofre e o próprio acaba de anunciar sua candidatura contra o trilionário Donaldo Trump.

E se é assim que os americanos querem jogar, torço para que isso não aconteça, mas não esperem que os terroristas calem-se diante da suposta morte de seu principal líder.

Na minha visão, é apenas mais um passo para que a guerra avance mais um estágio. E quem paga por isso são justamente aqueles que não deveriam arcar, os civis, vítimas de ambos os lados, bem distantes de jantares conceituados e belos cômodos da Casa Branca ou das obscuras cavernas nas montanhas de Afeganistão e esconderijos no Paquistão.

Categorias:Textos
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