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O Brasil não está preparado para legalizar as drogas!

Em um domingo qualquer, assistia eu uma reportagem (veja no final do post) de uma emissora forte no quesito jornalismo sobre a legalização das drogas. E o contexto estavam os já conhecidos coffee shops na Holanda, onde a maconha e o haxixe são vendidos legalmente, apenas para maiores de 18 anos, e o consumo é liberado apenas dentro dos estabelecimentos, sendo proibido o fumo livre nas ruas.

Em Portugal, um cenário parecido. Um país que sofreu na década de 90 com a explosão do consumo de heroína, descriminalizou as drogas e hoje existe uma cadeia de lojas que vende produtos ensacados, espécies de alucinógenos, como cogumelos ressecados, entre outros que me fogem ao conhecimento.

Com estes cenários (bem-sucedidos?) na Europa, quis emitir a minha opinião sobre o assunto, porém quero pontuar um outro assunto que, pra mim, merece maior importância do que simplesmente liberar o consumo da maconha em solo tupiniquim.

Antes de discutirmos se isso reduzirá a atuação do tráfico de drogas e ajudará o governo a ter um maior controle sobre os usuários, entre outras questões como a redução da criminalidade, é utópico, porém obrigatório citar a omissão das autoridades e da própria população sobre outras drogas muito mais perigosas e livres em nossa sociedade atual: o álcool e o cigarro.

Fonte: Google Imagens

A reportagem era clara quando à redução da criminalidade em Portugal após a legalização das drogas. Mas o álcool já é legalizado no Brasil e o número de mulheres vítimas de violência doméstica por conta do álcool não reduziu aqui ainda. Ou reduziu?

E o número de pais de família ou até jovens que morrem em brigas fúteis causadas em bares, festas, baladas e afins? Quem é o maior causador de mortes no Brasil, a cocaína, o crack ou o álcool?

E qual é o controle que o governo e as entidades de saúde têm sobre isso? Ou os lucros da indústria do álcool são representativamente maiores do que o valor das vidas consumidas por copos e garrafas?

É pouco? Falemos do cigarro então, outra liberação de algo maléfico a saúde e que tem um consumo ainda maior na sociedade. É chique fumar, gera emprego, e, por mais que aumentem o valor mínimo a ser cobrado por maço, o consumo não cai.

Será que a saída é aumentar ainda mais o preço? Encher o produto de alíquotas de impostos para tirar do alcance do povo?

Fonte: Google Imagens

Enquanto estas dúvidas não me forem sanadas, não consigo enxergar a descriminalização de qualquer coisa que “gere ônus a nossa saúde” como algo benéfico ou solução.

Quantos milhões são gastos nos hospitais e unidades médicas com tratamentos ou recuperação de fumantes e alcoólatras? Ressalto aqui que a culpa não é deles, que são vítimas desse sistema vicioso, com o perdão do trocadilho.

E se esses valores fossem investidos em educação, no meio ambiente, em melhorias do próprio sistema de saúde?

Não! Porque nós vivemos em um sistema onde os culpados sempre somos nós… e a vítimas também!

Link Reportagem: http://rederecord.r7.com/video/polemica-o-que-aconteceria-se-a-maconha-fosse-liberada-no-brasil–508dcd1c92bbcaa35e4e39b7/

Categorias:Textos
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