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Archive for novembro \28\UTC 2012

O fim da era Mano e os candidatos ao cargo nem tão cobiçado

Mano Menezes caiu… e quem não previu isto, não havia entendido o recado de José Maria Marin, ex-político brasileiro que viu cair no seu colo a presidência da CBF.

É impossível enxergar a CBF de outra forma: a confederação não trabalha em prol do futebol brasileiro, mas em prol dos interesses de quem a comanda. Assim como a Associación de Fútbol Argentino (AFA), com  Julio Grondona, e diversas outras entidades do futebol.

Fonte: blogdolina.wordpress.com

Mas vamos ao assunto Mano Menezes. Opção para a vaga rejeitada por Muricy Ramalho, o ex-técnico do Corinthians apanhou, demorou a fazer o Brasil engrenar, mas agora, há cerca de um ano e meio antes da Copa do Mundo que ocorrerá em solo tupiniquim, achou uma maneira de sua equipe jogar, começou a encaixar as peças… mas sempre acuado pelas indiretas de Marin, que nunca escondeu sua rejeição pelo treinador brasileiro.

E Marin escolheu o momento certo (?!) para a demissão: esperou Mano conquistar o bi do Superclássico das Américas, diante da rival Argentina. Com a taça na mão, hora de dizer tchau.

PS: Esse blogueiro agradece por não conhecer os detalhes e interesses reais da mudança de comando. Isso me enjoaria ainda mais e perderia mais do pouco que me resta do encanto do futebol.

Como torcedor da Argentina, não morro de amores pela Seleção Brasileira, muito menos por Mano Menezes, apesar do excelente trabalho à frente do meu Corinthians, mas não posso enxergar justiça em sua demissão.

Com a cadeira vaga, Marin tem o privilégio de escolher seu preferido para comandar a Seleção de 190 milhões. E o candidato mais provável é também o mais cascudo: Luiz Felipe Scolari.

Recém-demitido do Palmeiras, Felipão tem um currículo de grandes vitórias, mas desde o pentacampeonato com o Brasil em 2002, acumula fracassos por onde passou. No comando da seleção portuguesa, perdeu a Eurocopa de 2004 para a inexpressiva Grécia, mas levou os lusitanos às semifinais do Mundial de 2006. No longíquo Uzbequistão, venceu o campeonato nacional com o Bunyodkor antes de retornar ao Palmeiras.

Ambicionando uma última Copa do Mundo, Felipão é o mais indicado para unir o grupo, porém o que menos apresentou resultados nos últimos anos e, na minha opinião, não se faz merecedor do cargo.

Tite vive uma fase iluminada, ao conquistar a inédita Taça Libertadores da América com o Corinthians e dar um padrão de jogo de resultados ao alvinegro de Parque São Jorge. Por viver sua melhor fase, tem grande prestígio para a função, mas não creio que seja sua hora ainda.

Dentre os nomes cogitados e pelo que fez nos últimos anos, creio que é chegado o momento de Muricy Ramalho, que provou seu valor nos últimos anos com títulos nacionais com o São Paulo e Fluminense, a Libertadores com o Santos, porém talvez seja o menos indicado entre os três.

Isso porque não costuma aceitar de bom grado os mexericos das diretorias. É o mais ético dos treinadores brasileiros em atividade, e quando digo ética quero lembrar quando rejeitou o cargo de treinador da Seleção em respeito ao contrato com seu ex-clube, o Fluminense.

Talvez não esteja em sua melhor fase, mas vem provando nos últimos anos ser o treinador que estaria mais com a “faca nos dentes” para fazer o Brasil dar a volta por cima e estar pronto a fazer um Mundial decente, o que não significa que é certo que brigará pelo título.

E, enquanto o ego dos dirigentes nacionais prevalecer, a probabilidade é que o cargo de treinador da Seleção deixe de ser tão desejado e, com isso, o Brasil demore a reassumir o papel de protagonista que era do futebol mundial.

Afinal, atualmente, Espanha, Argentina, Holanda, Alemanha, Portugal e tantas outras seleções evoluíram ou resgataram seu futebol… e muito, a ponto de não tremer mais quando a amarelinha pinta do outro lado do campo, ou seja, já passou da hora de resgatar o respeito e o orgulho perdido.

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Palmeiras – Uma história no lixo e uma torcida ao léu

Há exatos um ano e 11 meses atrás, o Blog do Barr@! comentou a semifinal da Copa Sul-Americana, citando a superação do Goiás e a síndrome de time pequeno pela qual o Palmeiras passava.

Um ano e 11 meses depois, nada mudou. Aliás, a única diferença foi um título da Copa do Brasil de 2012, com méritos do técnico e dos jogadores e deméritos dos rivais. Mas o assunto deste post é a lamentável situação pela qual passa um time com tanta história e tamanha grandeza como o Palmeiras.

PS: Que fique muito claro que o autor deste texto é ultra-corinthiano, porém jornalista que relata fatos e deixa o coração de lado quando necessário.

A decadência deste time teve início em 1999, justamente após a maior conquista da história do clube, sua primeira e única Taça Libertadores da América. No final do referido ano, a derrota diante dos ingleses do Manchester United marcou o declínio. A partir daí, o alviverde entrou em queda livre.

Primeiro com a saída de grandes jogadores. Ídolos como o meia Alex, César Sampaio, Zinho, Paulo Nunes, Evair, Arce, Cléber, entre outros foram aos poucos deixando o elenco. Restou Marcos, o último grande nome que abandonou os gramados no ano passado e deixou o time literalmente órfão de grandes nomes.

Além de Valdívia (jogador com talento inegável, porém sem grandes conquistas no currículo), e Marcos Assunção (destacado pelo talento, mas principalmente pela raça demonstrada em campo), o clube acostumou-se tanto a ser coadjuvante que conta hoje com um elenco medíocre.

Notem que não falo da qualidade dos jogadores, porém me refiro à grandeza do clube, que merece jogadores muito maiores do que têm atualmente em seu elenco.

Hoje, o alviverde depende de Artur, Márcio Araújo, Patrik, Tiago Real, João Arthur, Luan, Mazinho, entre outros para definir uma partida. Enquanto seus rivais gozam do talento de craques tarimbados como Neymar (Santos), Emerson Sheik (Corinthians) e Luís Fabiano (São Paulo).

Basta acompanhar os últimos anos, os últimos elencos e as contratações do clube para ver que o caminho que o Palmeiras trilha hoje já estava traçado. Seu elenco não supera em nada times medianos como Náutico, Coritiba, Portuguesa e, talvez até com certo exagero, Atlético Paranaense (que luta para retornar à elite do futebol brasileiro).

A queda para a Série B foi benéfica para Botafogo, Grêmio, Vasco, Fluminense, Atlético Mineiro e o arquirrival Corinthians, clubes grandes que retomaram o rumo da construção de elencos competitivos e hoje ocupam as primeiras posições do Brasileirão (que, diga-se de passagem, é o campeonato mais competitivo do mundo).

Que o Palmeiras e sua diretoria re-aprendam com o descenso, re-construam sua história e lembrem-se que por trás de um dos protagonistas do futebol paulista, existe uma torcida que merece ser respeitada e que não quer cair no ostracismo como a Ponte Preta ou São Caetano, que um dia disputaram grandes títulos, mas hoje são coadjuvantes entre os clubes do País.

Imagens: Google Imagens

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