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A corrupção que ronda nossas vidas

Valdemar Costa Neto. Nome conhecido negativamente por parte do eleitorado brasileiro. E inicio esse texto com uma declaração do mesmo publicada pela imprensa nos últimos dias:

 “Vamos falar claro: movimentei o caixa dois da campanha. Isso, todos os políticos brasileiros faziam. Todos. Se um camarada falar que não fazia isso antes, é um covarde, porque todos os políticos faziam isso”.

OBS: O Valdemar é aquele que esteve envolvido no escândalo do mensalão, que mandou cortar a água e a luz da mansão onde a ex-esposa vivia para tentar reaver o imóvel milionário e que agora está sendo citado em nova história no Planalto.

Voltando à frase acima, a primeira reação que isso te traz, tenho certeza, é repugnância pelos políticos de nosso País. Mas aí eu te pergunto: será que só eles são corruptos? (Sempre lembro dos que ainda trabalham com as mãos limpas).

 

Sabe, isto é um assunto que comento há tempos com algumas pessoas próximas. Quero deixar claro que não estou aqui para defender esse tipo de atitude, aliás, repudio isto.

Mas pense em seu cotidiano. Você é corrupto?

Não?

Tem certeza disso?

Colocaria sua mão no fogo por si próprio?

Já ouviu falar da polêmica Lei de Gérson? Aquela que diz que devemos levar vantagem em tudo? Pois é, chego a conclusão de que a corrupção é algo enraizado na cultura do brasileiro.

E não sei te dizer quem são os culpados. Se são alguns políticos que (talvez) nos deram esse mal exemplo ou se isso faz parte da natureza do brasileiro.

A corrupção que digo é:

  • Sabe aquele troco a mais que te deram no mercado? Você devolveu?
  • E aquilo que você achou na rua algum dia? Seja um pen-drive, um aparelho eletrônico, um objeto pessoal, um celular… ah, um celular, quantas pessoas já não acharam um celular melhor do que o seu. Você pensou no transtorno que poderia causar à pessoa que perdeu, nas informações que estavam ali?
  • E quando você aproveitou que o seu chefe deu uma saída ou naquele dia que ele não foi trabalhar e tocou suas prioridades ao invés de exercer sua função?
  • Você já se utilizou de sua posição para pressionar ou até passar sobre alguém?
  • Será que você já se apropriou da ideia de alguém para ser beneficiado, seja financeiramente, profissionalmente ou apenas moralmente?
  • Sabe aquele farol vermelho que você passou para não se atrasar, pensando em seu compromisso particular e esquecendo da segurança dos outros?
  • E quando você aproveita da desatenção de alguém para se beneficiar?
  • O velho ditado que aprendi ainda pequeno: “Achado não é roubado, quem perdeu é relaxado” mostra a importância de tirar vantagem desde criança.

Percebe que o problema não vem de cima? Como cobrar de quem comanda se os comandados agem compulsoriamente em pequenas corrupções?

Curioso que, quando devolvemos o troco a mais no mercado, a caixa já nos olha com expressão que diz: “Que honestidade, isto está se tornando raridade hoje em dia” ou “Que tonto, no lugar dele eu ia embora e problema de quem errou”.

E o Rashid bem disse na música “E Se… (remix):

E se o valor fosse buscado não só no real

Na moral, se a corrupção não fosse o nosso mal

 

É, infelizmente o certo se tornou errado…

Criticar o vidro sujo do vizinho deveria fazer-nos olhar antes para nossa própria janela.

Categorias:Textos
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