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Um técnico e um craque

Antes de mais nada, uma explicação: treinador é aquele que treina, técnico é aquele que conhece o material e está apto a consertar os erros e fazer algo funcionar melhor. No caso deste texto, o técnico faz seu time jogar melhor.

Jogador é aquele que joga, craque é aquele que desequilibra, que se destaca muito além dos demais e pode decidir os rumos de sua equipe.

Parto dos exemplos:

– O Corinthians, atual campeão do mundo, tem em Alexandre Pato um craque, e em Tite um técnico. Mas uma equipe que brilha no conjunto.

– O São Paulo, atual campeão da Sul-Americana, tem em Luís Fabiano um craque e em Ney Franco um técnico. Mas a equipe ainda não encontrou o rumo ideal.

– O Palmeiras, atual campeão da Copa do Brasil, tem em Valdívia um craque no passado e, na atualidade, um jogador em busca do prestígio perdido, e no treinador Gilson Kleina um funcionário esforçado.

– O Santos, atual tricampeão paulista, tem em Neymar um craque e em Muricy Ramalho um técnico, que encontra grandes dificuldades para extrair o melhor de outro craque, o argentino Montillo.

Estes exemplos citados deixam clara a diferença dos gêneros jogador/craque e treinador/técnico para este blogueiro.

Citei tudo isso até aqui para falar do título carioca conquistado pelo Botafogo. Ou melhor, influenciado principalmente pelo holandês Seedorf e o técnico Oswaldo de Oliveira.

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É incontestável a qualidade do futebol apresentado por Seedorf em um time carente de craques há anos, como o Botafogo. Já Oswaldo de Oliveira convive com as críticas, pois, apesar de ter conquistado um título mundial com o Corinthians em 2000 e seguidos títulos à frente do Kashima Antlers, no Japão, ainda é considerado passivo e calmo demais para uma cultura de técnicos à la Luxemburgo e Felipão.

Enfim, citações à parte, anteontem o Botafogo voltou a sentir o gosto da grandeza, mesmo vencendo apenas a Taça Guanabara (1° turno do Campeonato Carioca, com o Fluminense focado na Taça Libertadores). Mas, desde o ano passado, vem caminhando no rumo certo de uma equipe que perdeu espaço diante dos seus rivais.

O título sacramenta a importância de Seedorf no comando do time, passando tranquilidade, com muita experiência e qualidade em suas atuações, assim como mostra que o técnico Oswaldo de Oliveira deixou de ser um treinador de ‘equipes com grandes jogadores’ e passou a saber trabalhar com ‘times’.

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Para comprovar, basta ver que no elenco Oswaldo de Oliveira conta com o goleiro Jefferson, os experientes zagueiro Bolívar e volante Renato (ex-Santos), e, claro, Seedorf, jogadores que pode se considerar na média, como Renato e Bolívar, acima da média, como Jefferson, ou muito acima da média, como Seedorf.

No futebol não existe fórmula de sucesso, mas por tentativa e erro, equipe com muitas estrelas midiáticas tendem a fracassar, enquanto times operários com um líder tendem a alcançar o sucesso.

O Botafogo ainda tem um longo caminho a trilhar e esse futuro dificilmente contará com Seedorf, que trilha para o final de uma carreira brilhante, mas hoje é possível acreditar que um craque e um técnico – obviamente com grandes operários complementando o trabalho – são capazes de levar novamente o clube carioca a dias de glória.

Fotos: Google Imagens

Categorias:Esportes
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