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Archive for março \12\UTC 2012

O que eu vi na Argentina e trouxe pra contar – Final

Enfim, este é o último post das curiosidades que eu trouxe da Argentina pra contar…

 

Um brasileirito

A rivalidade Brasil e Argentina é muito grande. Mas, se por um lado (entenda-se por aqui), não há problemas em caminhar com a camiseta da Seleção Argentina pelas ruas (o que é muito comum), lá a situação é diferente. É praticamente impossível ver um argentino andar com a camiseta amarelinha pelas ruas, até porque eles são muito mais patriotas do que nós.

Mas bastou surgir um tal de Neymar que a situação mudou. Caminhando pela 9 de Julio, avistei um garotinho com a camisa 11 do Brasil e a inscrição Neymar. Como chovia brasileiros lá como turistas, corri e me aproximei da família para saber se falavam português… mas não! Eles conversavam em castelhano mesmo, ou seja, é um caso raro de um argentino com uma dose inferior de patriotismo.

O susto foi tão grande que nem deu tempo de focar a máquina

 

E o RAP, como tá?

Me arrisquei a entrar numa loja de CDs pra ver se encontrava algo de RAP argentino para trazer pra cá. Como a pronúncia de RAP em castelhano soa muito estranho pra mim, preferi me arriscar perguntando sobre Hip-Hop argentino.

Primeiro a vendedora pediu para eu repetir, parecia que não tinha entendido. Depois me olhou com uma cara que eu fiquei com a sensação de como se tivesse perguntado sobre um grupo de ‘samba argentino’!

Ela me olhou abismada e me solta: “Não existe Hip-Hop Argentino.” Eita! Num país inteiro ninguém descobriu o RAP ainda? Impossível. Prefiro pensar que ela era leiga e não sabia o que era RAP ou Hip-Hop.

PS: Curiosamente, depois, andando na 9 de Julio, em outra loja de CDs encontrei o cd do Face da Morte – Quadrilha da Morte, grupo de RAP brasileiro, numa prateleira lá. Ou seja, o RAP chegou à Argentina, a vendedora que era ignorante no assunto mesmo!

Passagem de ônibus e táxis, táxis e táxis…

Os ônibus na Argentina são velhos. Mas velho não significa podre, são até bem cuidados, mas antigos, assim como o metrô. Enquanto o metrô é consideravelmente caro, o ônibus é absurdamente barato e útil.

Vc paga de acordo com seu destino. Por exemplo, entro no coletivo, falo para o motorista onde vou e ele me fala quanto vou pagar até lá. Eu sei, é um sistema suscetível a falhas e corrupções, pois o motorista não tem como controlar se você desceu mesmo no seu ponto.

Mas o que importa é que a passagem é muito barata e o ônibus anda muito. O máximo que você paga é R$ 0,75 (no maior trajeto) e o ônibus atravessa a cidade de ponta a ponta.

Numa dessa viagens longas (do Barrio Chino (Bairro Chinês) até o Centro), cerca de 40 minutos de viagem, me propus a contar quantos táxis avistava, pois estava desconfiado de que via táxi demais pra uma cidade.

Os carros amarelinhos passavam um atrás do outro. Então, em 40 minutos contei aproximadamente (devo ter perdido alguns de vista, sem dúvida) 266 táxis!

 

No meu Facebook, postarei as demais fotos com outras curiosidades de lá…

 

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O porquê delas…

Tudo tem motivos… mulheres são motivos!

Tudo começou quando Deus inventou de criar uma companheira para Adão. Quando criou o homem, Ele teve trabalho para criar todo o nosso organismo, o funcionamento de cada órgão. E aí, talvez, já um pouco cansado depois dos dias de construção do mundo, deve ter pensado: “Deixa assim mesmo, cabelo curto, pelos das pernas normal, bigode, barba e só…”

Então, brilhou a lâmpada na mente do Pai e ele foi criar uma companheira. Aí ele abriu a gaveta da vaidade e colocou um pouco (na verdade, em algumas ele deixou cair um pouco mais, né?). Abriu a gaveta da sensibilidade, da pureza, da delicadeza, e, assim por diante, foi adicionando e aperfeiçoando a obra.

Mas começou tirando um pedacinho do homem, a costela, que nada mais faz do que proteger alguns órgãos. Talvez por isso que as mulheres tenham esse instinto protetor, maternal.

Enfim, e a partir daí, a vida do homem ganhou um item que ele não havia saboreado: a alegria. Tá, o homem já deveria ser feliz de compartilhar da presença de Deus, das belezas do Jardim do Éden, mas faltava uma beleza ao seu lado.

Na minha cabeça, foi assim que tudo aconteceu. E Deus criou tudo tão perfeito, mas nada foi mais perfeito que a mulher. Tá, eu não posso deixar de falar que elas são, muitas vezes, complicadas, maluquinhas, mas isso deve ser culpa da serpente, né?

Independente disso, um homem não é o mesmo sem uma mulher. Eu não tive muitas mulheres em minha vida (e não estou falando no sentido ‘pegador’ que você está pensando), mas as que estiveram presentes me fizeram, com certeza, ser quem eu sou hoje.

Infelizmente, algumas mulheres perderam seu valor. Por algum motivo, acharam que o tamanho da sua cintura ou o número do seu busto seria o tamanho do seu valor. Outras tiveram seus valores amassados como papéis nas mãos de alguns homens que nunca entenderam o que significa uma mulher.

 

E eu aprendi que, por mais que os homens medissem as grandes mulheres de suas vidas olhando pra trás e medindo o tamanho da bunda de cada uma que passava por eles, cada uma tem um segredo diferente, mas o caminho é o mesmo e a ciência ainda não comprovou isso por pura ignorância: as mulheres têm o coração maior que o nosso e a beleza de todas elas se encontra ali.

 

Eu tive uma mulher em minha vida que atendia pelo nome de Rita de Cássia Rutter Barra ou só mãe! Ela me dava uma aula por dia de como ser grande, exemplo, linda, delicada, amorosa, completa, e mostrar suas fraquezas de vez em quando (bem de vez em quando mesmo). Ela me deixou há nove meses, o mesmo tempo que me suportou dentro dela, mas sua despedida foi linda, lutando, guerreando e declarando seu amor a Cristo.

Tem outra que é cri-cri, cheia de ‘não-me-toque’, feminista até as unhas, mas também é preocupada, cuidadosa, linda, delicada (quando quer, né?) e é uma mini-Rita (mini mesmo, kkkk), que olha se você chamar por Evelyn Barra.

No auge dos seus 70 anos, firme e forte, com unhas pintadas e sempre com suas saias bonitas, sandália e um casaquinho de crochê, caminhando como nunca e mais forte conforme o tempo passa, tem também o topo dessa linhagem que estou falando, a dona Alice Rutter, minha avó.

Eu tenho alguns irmãos, parceiros mesmo, que estão ao meu lado, mas as minhas maiores amizades sempre foram mulheres. E não preciso nomeá-las aqui (até porque daria briga, mulher é competitiva), mas elas sabem quem são. Tem cabeçuda, japonesa, negra, branca, alta, baixa, filhas, pode escolher… ou se identificar! Pessoas que me ajudaram quando precisei, que me ajudaram a ser um homem que sabe tratar com mulheres, sendo praticamente cobaias para que eu tivesse oportunidade de aprender os 3% do que entendo sobre mulheres. Até chefe mulher eu já tive… e até preferi viu! Compreensiva, dedicada, exemplo.

Ah, e tem uma que é a junção de um pouco de cada coisa que citei acima. Seria muito confete pra jogar, eu ia sujar todo o piso do blog, então vou resumir na palavra mais bonita que conheço, a que tem mais significado: Amor! Todas as mulheres têm amor, mas só a minha É Amor!

É a virtuosa, com valor que excede o de rubins… ops, lá tô eu jogando confete. Chega né, Fernanda Demar (Barra). Não precisa corar não, estou apenas citando alguns de seus valores.

Enfim, dia 8 de março de 2012, Dia Internacional das Mulheres!

São vocês que fazem milagres com os cabelos, com as unhas, com os olhos, com as tripas-coração… vocês são lindas. Até desarrumadas vocês são lindas!

Parabéns mulher! E parabéns às mulheres da minha vida… por que sem vocês, os homens já teriam acabado com a raça humana, faz tempo… kkk

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O que eu vi na Argentina e trouxe para contar – Parte V

Chocolate ‘de verdade’ quente

Café Tortoni. Se você for à Argentina e não parar ali, você perdeu a viagem. É o mais antigo de Buenos Aires, com um ar clássico fora e dentro e sempre com filas para entrar e conseguir um lugarzinho.

Demos sorte de chegar e ter lugar, mas quando saímos, já tinha uns metros de pessoas esperando pelo nosso lugar.

Lá dentro, olhamos o cardápio (que não é barato, mas vale a pena), escolhi só um chocolate quente, ou melhor, chocolate espesso. E o que veio na minha xícara foi realmente um chocolate.

Café Tortoni - com minha irmã e meu coroa!

O gosto e a espessura me fazem acreditar que realmente eles pegam uma barra de chocolate, derretem e te servem. Muito bom!

 

Religiosidade

Próximo à Casa Rosada (presidência) fica a Catedral de Buenos Aires (a Catedral da Sé deles, bem menor do que a nossa). Entramos por curiosidade e olhávamos aquelas imagens enormes, quando no fundo da igreja um cara chega no meu pai e em mim e nos intima a tirarmos o boné, em respeito à Igreja.

Nada contra a religião católica, mas contra a religiosidade. Meu boné representa um desrespeito a Deus? Eu rimo com ele, falo da Palavra de Jesus com ele, é só um pedaço de pano e plástico! Minha roupa nunca me distanciou ou me aproximou de Deus!

Ali tive a dimensão do porquê os jovens cada vez mais se afastam das igrejas. Lamentável!

 

Perros

Isso é só um detalhe, mas vi poucos cachorros de rua em Buenos Aires. Pra quem está acostumado a conviver com matilhas em São Paulo, isso me chamou a atenção!

PS: Eles não comem carne de cachorro!

 

Ainda no plástico

A Argentina é o país da carne. Cada prato que você pede vem meio prato só de carne, o que me fez muito feliz por lá. Porém, é ótimo você pedir um belo pedaço de picanha, costela, maminha, chorizzo (não é o nosso chouriço) e receber um prato e talheres de plástico para o consumo.

Neste restaurante os talheres eram de inox (ufa!)

Imagina cortar uma carne com uma faquinha de brinquedo! Quase comi a carne na mão. Isso acontece nos shoppings, nos restaurantes eles entregam talheres comuns, feitos para adultos comerem!

Por outro lado, um pequeno plástico era suficiente para não nos melarmos todo com o sorvete derretendo. Ideia simples…

 

Na próxima segunda-feira o útlimo e derradeiro post sobre minhas observações da terra dos hermanos.

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