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Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo B

A atual campeã, a atual vice-campeã, uma seleção sul-americana em franca ascensão e uma representante da Oceania como clara coadjuvante. Este é o grupo B da Copa do Mundo de 2014, entre a previsibilidade e uma possível surpresa, segunda chave analisada pelo Blogdobarr@! (veja a análise do grupo A, o do Brasil, aqui).

Grupo B
Espanha
Holanda
Chile
Austrália

Espanha – Favorita, mas nem tanto

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Se levássemos em conta apenas a campanha espanhola nas eliminatórias europeias, a Fúria chegaria ao Mundial como franca favorita para o bicampeonato. Mas após a classificação invicta no grupo I, à frente de França, Finlândia, Geórgia e Belarus, a Espanha sofreu com alguns tropeços que acenderam o sinal de alerta.

A forma de jogar continua a mesma, do toque de bola, o famoso tike-taka, a habilidade de Andrés Iniesta segue a mesma também, mas a má fase de David Villa desde que deixou o Barcelona rumo ao Atlético de Madri só foi amenizada com o fim da novela do brasileiro Diego Costa, que decidiu por defender as cores da Fúria e desandou a marcar gols no Campeonato Espanhol.

A base está mantida, mas o técnico Vicente Del Bosque terá que se desdobrar para tirar da cabeça dos atletas a goleada sofrida diante do Brasil na final da Copa das Confederações e do revés diante da fraca África do Sul, no último amistoso disputado em novembro. Pouco antes, a Espanha ainda sofreu pra vencer a inexpressiva Guiné Equatorial por 2 a 1.

O grupo não será fácil. A vice-campeã Holanda e o ascendente Chile não serão adversários quaisquer, tendo apenas a Austrália como coadjuvante. Estaria a Fúria se fingindo de morta?

 

Holanda – Renovação para sair do quase

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A Holanda é aquela seleção que tem a simpatia de todos os torcedores, joga bonito, sempre chega como uma das favoritas, mas termina no quase. Desde o carrossel holandês, a Holanda nunca chegou tão perto do título quanto na última Copa, quando parou na rival Espanha na prorrogação.

Como em todas as eliminatórias, a Laranja Mecânica sobrou e passou com 9 vitórias e um empate em um grupo com Romênia, Hungria, Turquia, Estônia e Andorra. O marco da campanha foi o massacre por 8 a 1 na Hungria.

O técnico Louis van Gaal voltou ao comando após 10 anos e iniciou uma reformulação no elenco, mantendo algumas antigas estrelas como Van der Vaart, o goleiro Stekelenburg, Robben e Van Persie, mas apostando novatos como Janmaat, Indi, Blind e Dephay.

Divide com a Espanha o status de candidata à liderança do grupo.

 

Chile – Agora vai?

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Exceto por alguns talentos isolados como Carlos Caszeli, Figueroa, Marcelo Salas e Zamorano, o Chile nunca chegou perto de ser uma ameaça real às grandes seleções. Mas desta vez parece que a situação mudou.

A mudança é fruto de dois trabalhos de argentinos no comando da La Roja: Marcelo El Loco Bielsa e o atual treinador, Jorge Sampaoli. De uma equipe medrosa e ciente de suas limitações, o Chile passou ao futebol agressivo, habilidoso e ofensivo, impulsionado por uma geração de novos talentos como Aléxis Sanchez, Eduardo Vargas, Valdívia, Arturo Vidal, Beausejour e o seguro goleiro Bravo.

Grupo capaz de vencer a Inglaterra por 2 a 0 em pleno estádio de Wembley. Nas eliminatórias, alternou sequências de vitórias e tropeços, mas chegou à Copa com a terceira colocação.

Deu azar ao cair em um grupo com duas seleções favoritas ao título, mas pode surpreender. Afinal, quem venceu a Inglaterra em Wembley e deu sufoco na Seleção Brasileira em Belo Horizonte, pode muito bem aplicar uma peça em Espanha ou Holanda e ainda quebrar a barreira das oitavas de final alcançada em 1998 e 2010.

 

Austrália – Sem desfazer as malas

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A Austrália não poderia ter caminho mais espinhoso na Copa de 2014. Além de uma viagem cansativa ao redor de todo o globo para chegar ao Brasil, os Socceroos não devem estar muito otimistas em desfazer as malas por uma permanência maior em solo nacional.

A decisão corajosa de abandonar as fracas eliminatórias da Oceania e buscar a vaga na Ásia serviu para preparar melhor o elenco, mas talentos isolados estão longe de tornar a Austrália uma seleção competitiva.

O experiente atacante Tim Cahill continua como referência e tem o apoio do goleiro Schwarzer e do zagueiro Lucas Neill. Nada além disso.

Nas eliminatórias, passou sem dificuldades por Omã, Arábia Saudita e Tailândia, e só encontrou um pouco de dificuldade na fase final, quando teve o Japão pela frente, terminando em segundo no grupo B, apenas três pontos à frente da inexpressiva Jordânia.

Em amistosos recentes, duas goleadas por 6 a 0 sofridas diante de Brasil e França mostram que a passagem deve ser curta. Sem muito a oferecer, deve aproveitar o passeio e apostar na retranca em busca de algum empate.

 

Tabela de jogos

Espanha x Holanda – Dia 13.06.14, às 16h – Fonte Nova
Chile x Austrália – Dia 13.06.14, às 19h – Arena Pantanal
Austrália x Holanda – Dia 18.06.14, às 13h – Beira-Rio
Espanha x Chile – Dia 18.06.14, às 16h – Maracanã
Austrália x Espanha – Dia 23.06.14, às 13h – Arena da Baixada
Holanda x Chile – Dia 23.06.14, às 13h – Arena Corinthians

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