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Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo H

Assim como o grupo C, a última chave da Copa-2014 está bem equilibrada. Das quatro seleções, ao menos duas contam com elencos respeitáveis – Bélgica e Rússia – e já são consideradas forças emergentes no futebol europeu.

A Bélgica é apontada como a possível surpresa do Mundial-2014, mas terá a concorrência do futebol russo, que busca se fortalecer pare chegar forte na próxima edição, em 2018, quando jogam em casa. Já a Coreia do Sul quer continuar no pelotão do meio, enquanto a Argélia aponta como o azarão da chave.

(Confira a análise dos grupos A, B, CDEF e G aqui!)

 

Bélgica – Candidata a grata surpresa

belg

Entre as 32 seleções que chegam ao Mundial, a Bélgica é a minha maior aposta de grata surpresa. Os belgas precisaram renovar o elenco para conseguir uma vaga novamente em Copas, após um hiato de duas edições longe.

A impressão da última experiência foi boa, em 2002, quando protagonizou uma das partidas mais difíceis para o Brasil na trajetória do penta e Marc Wilmots, atual treinador, estava em campo.

A geração atual é interessante em todos os setores. Wilmots conta com goleiros em excelente fase como o problemático Courtois, finalista da Liga dos Campeões com o Atlético de Madrid, e Mignolet, do Liverpool. Na zaga, tem o seguro Kompany e o experiente Van Buyten. O habilidoso Hazard e Witsel estão praticamente confirmados e o ataque é perigoso, com De Bruyne, Lukaku, o veloz Mertens e Mirallas. E ainda caiu no colo de Wilmots a revelação Januzaj. O único contestado, mas bancado pelo treinador é Fellaini, do Manchester United.

Com esse elenco de respeito, os belgas passaram invictos por Croácia, Sérvia, Escócia, País de Gales e Macedônia nas eliminatórias, surpreendendo inclusive nas partidas fora de casa. Ou seja, jogar longe de sua torcida não é problema para os comandados de Wilmots.

Repetir o feito de 1986, quando chegou na quarta colocação? É possível!

 

Argélia – À la francesa, sem estrelas

Argélia

A Argélia sabe que é a menor força entre os seus adversários de grupo. E guarda como trunfo na manga a parceria Argélia-França. Se por um lado, perdeu estrelas de origem argelina para a França, como Benzema, Nasri e Zidane, por outro lado, importou grande parte de seu elenco atual.

Jogadores como o experiente Bougherra, Ghoulam e Medjani são importados da França, nascidos na Europa e que, com origem argelina, optaram por defender a seleção africana. Os argelinos apostam as fichas em um trio de promessas: Belfodil, Feghouli e Taider. Estes três jogam em grandes da Europa e são a esperança dos africanos para surpreender como fez o Senegal, grande zebra da Copa de 2002. A revelação Bentaleb também deve integrar a lista dos 23 que virão ao País.

Nas eliminatórias, a Argélia se classificou em primeiro no grupo H, com Benin, Mali e Ruanda, e na fase final, em uma suado confronto contra Burkina Faso, vencendo pelo saldo de gols marcados fora de casa.

No banco, as ‘Raposas’ contam com o treinador bósnio Vahid Halihodzic, trazendo a experiência europeia para fortalecer o elenco e lutar por uma inédita classificação para as oitavas de final.

 

Rússia – Após ofuscar Portugal, eles querem mais

Rússia

Talvez nem os russos contavam com o desempenho de sua seleção nas eliminatórias. Para quem não disputava uma Copa desde 2002, a Rússia foi além das expectativas ao roubar a classificação antecipada de Portugal no grupo F. A diferença é que os Soviéticos souberam tropeçar na hora certa e ficaram à frente dos lusos.

Esta será apenas a sua terceira participação em Copas, mas passar às oitavas de final não é uma simples ambição, afinal se comparar os elencos de 1994, 2002 e o atual, é possível constatar que a Rússia já não é tão inofensiva quanto antes.

Maior estrela atual do futebol russo, o atacante Arshavin vive na corda bamba, ora convocado, ora ignorado pelo treinador italiano Fábio Capello, assim como Pavlyuchenko, que perdeu espaço com o comandante. A base russa atua no próprio país, o que dificulta o trabalho dos adversários, que desconhecem boa parte do elenco. A segurança do goleiro Akinfeev está garantida e um dos poucos ‘estrangeiros’ dos recentes convocados é Cheryshev, que atua no Sevilla da Espanha.

Curiosamente, a maior aposta é no italiano Capello, em quem os dirigentes e os torcedores russos confiam para trazer a experiência dos títulos europeus conquistados por Milan, Juventus, Roma, Real Madrid e os anos à frente da Inglaterra e da própria Itália.

 

Coreia do Sul – Novas apostas

Coreia

Foi-se o tempo que a Coreia do Sul era o saco de pancadas das Copas. Após o quarto lugar na Copa de 2002, disputada em seus domínios, os sul-coreanos voltaram ao mata-mata no último Mundial, em 2010, e mesmo assim venderam caro a vitória aos uruguaios nas oitavas de final.

Esta será a oitava Copa seguida dos coreanos e a experiência adquirida por seus atletas no continente europeu pode ser um plus no desempenho nesta edição. Porém, a maior estrela atual do País, o armador Park Ji-Sung, com passagem pelo Manchester United, não defende mais a seleção, alegando abrir espaço para os mais novos.

Assim, a Coreia do Sul convocou uma seleção repleta de novos nomes, com nove atletas que atuam no futebol europeu. Sem Park, o peso de conduzir a seleção será dividido entre Park Chu-Young, remanescente da Copa de 2010, e Jacheol, que atua no Mainz, da Alemanha.

O desempenho nas eliminatórias prova que o momento não é dos melhores, com alguns tropeços para seleções inexpressivas como o Líbano, empates com o Uzbequistão e derrotas para o Irã, que garantiram a primeira colocação aos iranianos e deixou os coreanos no segundo lugar, suficiente para carimbar a vaga.

 

Tabela de jogos

Bélgica x Argélia – Dia 17.06.14, às 13h – Mineirão
Rússia x Coreia do Sul – Dia 17.06.14, às 19h – Arena Pantanal
Bélgica x Rússia – Dia 22.06.14, às 13h – Maracanã
Coreia do Sul x Argélia – Dia 22.06.14, às 16h – Beira Rio
Argélia x Rússia – Dia 26.06.14, às 17h – Arena da Baixada
Coreia do Sul x Bélgica – Dia 26.06.14, às 17h – Arena Corinthians

Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo G, o Grupo da Morte 2

O grupo G é considerado por alguns como o segundo grupo da morte, mas para mim é o primeiro. Apesar de contar com apenas uma campeã mundial – a Alemanha -, é inegável que Portugal sempre chega como uma seleção com grande potencial – principalmente por conta do melhor do mundo, Cristiano Ronaldo -, assim como Gana é uma seleção perigosa e que teve um excelente desempenho em 2010 e os Estados Unidos têm crescido de rendimento a cada edição.

(Confira a análise dos grupos A, B, CDE e F aqui!)

 

Alemanha – Todas as fichas nesta geração

Alemanha

Chega de bater na trave! É assim que a Alemanha chega ao Brasil para a sua 20ª participação em Mundiais. Desde 1982, os alemães chegam no mínimo até às quartas de final e nas últimas três edições, acumula um vice-campeonato e duas medalhas de bronze.

Portanto, ficar entre as quatro melhores da Copa não é ambição, ainda mais para uma seleção apontada por 10 entre 10 críticos como uma das três principais candidatas ao título. E isso é resultado do investimento nas categorias de base, que gerou uma safra incrível de talentos, e a aposta na continuidade, já que o treinador Joachim Löw era o assistente de Jurgen Klinsmann em 2006 e o comandante em 2010.

A campanha nas eliminatórias foi impecável, com o ataque mais positivo (36 gols) e nove vitórias em dez jogos no grupo C, que tinha a perigosa Suécia, de Ibrahimovic, além de Áustria, Irlanda, Cazaquistão e Ilhas Faroe.

Nas mãos de Joachim Löw, os germânicos tem o melhor goleiro da atualidade, Neuer, além do excelente ala Lahm, os seguros Boateng, Schmelzer e Mertesacker, os habilidosos Götze, Kroos e Ozil, o eficiente Schweinsteiger e os atacantes Klose, Podolski, Reus, Schürrle e Müller.

Não falta experiência em confrontos contra os grandes, já que a Alemanha enfrentou Argentina, Itália, Inglaterra, Uruguai, Espanha e Brasil nos últimos Mundiais. Então, 2014 pode ser o ano do tetra alemão. E não faltam apostas nisso.

 

Portugal – CR7 e + 11; é hora de ser grande

Portugal

Uma seleção que conta com o melhor jogador do mundo na atualidade e atletas de primeiro escalão como Fábio Coentrão, Pepe, João Moutinho, Raul Meireles, Hugo Almeida e Varela exige respeito dos adversários.

Mas o histórico português em Copas ainda não faz jus aos últimos anos dos lusitanos. Nas 19 edições disputadas até hoje, Portugal só esteve presente em cinco. E, apesar de ter encerrado a Copa de 2006 na quarta posição, no último Mundial não passou das oitavas de final. Desempenho bem diferente das últimas Eurocopas, quando esteve bem perto do título em 2000, 2004 e 2012.

O caminho até a Copa teve alguns percalços, como o empate contra a Irlanda do Norte e Israel, que comprometeram a classificação. Com a Rússia garantida, teve que travar uma batalha épica contra a Suécia por uma vaga. E a estrela de Cristiano Ronaldo apagou a de Ibrahimovic, garantindo a classificação lusitana com duas vitórias.

Como os atletas já jogam juntos há anos, o entrosamento não é problema para o técnico Paulo Bento. Os Quinas precisam, agora, provar que podem se juntar definitivamente ao pelotão de elite do futebol mundial. E não depender apenas do talento de Cristiano Ronaldo.

 

Gana – Elenco de respeito e metas ousadas

Gana

Gana pegou gosto. Desde a classificação para a sua primeira Copa do Mundo, os ganeses nunca frustraram os seus torcedores e sempre carimbaram o passaporte para a fase de mata-mata.

Logo na estreia, em 2006, deixou República Tcheca e Estados Unidos chupando dedo e chegou às oitavas, onde teve o azar de enfrentar o Brasil. Em 2010, foi ainda mais longe, passando por Austrália, Sérvia, Estados Unidos (de novo) e perdendo nos pênaltis para o Uruguai nas quartas, no fatídico episódio do pênalti perdido nos acréscimos da prorrogação por Gyan Asamoah.

Chegar ainda mais longe seria muita ousadia. Isso se a seleção não contasse com tantos bons jogadores no elenco. Muntari, Essien, Kwadwo Asamoah, Ayew, Frimpong, Kevin Prince Boateng e Gyan são carregadores de piano em seus clubes e desfilam seu futebol pela Europa. Juntar todos estes craques é sinônimo de boas perspectivas.

As eliminatórias foram moleza, com apenas uma derrota para Zâmbia na fase de classificação. E, mesmo enfrentando a forte seleção egípcia, não tomou conhecimento dos faraós e aplicou uma sonora goleada por 6 a 1 no jogo de ida, se dando ao luxo de perder o jogo de volta por 2 a 1.

A chave é complicada, mas a experiência de enfrentar os principais nomes nos Campeonatos Europeus pode colaborar para uma nova surpresa africana.

 

Estados Unidos – Evolução notória

EUA

A evolução do futebol estadounidense é notória. Sua estreia em Mundiais lhe rendeu uma semifinal (1930), mas o número de seleções era pequeno e o formato diferente. O renascimento se deu na década de 90, quando os Yankees ainda mostravam um futebol medíocre. Mas com o passar das Copas, o progresso foi visível e os americanos conseguiram chegar às quartas de final em 2002, mas pararam aí.

Com a globalização, os americanos exportaram seus talentos, eles ganharam experiência em campos europeus e o futebol passou a ganhar o seu espaço entre os torcedores. Com Jurgen Klinsmann no comando, os Yankees são a seleção mais organizada na preparação para a Copa, apesar de não ter o melhor elenco dos últimos anos.

As eliminatórias não mostram dificuldades para os americanos, ainda mais com o seu arquirrival México em péssima fase. Mas alguns tropeços como as derrotas para Honduras e Costa Rica e os placares magros mostraram o baixo poderio ofensivo americano.

Para o Brasil, Klinsmann traz a experiência de Tim Howard, Bocanegra, Bradley, Dempsey e Altidore, mas aposta na juventude para surpreender em um grupo tão complexo. A realidade é que as chances são as menores do grupo. Difícil vai ser bater de frente contra os gigantes alemães e portugueses.

 

Tabela de jogos

Alemanha x Portugal – Dia 16.06.14, às 13h – Fonte Nova
Gana x Estados Unidos – Dia 16.06.14, às 19h – Arena das Dunas
Alemanha x Gana – Dia 21.06.14, às 16h – Castelão
Estados Unidos x Portugal – Dia 21.06.14, às 19h – Arena da Amazônia
Portugal x Gana – Dia 26.06.14, às 13h – Mané Garrincha
Estados Unidos x Alemanha – Dia 25.06.14, às 13h – Arena Pernambuco

Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo D, o Grupo da Morte (1)

Coitada da Costa Rica. Tradicional coadjuvante nos Mundiais, a seleção da América Central teve o azar de cair em um dos grupos da morte da Copa, ao lado de nada menos do que três campeões mundiais. Inglaterra, Itália e Uruguai irão se digladiar por duas vagas no grupo mais difícil da primeira fase.

São nada menos do que 7 títulos mundiais em apenas uma chave.

(Confira a análise dos grupos A, e C aqui!)

Costa Rica – Duas semanas de férias

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O mais otimista torcedor costarriquenho sabe que, apesar do futebol surpreender, a Costa Rica já vem para o Brasil com as passagens de volta compradas.

Repetir o feito da Copa de 90, quando chegou às oitavas de final com duas vitórias na primeira fase, é praticamente impossível, dada o abismo técnico que envolve o futebol local e o das seleções adversárias, Inglaterra, Itália e Uruguai.

A seleção comandada por Jorge Luis Pinto e que tem o ídolo Paulo Wanchope como assistente fez bonito nas eliminatórias da Concacaf, batendo Estados Unidos e México em campo e terminando na segunda colocação na fase final, à frente de Honduras e México.

Agora, o que resta é aproveitar a viagem ao Brasil, tentar roubar um ou outro ponto dos gigantes e encerrar sua participação em seu quarto Mundial dignamente.

 

Uruguai – Pelo resgate da velha raça e a aposta em Luis Suárez

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A velha mística terá que entrar em campo. Se o Uruguai não resgatar sua velha raça, a participação na Copa do Mundo 2014 poderá ser um vexame. Isso porque o desempenho uruguaio nas eliminatórias sul-americanas foi pífia. A Celeste foi apenas a quinta seleção, chegando ao Mundial após a repescagem contra a inexpressiva Jordânia, com uma queda assustadora de rendimento após as goleada sofridas diante da Colômbia (4 a 0)e da Bolívia (4 a 1), empates em casa e um saldo zerado, com 25 gols marcados e 25 sofridos.

Após o surpreendente (e merecido) quarto lugar na Copa da África do Sul (2010), o treinador Óscar Tabárez ganhou confiança e manteve um bom elenco sob seu comando, mas não manteve o bom desempenho.

Com Muslera, Maxi Pereira, Godín, Lugano, Scotti, Eguren, Lodeiro, Maxí Rodriguez, Cavani, Forlán e Suárez, não dá pra dizer que o Uruguai sofre com a falta de talentos. Aliás, uma das maiores apostas de Tabárez e da torcida portenha é na boa fase do atacante Luis Suárez e no faro de artilheiro de Cavani.

Se mostrar entrosamento e a catimba do futebol portenho, poderá bater de frente com as favoritas Inglaterra e Itália, por uma das vagas.

 

Inglaterra – No meio da renovação

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A Inglaterra é aquela seleção que sempre chega como favorita no Mundial e acaba esbarrando nos seus arquirrivais diretos. Desde 1994, quando não se classificou, os ingleses sofrem com a maldição das oitavas e quartas de final, caindo diante da Alemanha (2010), Portugal (2006), Brasil (2002) e Argentina (1998). Talvez cair em um grupo com duas grandes seleções pode ser um teste para o English Team, que não tem suportado aos grandes confrontos nos Mundiais.

Os ingleses não tiveram a mínima dificuldade nas eliminatórias europeias, classificando invictos na primeira colocação do grupo H, à frente da Ucrânia, a novata Montenegro, Polônia e as inexpressivas Moldávia e San Marino.

A grande questão deste elenco que chega no Brasil é a renovação em andamento que promove o técnico Roy Hodgson – vindo do pequeno West Bromwich Albion e sem um único título relevante em sua carreira.

O treinador inglês tem um elenco dividido entre atletas que devem disputar a sua última Copa do Mundo, como Gerrard, Ashley Cole e Lampard, e novos talentos como Sturridge, Cahill e Welbeck. O desfalque do atacante velocista Theo Walcott (com uma lesão no ligamento cruzado do joelho) não deve afetar o poderio ofensivo dos ingleses, que ainda têm todas as suas fichas depositadas em Rooney.

Basta que voltem a se enxergar como uma seleção grande para tentar quebrar a sequência de 48 anos sem um título mundial e se fixar, sem sombra de dúvidas, como uma das candidatas ao título.

 

Itália – A velha tática defensiva

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A seleção italiana nunca prezou pelo futebol vistoso. O padrão italiano prima pelo futebol de resultado, ou seja, prioriza não ser vazada, para depois pensar em atacar. E a seleção de Cesare Prandeli não virá muito diferente do que já estamos acostumados a ver.

Basta ver que nas eliminatórias, a Azzurra classificou-se em primeiro no grupo B, com 19 gols marcados, quase metade do que marcou a Alemanha na chave C, com 36. A diferença é que sua zaga já não é tão confiável quanto nos anos anteriores. O experiente goleiro Buffon, que chega ao seu quinto Mundial, ainda é a maior segurança defensiva.

Outro veterano, Pirlo, ainda é o motor do meio de campo, que sofre com a falta de nomes para suprir a ausência de criatividade e talento para abastecer o ataque, que tem Destro, Gilardino, Insigne e Balotelli como referências.

O título recente conquistado em 2006 não apaga o lamentável desempenho na África, quando ficou na primeira fase em um grupo com Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia. Para manter o respeito às quatro estrelas que carrega sobre o escudo, a Azzurra terá que fazer muito mais do que apenas se defender contra equipes costumeiramente ofensivas como Uruguai e Inglaterra e contra uma Costa Rica que não terá nada a perder.

 

Tabela de jogos

Uruguai x Costa Rica – Dia 14.06.14, às 16h – Castelão
Inglaterra x Itália – Dia 14.06.14, às 19h – Arena da Amazônia
Uruguai x Inglaterra – Dia 19.06.14, às 16h – Arena Corinthians
Itália x Costa Rica – Dia 20.06.14, às 13h – Arena Pernambuco
Costa Rica x Inglaterra – Dia 24.06.14, às 13h – Mineirão
Itália x Uruguai – Dia 24.06.12, às 14h – Arena das Dunas

Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo C

O grupo C talvez seja o grupo mais incógnita da Copa do Mundo de 2014. Colômbia e Costa do Marfim despontam como favoritas às oitavas de final, mas o futebol retranqueiro e de resultado da Grécia e o sempre em evolução futebol japonês podem surpreender e manter a chave equilibrada.

(Confira a análise dos grupos A e B aqui!)

Grupo C
Colômbia
Grécia
Costa do Marfim
Japão

Colômbia – Enfim, grande!

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Desde o fim da era Valderrama, Rincón, Asprilla e Córdoba, a torcida colombiana não tinha tantos motivos para se alegrar. Nas mãos de outro argentino, José Pekerman, jogadores como Falcao García, Zuñiga, Zapata, Yepes e Armero formaram uma seleção que sobrou nas eliminatórias, fazendo inclusive sombra à Argentina.

Com apenas três derrotas em 16 partidas e a melhor defesa, com apenas 13 gols sofridos, a Colômbia chega motivada em um grupo onde pode se considerar protagonista, já que todas as seleções são de segundo escalão.

Com a boa fase vivida por Falcao García e a experiência de José Pekerman, que dirigiu uma das melhores seleções da Argentina nas últimas Copas, em 2006 – eliminada nos pênaltis nas quartas de final diante da Alemanha -, a Colômbia é franca candidata a liderança do grupo e deve alçar voos maiores após três edições longe do Mundial.

 

Grécia – Retranca + um gol

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De 2004, quando a seleção grega surpreendeu o mundo ao levar a Eurocopa de 2004 em casa, até hoje, pouca coisa mudou no futebol da seleção helênica. A Grécia segue com seu futebol retranqueiro, com uma defesa sólida, praticamente um ferrolho, e apostando em um golzinho.

A diferença é que hoje o elenco grego conta com talentos como os artilheiros Samaras, do Celtic, e Mitroglou, do Olympiacos, além do habilidoso e experiente meia Karagounis e o ala Torosidis.

Nas eliminatórias, conseguiu o feito de terminar na segunda colocação do grupo G, com 12 gols marcados em 10 partidas, pouco mais do que 1 por jogo. Perdeu a liderança, óbvio, por saldo de gols, já que a Bósnia marcou 30 vezes, e na repescagem enfrentou a Romênia, finalmente marcando 3 a 1 em casa e empatando fora por 1 a 1.

Mais uma vez chega para compor a lista das seleções na Copa. A única esperança é sofrer menos gols do que é capaz de marcar.

 

Costa do Marfim – Última tentativa

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Definitivamente, falta sorte! Esta é a verdade. A Costa do Marfim conta com um grande elenco, tem feito boas apresentações nos últimos anos e, frequentemente, é apontada como a melhor seleção africana. Mas quando chega na Copa, dá azar.

Em 2006, os marfinenses caíram no grupo da morte, ao lado de Argentina, Holanda e Sérvia. Vendeu caro a derrota aos argentinos e holandeses (ambos 2 a 1), e lhe restou vencer os sérvios (3 a 2). Quatro anos depois, outro grupo complicado: Brasil, Portugal e Coreia do Norte. Conseguiu um empate com os lusitanos, mas perdeu para o Brasil e goleou a Coreia do Norte. Ficou novamente na primeira fase.

Em 2014, será a última oportunidade do artilheiro Didier Drogba comandar ‘Os Elefantes’ e buscar a tão sonhada e possível vaga nas oitavas de final. Para isso, o goleador contará com a ajuda de Zokora, Tioté, Yaya Touré, Kalou e Gervinho, grandes jogadores que formam um dos melhores elencos do Mundial.

Nas eliminatórias africanas, não teve dificuldades na primeira fase, com apenas uma derrota diante de Marrocos. E na fase final, venceu tranquilamente Senegal por 3 a 1 em casa e depois só arrancou um empate por 1 a 1 para carimbar a vaga.

 

Japão – O crescimento continua

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Desde a sua estreia em Copas do Mundo, desde 1998, o Japão demorou apenas um Mundial para deixar o status de saco de pancada e subir um degrau. Isso se deve à evolução tática do futebol nipônico e o surgimento de grandes talentos nos últimos anos.

A frustrante eliminação nos pênaltis em 2010, diante do Paraguai, já é passado. O time comandado pelo italiano Alberto Zaccheroni vem numa crescente. Após conquistar a Copa da Ásia no início de 2011, os samurais sofreram com um começo oscilante nas eliminatórias asiáticas. Na fase inicial, terminou atrás do Uzbequistão, mas se recuperou na fase seguinte, deixando Austrália, Jordânia, Omã e Iraque comendo poeira.

Primeira seleção a carimbar a vaga para o Mundial, confia na segurança do experiente goleiro Kawashima e no talento de craques como Honda, Nagatomo, Endo e do meia do Manchester United, Kagawa, para se colocar como postulante a uma vaga nas oitavas de final e sonhar com uma inédita passagem para as quartas.

 

Tabela de jogos

Colômbia x Grécia – Dia 14.06.14, às 13h – Mineirão
Costa do Marfim x Japão – Dia 14.06.14, às 22h – Arena Pernambuco
Colômbia x Costa do Marfim – Dia 19.06.14, às 13h – Mané Garrincha
Japão x Grécia – Dia 19.06.14, às 19h – Arena das Dunas
Grécia x Costa do Marfim – Dia 24.06.14, às 17h – Castelão
Japão x Colômbia – Dia 24.06.14, às 17h – Arena Pantanal

Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo A

Há quase quatro anos, postei aqui neste blog que você lê a análise dos grupos da Copa de 2010, disputada na África do Sul. Mantendo a mesma linha, a partir de hoje postarei os detalhes de cada grupo e seleção que disputarão o Mundial de 2014, desta vez em solo nacional.

Logo após a análise dos oito grupos, postarei detalhes dos craques que estarão em gramados brasileiros em 2014.

Reafirmo que mantenho a minha torcida pela seleção alviceleste da Argentina, porém sigo a ética jornalística da imparcialidade.

Começamos pelo grupo do país-sede, o Brasil:

Grupo A
Brasil
Croácia
México
Camarões

Brasil – Favorito e pressionado

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A seleção de Luís Felipe Scolari vive um excelente momento. Com sua maior estrela, Neymar, brilhando em gramados espanhóis após sua midiática transferência para o Barcelona, o técnico Felipão ajeitou o elenco encaminhado pelo antecessor Mano Menezes, fez as suas apostas em jogadores esquecidos como o goleiro Júlio César e chega com uma moral tremenda após golear a antes temida Espanha, atual campeã mundial, na final da Copa das Confederações.

Mas quando a bola rolar no dia 12 de junho, no recém-inaugurado estádio do Corinthians (ainda sem nome oficial), a camisa amarela terá dois rótulos: favorita e pressionada. E isso vai depender da forma como os atletas se comportarem em campo, pois a torcida brasileira já tem o seu rótulo: muito exigente e sem medo de vaiar.

Como Felipão não é de surpreender em convocações, pouca coisa deve mudar no elenco – isso se ocorrer contusões ou algum jogador se destacar muito nos próximos meses’. Em um grupo médio, porém com rivais já conhecidos, se pintar alguma dificuldade será apenas pelo estigma de derrotas recentes para os mexicanos – que não vêm para o Mundial com grande moral – mas que não deve afetar a classificação brasileira para a segunda fase.

Croácia – Candidata a coadjuvante

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Desde a estreia em Copas quando terminou na incrível terceira colocação, em 1998, que a Croácia sonha com uma nova geração de Davor Suker, Boban, Jarni e Boksic. Após um intervalo de uma edição fora do Mundial – não se classificou em 2010 -, os croatas chegam com um elenco mesclado entre experientes, reaproveitados e promessas.

O goleiro Pletikosa já sabe a pressão que é disputar uma Copa (e também conhece o gosto de levar um gol brasileiro – Brasil 1 x 0 Croácia, gol de Kaká em 2006), mas o ascendente goleador Mandzukic terá o seu primeiro teste. Dois brasileiros – o atacante Eduardo Silva e o meia Sammir – reforçam o elenco que mais vai viajar durante a Copa. De São Paulo, os croatas partem para Manaus e depois Pernambuco.

No caminho para o Mundial, deixou a Sérvia para trás na fase de grupos das eliminatórias europeias e contou com a sorte ao enfrentar a fraca Islândia na repescagem. E, mesmo assim, não encantou: um empate sem gols e uma vitória por 2 a 0. Apesar da fé e ousadia do técnico Igor Stimac, não tem muito potencial para ir longe, mas pode fazer frente a México e Camarões pela segunda vaga.

México – Todas as fichas em Chicharito

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Após a eliminação do México na Copa de 2010 diante da Argentina, a seleção tricolor não acertou a mão na direção. Foram quatro técnicos que passaram por lá – média de um por ano – e o atual, Miguel Herrera, assumiu há dois meses, em outubro de 2013.

Nestes últimos quatro anos, a única boa recordação foi a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos diante do Brasil em 2012, justamente o que motiva a esperança nos torcedores mexicanos atualmente.

Acostumado a brigar com os EUA pela ponta da tabela das eliminatórias da Concacaf, o México fez uma campanha terrível, com empates sofríveis com Jamaica e Panamá e derrota para Honduras, jogando-o para a repescagem contra o campeão da Oceania. Foi quando Miguel Herrera assumiu o comando.

Diante da inexpressiva Nova Zelândia, duas goleadas (6 a 1 em casa e 4 a 2 fora) aumentaram as esperanças dos mariachis e, agora, as fichas estão depositadas no faro de goleador do experiente Peralta e na habilidade de Chicharito Hernández. A eterna promessa Giovanni dos Santos segue no elenco, que ainda conta com Guardado e Ráfa Marquez por falta de opções.

Nos 10 últimos confrontos com o Brasil, quatro vitórias para cada lado e dois empates. A zica mexicana estará de volta?

Camarões – Dependentes da tutela de Eto’o

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Samuel Eto’o e a seleção de Camarões vivem uma relação de amor e ódio. O conturbado relacionamento já sofreu dois divórcios, mas reatou novamente e o maior artilheiro dos Leões Indomáveis, com 55 gols, deve disputar sua última Copa por seu país, mesmo sendo contrariado por dirigentes.

É verdade que a seleção africana, assim como a Croácia, está longe de lembrar os áureos tempos de glória, mas nunca deve se duvidar da força do futebol camaronês. Durante as eliminatórias africanas, os Leões não tiveram dificuldades em passar por Congo, Líbia e Togo. Na fase decisiva, atropelou a Tunísia com louvor, 4 a 1, e garantiu a vaga.

A missão agora é apagar o fiasco de 2010, quando foi eliminada ainda na primeira fase com três derrotas para Dinamarca, Holanda e Japão. E para lhe ajudar, Eto’o conta com o barcelonista Alex Song e o artilheiro do Fenerbahçe, Webó.

A camisa tem potencial. A grande dúvida é se os conflitos internos afetarão o desempenho do elenco em campo.

Tabela de jogos

Brasil x Croácia – Dia 12.06.14, às 17h – Arena Corinthians
México x Camarões – Dia 13.06.14, às 13h – Arena das Dunas
Brasil x México – Dia 17.06.14, às 16h – Castelão
Croácia x Camarões – Dia 18.06.14, às 19h – Arena da Amazônia
Camarões x Brasil – Dia 23.06.14, às 17h – Mané Garrincha
Croácia x México – Dia 23.06.14, às 17h – Arena Pernambuco