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O que eu vi na Argentina e trouxe para contar… – Parte I

É, o argentino aqui foi pra Argentina. Mais precisamente Buenos Aires, a São Paulo deles (em proporção bem menor, claro!) e, como jornalista tem isso no sangue, não me faltou o papelzinho e a caneta pra anotar algumas coisas que achei interessante revelar de lá.

Não, eu não vou traçar roteiros, pois existem sites especializados nisso. Eu só quero comentar sobre o que vi, vivi e a caneta e o papel me ajudaram a lembrar…

Cheiro e clima

Os primeiros dias foram dias à La Nordeste. Muito calor, chegando a 43°C, coisa que nunca senti em São Paulo (ao menos não me lembro), mas há uma diferença: Buenos Aires tem uma brisa constante, um vento que refresca e reduz a sensação do calor. Deve ser daí a origem de “Buenos Aires” (tá bom, nunca fui bom em piadas).

Evelyn, Pai e eu no 'calor' de Buenos Aires

E BA também tem um cheiro característico. Você chega e nota, é um cheiro que só senti lá… da cidade argentina. Não é agradável, mas passa longe de ser desagradável.

Patriotismo

Só constatei o que já imaginava: os argentinos são patriotas ferrenhos, coisa que não estou nada acostumado a ver por aqui no Brasil.

Os postes dos bairros são enfeitados com bandeiras de papel. As casas têm bandeiras nas janelas, nas portas (e nem é época de Copa do Mundo) e não importa o estado da casa, desde as mais chiques até as mais simples. É, eu vi uma casinha humilde, cheia de lixo no quintal e muito material reciclável, como um ferro-velho, e lá estava a bandeirinha sofrida, mas flamulando com o vento agarrada à grade enferrujada da janela.

Mendigos

Há mendigos também em BA, como estou acostumado a ver em SP, mas a proporção é muito menor.

Camelôs e expediente

Há muitos camelôs pelas ruas. Eles também têm a Barão de Itapetininga deles, a Calle Florida, forrada de ambulantes misturados aos artesãos, mas que conviviam um conflito com o governo local, que os tirou de lá por alegar que são ilegais (inclusive os artesãos).

E não sei dizer se são mais preguiçosos que nós ou se curtem mais a vida, mas sábado à tarde é sinônimo de comércio fechado. Nem adianta procurar, na Avenida de Mayo, eles querem é descanso…

Em breve a parte II (de III).

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  1. Isa
    17/02/2012 às 13:44

    Meu, eu sei MUITO que cheiro é esse.
    Minha irmã falava pra mim quando a gente entrava num lugar (lá vem aquele cheiro de novo).
    Que engraçado, pensei que só a gente tinha reparado nisso.

    E quando eu estive lá também teve um protesto dos camelôs. Foi na Calle Florida. Estavam com cartazes de “Cristina não tire nosso trabalho” e outros do mesmo teor.

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