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Palmeiras – Uma história no lixo e uma torcida ao léu

Há exatos um ano e 11 meses atrás, o Blog do Barr@! comentou a semifinal da Copa Sul-Americana, citando a superação do Goiás e a síndrome de time pequeno pela qual o Palmeiras passava.

Um ano e 11 meses depois, nada mudou. Aliás, a única diferença foi um título da Copa do Brasil de 2012, com méritos do técnico e dos jogadores e deméritos dos rivais. Mas o assunto deste post é a lamentável situação pela qual passa um time com tanta história e tamanha grandeza como o Palmeiras.

PS: Que fique muito claro que o autor deste texto é ultra-corinthiano, porém jornalista que relata fatos e deixa o coração de lado quando necessário.

A decadência deste time teve início em 1999, justamente após a maior conquista da história do clube, sua primeira e única Taça Libertadores da América. No final do referido ano, a derrota diante dos ingleses do Manchester United marcou o declínio. A partir daí, o alviverde entrou em queda livre.

Primeiro com a saída de grandes jogadores. Ídolos como o meia Alex, César Sampaio, Zinho, Paulo Nunes, Evair, Arce, Cléber, entre outros foram aos poucos deixando o elenco. Restou Marcos, o último grande nome que abandonou os gramados no ano passado e deixou o time literalmente órfão de grandes nomes.

Além de Valdívia (jogador com talento inegável, porém sem grandes conquistas no currículo), e Marcos Assunção (destacado pelo talento, mas principalmente pela raça demonstrada em campo), o clube acostumou-se tanto a ser coadjuvante que conta hoje com um elenco medíocre.

Notem que não falo da qualidade dos jogadores, porém me refiro à grandeza do clube, que merece jogadores muito maiores do que têm atualmente em seu elenco.

Hoje, o alviverde depende de Artur, Márcio Araújo, Patrik, Tiago Real, João Arthur, Luan, Mazinho, entre outros para definir uma partida. Enquanto seus rivais gozam do talento de craques tarimbados como Neymar (Santos), Emerson Sheik (Corinthians) e Luís Fabiano (São Paulo).

Basta acompanhar os últimos anos, os últimos elencos e as contratações do clube para ver que o caminho que o Palmeiras trilha hoje já estava traçado. Seu elenco não supera em nada times medianos como Náutico, Coritiba, Portuguesa e, talvez até com certo exagero, Atlético Paranaense (que luta para retornar à elite do futebol brasileiro).

A queda para a Série B foi benéfica para Botafogo, Grêmio, Vasco, Fluminense, Atlético Mineiro e o arquirrival Corinthians, clubes grandes que retomaram o rumo da construção de elencos competitivos e hoje ocupam as primeiras posições do Brasileirão (que, diga-se de passagem, é o campeonato mais competitivo do mundo).

Que o Palmeiras e sua diretoria re-aprendam com o descenso, re-construam sua história e lembrem-se que por trás de um dos protagonistas do futebol paulista, existe uma torcida que merece ser respeitada e que não quer cair no ostracismo como a Ponte Preta ou São Caetano, que um dia disputaram grandes títulos, mas hoje são coadjuvantes entre os clubes do País.

Imagens: Google Imagens

Categorias:Esportes
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