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Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo H

Assim como o grupo C, a última chave da Copa-2014 está bem equilibrada. Das quatro seleções, ao menos duas contam com elencos respeitáveis – Bélgica e Rússia – e já são consideradas forças emergentes no futebol europeu.

A Bélgica é apontada como a possível surpresa do Mundial-2014, mas terá a concorrência do futebol russo, que busca se fortalecer pare chegar forte na próxima edição, em 2018, quando jogam em casa. Já a Coreia do Sul quer continuar no pelotão do meio, enquanto a Argélia aponta como o azarão da chave.

(Confira a análise dos grupos A, B, CDEF e G aqui!)

 

Bélgica – Candidata a grata surpresa

belg

Entre as 32 seleções que chegam ao Mundial, a Bélgica é a minha maior aposta de grata surpresa. Os belgas precisaram renovar o elenco para conseguir uma vaga novamente em Copas, após um hiato de duas edições longe.

A impressão da última experiência foi boa, em 2002, quando protagonizou uma das partidas mais difíceis para o Brasil na trajetória do penta e Marc Wilmots, atual treinador, estava em campo.

A geração atual é interessante em todos os setores. Wilmots conta com goleiros em excelente fase como o problemático Courtois, finalista da Liga dos Campeões com o Atlético de Madrid, e Mignolet, do Liverpool. Na zaga, tem o seguro Kompany e o experiente Van Buyten. O habilidoso Hazard e Witsel estão praticamente confirmados e o ataque é perigoso, com De Bruyne, Lukaku, o veloz Mertens e Mirallas. E ainda caiu no colo de Wilmots a revelação Januzaj. O único contestado, mas bancado pelo treinador é Fellaini, do Manchester United.

Com esse elenco de respeito, os belgas passaram invictos por Croácia, Sérvia, Escócia, País de Gales e Macedônia nas eliminatórias, surpreendendo inclusive nas partidas fora de casa. Ou seja, jogar longe de sua torcida não é problema para os comandados de Wilmots.

Repetir o feito de 1986, quando chegou na quarta colocação? É possível!

 

Argélia – À la francesa, sem estrelas

Argélia

A Argélia sabe que é a menor força entre os seus adversários de grupo. E guarda como trunfo na manga a parceria Argélia-França. Se por um lado, perdeu estrelas de origem argelina para a França, como Benzema, Nasri e Zidane, por outro lado, importou grande parte de seu elenco atual.

Jogadores como o experiente Bougherra, Ghoulam e Medjani são importados da França, nascidos na Europa e que, com origem argelina, optaram por defender a seleção africana. Os argelinos apostam as fichas em um trio de promessas: Belfodil, Feghouli e Taider. Estes três jogam em grandes da Europa e são a esperança dos africanos para surpreender como fez o Senegal, grande zebra da Copa de 2002. A revelação Bentaleb também deve integrar a lista dos 23 que virão ao País.

Nas eliminatórias, a Argélia se classificou em primeiro no grupo H, com Benin, Mali e Ruanda, e na fase final, em uma suado confronto contra Burkina Faso, vencendo pelo saldo de gols marcados fora de casa.

No banco, as ‘Raposas’ contam com o treinador bósnio Vahid Halihodzic, trazendo a experiência europeia para fortalecer o elenco e lutar por uma inédita classificação para as oitavas de final.

 

Rússia – Após ofuscar Portugal, eles querem mais

Rússia

Talvez nem os russos contavam com o desempenho de sua seleção nas eliminatórias. Para quem não disputava uma Copa desde 2002, a Rússia foi além das expectativas ao roubar a classificação antecipada de Portugal no grupo F. A diferença é que os Soviéticos souberam tropeçar na hora certa e ficaram à frente dos lusos.

Esta será apenas a sua terceira participação em Copas, mas passar às oitavas de final não é uma simples ambição, afinal se comparar os elencos de 1994, 2002 e o atual, é possível constatar que a Rússia já não é tão inofensiva quanto antes.

Maior estrela atual do futebol russo, o atacante Arshavin vive na corda bamba, ora convocado, ora ignorado pelo treinador italiano Fábio Capello, assim como Pavlyuchenko, que perdeu espaço com o comandante. A base russa atua no próprio país, o que dificulta o trabalho dos adversários, que desconhecem boa parte do elenco. A segurança do goleiro Akinfeev está garantida e um dos poucos ‘estrangeiros’ dos recentes convocados é Cheryshev, que atua no Sevilla da Espanha.

Curiosamente, a maior aposta é no italiano Capello, em quem os dirigentes e os torcedores russos confiam para trazer a experiência dos títulos europeus conquistados por Milan, Juventus, Roma, Real Madrid e os anos à frente da Inglaterra e da própria Itália.

 

Coreia do Sul – Novas apostas

Coreia

Foi-se o tempo que a Coreia do Sul era o saco de pancadas das Copas. Após o quarto lugar na Copa de 2002, disputada em seus domínios, os sul-coreanos voltaram ao mata-mata no último Mundial, em 2010, e mesmo assim venderam caro a vitória aos uruguaios nas oitavas de final.

Esta será a oitava Copa seguida dos coreanos e a experiência adquirida por seus atletas no continente europeu pode ser um plus no desempenho nesta edição. Porém, a maior estrela atual do País, o armador Park Ji-Sung, com passagem pelo Manchester United, não defende mais a seleção, alegando abrir espaço para os mais novos.

Assim, a Coreia do Sul convocou uma seleção repleta de novos nomes, com nove atletas que atuam no futebol europeu. Sem Park, o peso de conduzir a seleção será dividido entre Park Chu-Young, remanescente da Copa de 2010, e Jacheol, que atua no Mainz, da Alemanha.

O desempenho nas eliminatórias prova que o momento não é dos melhores, com alguns tropeços para seleções inexpressivas como o Líbano, empates com o Uzbequistão e derrotas para o Irã, que garantiram a primeira colocação aos iranianos e deixou os coreanos no segundo lugar, suficiente para carimbar a vaga.

 

Tabela de jogos

Bélgica x Argélia – Dia 17.06.14, às 13h – Mineirão
Rússia x Coreia do Sul – Dia 17.06.14, às 19h – Arena Pantanal
Bélgica x Rússia – Dia 22.06.14, às 13h – Maracanã
Coreia do Sul x Argélia – Dia 22.06.14, às 16h – Beira Rio
Argélia x Rússia – Dia 26.06.14, às 17h – Arena da Baixada
Coreia do Sul x Bélgica – Dia 26.06.14, às 17h – Arena Corinthians

Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo G, o Grupo da Morte 2

O grupo G é considerado por alguns como o segundo grupo da morte, mas para mim é o primeiro. Apesar de contar com apenas uma campeã mundial – a Alemanha -, é inegável que Portugal sempre chega como uma seleção com grande potencial – principalmente por conta do melhor do mundo, Cristiano Ronaldo -, assim como Gana é uma seleção perigosa e que teve um excelente desempenho em 2010 e os Estados Unidos têm crescido de rendimento a cada edição.

(Confira a análise dos grupos A, B, CDE e F aqui!)

 

Alemanha – Todas as fichas nesta geração

Alemanha

Chega de bater na trave! É assim que a Alemanha chega ao Brasil para a sua 20ª participação em Mundiais. Desde 1982, os alemães chegam no mínimo até às quartas de final e nas últimas três edições, acumula um vice-campeonato e duas medalhas de bronze.

Portanto, ficar entre as quatro melhores da Copa não é ambição, ainda mais para uma seleção apontada por 10 entre 10 críticos como uma das três principais candidatas ao título. E isso é resultado do investimento nas categorias de base, que gerou uma safra incrível de talentos, e a aposta na continuidade, já que o treinador Joachim Löw era o assistente de Jurgen Klinsmann em 2006 e o comandante em 2010.

A campanha nas eliminatórias foi impecável, com o ataque mais positivo (36 gols) e nove vitórias em dez jogos no grupo C, que tinha a perigosa Suécia, de Ibrahimovic, além de Áustria, Irlanda, Cazaquistão e Ilhas Faroe.

Nas mãos de Joachim Löw, os germânicos tem o melhor goleiro da atualidade, Neuer, além do excelente ala Lahm, os seguros Boateng, Schmelzer e Mertesacker, os habilidosos Götze, Kroos e Ozil, o eficiente Schweinsteiger e os atacantes Klose, Podolski, Reus, Schürrle e Müller.

Não falta experiência em confrontos contra os grandes, já que a Alemanha enfrentou Argentina, Itália, Inglaterra, Uruguai, Espanha e Brasil nos últimos Mundiais. Então, 2014 pode ser o ano do tetra alemão. E não faltam apostas nisso.

 

Portugal – CR7 e + 11; é hora de ser grande

Portugal

Uma seleção que conta com o melhor jogador do mundo na atualidade e atletas de primeiro escalão como Fábio Coentrão, Pepe, João Moutinho, Raul Meireles, Hugo Almeida e Varela exige respeito dos adversários.

Mas o histórico português em Copas ainda não faz jus aos últimos anos dos lusitanos. Nas 19 edições disputadas até hoje, Portugal só esteve presente em cinco. E, apesar de ter encerrado a Copa de 2006 na quarta posição, no último Mundial não passou das oitavas de final. Desempenho bem diferente das últimas Eurocopas, quando esteve bem perto do título em 2000, 2004 e 2012.

O caminho até a Copa teve alguns percalços, como o empate contra a Irlanda do Norte e Israel, que comprometeram a classificação. Com a Rússia garantida, teve que travar uma batalha épica contra a Suécia por uma vaga. E a estrela de Cristiano Ronaldo apagou a de Ibrahimovic, garantindo a classificação lusitana com duas vitórias.

Como os atletas já jogam juntos há anos, o entrosamento não é problema para o técnico Paulo Bento. Os Quinas precisam, agora, provar que podem se juntar definitivamente ao pelotão de elite do futebol mundial. E não depender apenas do talento de Cristiano Ronaldo.

 

Gana – Elenco de respeito e metas ousadas

Gana

Gana pegou gosto. Desde a classificação para a sua primeira Copa do Mundo, os ganeses nunca frustraram os seus torcedores e sempre carimbaram o passaporte para a fase de mata-mata.

Logo na estreia, em 2006, deixou República Tcheca e Estados Unidos chupando dedo e chegou às oitavas, onde teve o azar de enfrentar o Brasil. Em 2010, foi ainda mais longe, passando por Austrália, Sérvia, Estados Unidos (de novo) e perdendo nos pênaltis para o Uruguai nas quartas, no fatídico episódio do pênalti perdido nos acréscimos da prorrogação por Gyan Asamoah.

Chegar ainda mais longe seria muita ousadia. Isso se a seleção não contasse com tantos bons jogadores no elenco. Muntari, Essien, Kwadwo Asamoah, Ayew, Frimpong, Kevin Prince Boateng e Gyan são carregadores de piano em seus clubes e desfilam seu futebol pela Europa. Juntar todos estes craques é sinônimo de boas perspectivas.

As eliminatórias foram moleza, com apenas uma derrota para Zâmbia na fase de classificação. E, mesmo enfrentando a forte seleção egípcia, não tomou conhecimento dos faraós e aplicou uma sonora goleada por 6 a 1 no jogo de ida, se dando ao luxo de perder o jogo de volta por 2 a 1.

A chave é complicada, mas a experiência de enfrentar os principais nomes nos Campeonatos Europeus pode colaborar para uma nova surpresa africana.

 

Estados Unidos – Evolução notória

EUA

A evolução do futebol estadounidense é notória. Sua estreia em Mundiais lhe rendeu uma semifinal (1930), mas o número de seleções era pequeno e o formato diferente. O renascimento se deu na década de 90, quando os Yankees ainda mostravam um futebol medíocre. Mas com o passar das Copas, o progresso foi visível e os americanos conseguiram chegar às quartas de final em 2002, mas pararam aí.

Com a globalização, os americanos exportaram seus talentos, eles ganharam experiência em campos europeus e o futebol passou a ganhar o seu espaço entre os torcedores. Com Jurgen Klinsmann no comando, os Yankees são a seleção mais organizada na preparação para a Copa, apesar de não ter o melhor elenco dos últimos anos.

As eliminatórias não mostram dificuldades para os americanos, ainda mais com o seu arquirrival México em péssima fase. Mas alguns tropeços como as derrotas para Honduras e Costa Rica e os placares magros mostraram o baixo poderio ofensivo americano.

Para o Brasil, Klinsmann traz a experiência de Tim Howard, Bocanegra, Bradley, Dempsey e Altidore, mas aposta na juventude para surpreender em um grupo tão complexo. A realidade é que as chances são as menores do grupo. Difícil vai ser bater de frente contra os gigantes alemães e portugueses.

 

Tabela de jogos

Alemanha x Portugal – Dia 16.06.14, às 13h – Fonte Nova
Gana x Estados Unidos – Dia 16.06.14, às 19h – Arena das Dunas
Alemanha x Gana – Dia 21.06.14, às 16h – Castelão
Estados Unidos x Portugal – Dia 21.06.14, às 19h – Arena da Amazônia
Portugal x Gana – Dia 26.06.14, às 13h – Mané Garrincha
Estados Unidos x Alemanha – Dia 25.06.14, às 13h – Arena Pernambuco

Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo F

Um grupo com um amplo favorito, duas forças medianas e um franco atirador. Este é o cenário da chave F, que tem a Argentina de Lionel Messi como protagonista, a pouco conhecida, mas perigosa Bósnia, a sempre surpreendente Nigéria e o Irã como o mais fraco.

Mas o que parece ser óbvio pode se tornar uma grande surpresa, já que a Bósnia promete contrariar os que duvidam de seu potencial.

(Confira a análise dos grupos A, B, CD e E aqui!)

 

Argentina – Mais uma chance para a geração Messi

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Não é novidade. Em todas as Copas do Mundo, a Argentina chega como uma das principais forças, mas a estrela de seu principal jogador, Lionel Messi, ainda não brilhou como se espera e como a Argentina precisa, como aconteceu em 1986, com Diego Maradona. E o Mundial no Brasil será uma nova oportunidade para a geração de Messi provar que os hermanos podem sonhar com um novo título para o futebol portenho.

Nas últimas Copas, a pedra no sapato argentino tinha forma de chucrute. Os alemães eliminaram a Argentina em 2006 (nas quartas) e 2010 (nas oitavas de final). Por isso, o cenário ideal em 2014 é classificar-se na liderança do grupo F e também torcer para a Alemanha terminar a primeira fase na ponta da chave G.

O apoio maciço da torcida ajudará, mas já passou da hora da geração de Messi, Higuaín, Di María, Mascherano e Aguero vingar com a camisa alviceleste. E o técnico Alejandro Sabella sabe a responsabilidade que tem, principalmente a pressão sobre Messi, sempre acusado de não render na seleção o mesmo que rende no Barcelona.

O problema da alviceleste ainda é o setor defensivo. Se o ataque é poderoso, a zaga ainda é vista com desconfiança. Por isso, Garay, Campagnaro e Otamendí também terão que provar que, ao lado do goleiro Romero, podem garantir lá atrás, enquanto Messi & cia. resolvem lá na frente.

Nas eliminatórias, os hermanos não tiveram dificuldades, principalmente por não ter o seu arquirrival, o Brasil, na disputa. Foram apenas duas derrotas, um surpreendente tropeço contra a Venezuela na segunda rodada e na última rodada, já classificada com antecedência, diante do Uruguai. Foi de longe o melhor ataque e a segunda melhor defesa, o que pode ser um bom sinal.

Favorita a Argentina claramente é, basta acreditar em seu próprio potencial para ir longe na Copa-2014.

 

Bósnia Herzegovina – Boa surpresa ofensiva

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Duas seleções são apontadas como boas surpresas que podem despontar nesta Copa: Bélgica e a Bósnia. E em sua estreia em Mundiais, a Bósnia quer aproveitar a boa geração de craques que tem para surpreender logo na estreia.

O poderio ofensivo e a solidez defensiva foi comprovada nas eliminatórias, quando classificou-se na liderança do grupo G, que tinha Grécia, Eslováquia e as fracas Lituânia, Letônia e Liechtenstein. Em 10 jogos, foram 30 gols marcados (quarto melhor ataque), com goleadas estrondosas como o 8 a 1 sobre Liechtenstein e o 5 a 0 sobre a Letônia.

Os bósnios sabem que terão que enfrentam a habilidade argentina logo na estreia, mas Nigéria e Irã não assustam um elenco que tem o goleador Dzeko e Ibisevic, além do meia habilidoso Pjanic. E é justamente no desconhecimento de seu elenco que o treinador Safet Susic esperar surpreender.

Portanto, não estranhe se os estreantes surpreenderem e lembrarem o assombroso desempenho croata em 1998.

 

Nigéria – As águias estão prontas para novos voos?

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Desde a sua estreia em Mundiais, em 1994, a Nigéria, finalmente, volta a uma Copa do Mundo com um elenco pronto para ser a melhor seleção africana. Prova disso é a conquista do tricampeonato da Copa Africana de Nações, quando deixou pelo caminho outra força do continente, a Costa do Marfim.

Credenciada pelo título, é hora de lutar por nova classificação para a segunda fase da Copa, como aconteceu em 1994 e 1998. Nas eliminatórias, as Super Águias foram econômicas nos gols, mas fizeram o suficiente para carimbar sua vaga e ainda tiveram a sorte de enfrentar a mais fraca das seleções na fase final, a Etiópia.

Stephen Keshi, comandante nigeriano, não quer dar sopa para o azar, por isso convocou os principais craques do país. Enyeama, Obi Mikel, Joel Obi, Victor Moses e o artilheiro Emenike estão com passagens compradas para o Brasil.

Se ousarem como na época de Jay Jay Okocha, Nwankwo Kanu, Amokachi e George Finidi, os Super Águias têm condições de voltarem a ocupar o status de melhor seleção africana da atualidade, mas a concorrência de Camarões, Costa do Marfim e Gana será grande.

 

Irã – Genérico argentino é o trunfo

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Não há o que se esperar do Irã em Copas. O ápice das participações foi a emocionante e ‘deliciosa’ vitória sobre os arquirrivais políticos Estados Unidos em 1998, única vitória até aqui em Mundiais.

Se tem algo a apresentar ao mundo é um jovem talento chamado Sardar Azmoun. Com apenas 19 anos, Azmoun nunca defendeu a seleção iraniana, mas o seu desempenho no Rubin Kazan, da Rússia, rendeu o apelido de ‘Messi iraniano’.

Dos 28 pré-convocados, apenas nove atletas atuam fora do país. Dejagah, que atua no Fulham, Davari, do Eintracht, e outros ‘europeus’ trarão um pouco mais de experiência para o elenco, que está longe de oferecer algum risco aos seus adversários .

Se o Messi iraniano fizer milagre, o Irã volta pra casa com algum empate.

Tabela de jogos

Argentina x Bósnia – Dia 15.06.14, às 19h – Maracanã
Irã x Nigéria – Dia 16.06.14, às 16h – Arena da Baixada
Argentina x Irã – Dia 21.06.14, às 13h – Mineirão
Nigéria x Bósnia – Dia 21.06.14, às 19h – Arena Pantanal
Bósnia x Irã – Dia 25.06.14, às 13h – Fonte Nova
Nigéria x Argentina – Dia 25.06.14, às 13h – Beira Rio

Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo E

Se a França suou para conseguir sua classificação para a Copa no Brasil, agora terá um relativo descanso – isso se souber aproveitar a oportunidade -, já que seu grupo não representa grande perigo.

Enquanto Honduras não tem nada a perder, Equador e Suíça disputam pelo status de segunda força do grupo.

(Confira a análise dos grupos A, B, C e D aqui!)

 

Suíça – Jovens talentos podem surpreender

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Se tem uma seleção que carrega um rótulo e nunca se livrou dele é a Suíça. O futebol suíço é sinônimo de retranca, o que, consequentemente, resulta em uma equipe pouco ofensiva. Mas pode ser que no Brasil, a história seja um pouco diferente.

Não, a Suíça não deixou de ser eficiente na defesa, mas tem bons nomes ofensivos revelados recentemente no futebol . E sob o comando do multicampeão alemão Ottmar Hitzfeld, estes talentos estão sendo valorizados.

Se você já conhece alguns nomes botinudos como Lichtsteiner, Senderos e Timm Klose, pode se acostumar a reconhecer outros como Barnetta, Behrami, Inler e a maior aposta dos suíços, o jovem Shaqiri, que defende sua seleção desde as categorias de base e se consolidou como um meia talentoso no Bayern, sob o comando de Pep Guardiola.

Nas eliminatórias, a Suíça não teve dificuldades em um grupo com Albânia, Chipre, Eslovênia, Islândia e Noruega, chegando invicta na primeira colocação. Mas, com exceção de um surpreendente 4 a 4 contra a Islândia, os placares foram todos econômicos, com no máximo dois gols marcados por jogo. Se vier pra repetir as campanhas de 2006 – quando caiu nas oitavas sem levar um único gol durante sua participação – e 2010 – eliminada na primeira fase com um gol marcado e um sofrido -, os torcedores podem ser preparar para muito marasmo.

Então, que Shaqiri nos surpreenda.

 

Equador – Com sorte, nova chance nas oitavas

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A sorte já está do lado do Equador. Em sua terceira participação em Mundiais – óbvio que falta experiência aos equatorianos -, ‘La Tri’ (referências às três cores de sua bandeira) caiu em um grupo nivelado por baixo, com exceção da França.

Com um elenco com bons nomes como Ayovi, Ibarra, Caicedo e Valencia, do Manchester United, os equatorianos não contarão com o seu grande trunfo. E isso não se trata de uma lesão que afastou algum atleta da Copa, mas é que é impossível trazer a altitude de Quito.

Durante as eliminatórias, o Equador aproveitou muito bem este artifício e saiu invicto quando jogou em casa, com 7 vitórias e um empate, o que compensou o fraco desempenho fora de casa.

Acostumado com o clima tropical, o técnico Reinado Rueda tentará aproveitar este fator para levar sua seleção novamente às oitavas de final, como aconteceu em 2006. E, para isso, terá que fazer valer sua força contra Suíça e Honduras, já que a França apresenta um nível técnico superior ao futebol equatoriano.

 

França – Chega de oscilações

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Chega de oscilações. A França é uma grande seleção desde os tempos de Just Fontaine (1958), passando por Platini (1978, 1982 e 1986) e Zidane (1998, 2002 e 2006), mas em seu histórico de participações nas Copas alterna desclassificações e desempenhos pífios com título (1998), vice-campeonato (2006) e terceiros-lugares (1958 e 1986).

E é chegada a hora de parar com estas oscilações. Principalmente por conta do desempenho no último Mundial, eliminada na primeira fase, após o vice de 2006. Para isso, a Federação Francesa colocou no comando a experiência de Didier Deschamps, que viveu a maior glória dos Bleus como capitão.

O azar de ter caído no grupo da atual campeão Espanha nas eliminatórias colocou os franceses em xeque e o passaporte para o Brasil só foi carimbado na repescagem, em uma recuperação eletrizante contra a Ucrânia.

O elenco é estelar. Lloris, Evra, Koscielny, Abidal, Nasri, Clichy, Varane, Pogba, Benzema, Giroud, Ribery, Valbuena e outros são protagonistas em seus clubes. E a força deste grupo foi provada ao reverter o placar contra a Ucrânia. Cabe a Deschamps aproveitar estes talentos individuais, transformá-los em coletivo e fazer a França voar em campos brasileiros.

 

Honduras – Time caseiro e viagem curta

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Chegar à Copa do Mundo já é um título para os hondurenhos. Com um histórico inexpressivo no futebol, Honduras chega para o seu terceiro Mundial sem nenhuma pretensão. Uma primeira vitória já seria um grande feito, para um time que terminou suas duas participações (1982 e 2010) em Copas na lanterna de seus grupos.

O início nas eliminatórias foi à la Robin Hood, vencendo os favoritos Estados Unidos e empatando com o México, mas caindo diante de Panamá e Costa Rica. Depois disso, só aproveitou o fraquíssimo desempenho mexicano e venceu os tricolores em pleno estádio Azteca e mantendo-se superior aos fracos panamenhos e jamaicanos.

A seleção é caseira, já que nove dos atletas convocados atuam no país. Sabendo das limitações de seu elenco, o colombiano Luiz Fernando Suárez sabe que será difícil repetir feitos como a eliminação brasileira na Copa América de 2001.

Portanto, é bom já virem de malas prontas!

Tabela de jogos

Suíça x Equador – Dia 15.06.14, às 13h – Mané Garrincha
França x Honduras – Dia 15.06.14, às 16h – Beira-Rio
Suíça x França – Dia 20.06.14, às 16h – Fonte Nova
Honduras x Equador – Dia 20.06.14, às 19h – Arena da Baixada
Equador x França – Dia 25.06.14, às 17h – Maracanã
Honduras x Suíça – Dia 25.06.14, às 17h – Arena da Amazônia

Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo D, o Grupo da Morte (1)

Coitada da Costa Rica. Tradicional coadjuvante nos Mundiais, a seleção da América Central teve o azar de cair em um dos grupos da morte da Copa, ao lado de nada menos do que três campeões mundiais. Inglaterra, Itália e Uruguai irão se digladiar por duas vagas no grupo mais difícil da primeira fase.

São nada menos do que 7 títulos mundiais em apenas uma chave.

(Confira a análise dos grupos A, e C aqui!)

Costa Rica – Duas semanas de férias

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O mais otimista torcedor costarriquenho sabe que, apesar do futebol surpreender, a Costa Rica já vem para o Brasil com as passagens de volta compradas.

Repetir o feito da Copa de 90, quando chegou às oitavas de final com duas vitórias na primeira fase, é praticamente impossível, dada o abismo técnico que envolve o futebol local e o das seleções adversárias, Inglaterra, Itália e Uruguai.

A seleção comandada por Jorge Luis Pinto e que tem o ídolo Paulo Wanchope como assistente fez bonito nas eliminatórias da Concacaf, batendo Estados Unidos e México em campo e terminando na segunda colocação na fase final, à frente de Honduras e México.

Agora, o que resta é aproveitar a viagem ao Brasil, tentar roubar um ou outro ponto dos gigantes e encerrar sua participação em seu quarto Mundial dignamente.

 

Uruguai – Pelo resgate da velha raça e a aposta em Luis Suárez

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A velha mística terá que entrar em campo. Se o Uruguai não resgatar sua velha raça, a participação na Copa do Mundo 2014 poderá ser um vexame. Isso porque o desempenho uruguaio nas eliminatórias sul-americanas foi pífia. A Celeste foi apenas a quinta seleção, chegando ao Mundial após a repescagem contra a inexpressiva Jordânia, com uma queda assustadora de rendimento após as goleada sofridas diante da Colômbia (4 a 0)e da Bolívia (4 a 1), empates em casa e um saldo zerado, com 25 gols marcados e 25 sofridos.

Após o surpreendente (e merecido) quarto lugar na Copa da África do Sul (2010), o treinador Óscar Tabárez ganhou confiança e manteve um bom elenco sob seu comando, mas não manteve o bom desempenho.

Com Muslera, Maxi Pereira, Godín, Lugano, Scotti, Eguren, Lodeiro, Maxí Rodriguez, Cavani, Forlán e Suárez, não dá pra dizer que o Uruguai sofre com a falta de talentos. Aliás, uma das maiores apostas de Tabárez e da torcida portenha é na boa fase do atacante Luis Suárez e no faro de artilheiro de Cavani.

Se mostrar entrosamento e a catimba do futebol portenho, poderá bater de frente com as favoritas Inglaterra e Itália, por uma das vagas.

 

Inglaterra – No meio da renovação

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A Inglaterra é aquela seleção que sempre chega como favorita no Mundial e acaba esbarrando nos seus arquirrivais diretos. Desde 1994, quando não se classificou, os ingleses sofrem com a maldição das oitavas e quartas de final, caindo diante da Alemanha (2010), Portugal (2006), Brasil (2002) e Argentina (1998). Talvez cair em um grupo com duas grandes seleções pode ser um teste para o English Team, que não tem suportado aos grandes confrontos nos Mundiais.

Os ingleses não tiveram a mínima dificuldade nas eliminatórias europeias, classificando invictos na primeira colocação do grupo H, à frente da Ucrânia, a novata Montenegro, Polônia e as inexpressivas Moldávia e San Marino.

A grande questão deste elenco que chega no Brasil é a renovação em andamento que promove o técnico Roy Hodgson – vindo do pequeno West Bromwich Albion e sem um único título relevante em sua carreira.

O treinador inglês tem um elenco dividido entre atletas que devem disputar a sua última Copa do Mundo, como Gerrard, Ashley Cole e Lampard, e novos talentos como Sturridge, Cahill e Welbeck. O desfalque do atacante velocista Theo Walcott (com uma lesão no ligamento cruzado do joelho) não deve afetar o poderio ofensivo dos ingleses, que ainda têm todas as suas fichas depositadas em Rooney.

Basta que voltem a se enxergar como uma seleção grande para tentar quebrar a sequência de 48 anos sem um título mundial e se fixar, sem sombra de dúvidas, como uma das candidatas ao título.

 

Itália – A velha tática defensiva

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A seleção italiana nunca prezou pelo futebol vistoso. O padrão italiano prima pelo futebol de resultado, ou seja, prioriza não ser vazada, para depois pensar em atacar. E a seleção de Cesare Prandeli não virá muito diferente do que já estamos acostumados a ver.

Basta ver que nas eliminatórias, a Azzurra classificou-se em primeiro no grupo B, com 19 gols marcados, quase metade do que marcou a Alemanha na chave C, com 36. A diferença é que sua zaga já não é tão confiável quanto nos anos anteriores. O experiente goleiro Buffon, que chega ao seu quinto Mundial, ainda é a maior segurança defensiva.

Outro veterano, Pirlo, ainda é o motor do meio de campo, que sofre com a falta de nomes para suprir a ausência de criatividade e talento para abastecer o ataque, que tem Destro, Gilardino, Insigne e Balotelli como referências.

O título recente conquistado em 2006 não apaga o lamentável desempenho na África, quando ficou na primeira fase em um grupo com Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia. Para manter o respeito às quatro estrelas que carrega sobre o escudo, a Azzurra terá que fazer muito mais do que apenas se defender contra equipes costumeiramente ofensivas como Uruguai e Inglaterra e contra uma Costa Rica que não terá nada a perder.

 

Tabela de jogos

Uruguai x Costa Rica – Dia 14.06.14, às 16h – Castelão
Inglaterra x Itália – Dia 14.06.14, às 19h – Arena da Amazônia
Uruguai x Inglaterra – Dia 19.06.14, às 16h – Arena Corinthians
Itália x Costa Rica – Dia 20.06.14, às 13h – Arena Pernambuco
Costa Rica x Inglaterra – Dia 24.06.14, às 13h – Mineirão
Itália x Uruguai – Dia 24.06.12, às 14h – Arena das Dunas

Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo C

O grupo C talvez seja o grupo mais incógnita da Copa do Mundo de 2014. Colômbia e Costa do Marfim despontam como favoritas às oitavas de final, mas o futebol retranqueiro e de resultado da Grécia e o sempre em evolução futebol japonês podem surpreender e manter a chave equilibrada.

(Confira a análise dos grupos A e B aqui!)

Grupo C
Colômbia
Grécia
Costa do Marfim
Japão

Colômbia – Enfim, grande!

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Desde o fim da era Valderrama, Rincón, Asprilla e Córdoba, a torcida colombiana não tinha tantos motivos para se alegrar. Nas mãos de outro argentino, José Pekerman, jogadores como Falcao García, Zuñiga, Zapata, Yepes e Armero formaram uma seleção que sobrou nas eliminatórias, fazendo inclusive sombra à Argentina.

Com apenas três derrotas em 16 partidas e a melhor defesa, com apenas 13 gols sofridos, a Colômbia chega motivada em um grupo onde pode se considerar protagonista, já que todas as seleções são de segundo escalão.

Com a boa fase vivida por Falcao García e a experiência de José Pekerman, que dirigiu uma das melhores seleções da Argentina nas últimas Copas, em 2006 – eliminada nos pênaltis nas quartas de final diante da Alemanha -, a Colômbia é franca candidata a liderança do grupo e deve alçar voos maiores após três edições longe do Mundial.

 

Grécia – Retranca + um gol

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De 2004, quando a seleção grega surpreendeu o mundo ao levar a Eurocopa de 2004 em casa, até hoje, pouca coisa mudou no futebol da seleção helênica. A Grécia segue com seu futebol retranqueiro, com uma defesa sólida, praticamente um ferrolho, e apostando em um golzinho.

A diferença é que hoje o elenco grego conta com talentos como os artilheiros Samaras, do Celtic, e Mitroglou, do Olympiacos, além do habilidoso e experiente meia Karagounis e o ala Torosidis.

Nas eliminatórias, conseguiu o feito de terminar na segunda colocação do grupo G, com 12 gols marcados em 10 partidas, pouco mais do que 1 por jogo. Perdeu a liderança, óbvio, por saldo de gols, já que a Bósnia marcou 30 vezes, e na repescagem enfrentou a Romênia, finalmente marcando 3 a 1 em casa e empatando fora por 1 a 1.

Mais uma vez chega para compor a lista das seleções na Copa. A única esperança é sofrer menos gols do que é capaz de marcar.

 

Costa do Marfim – Última tentativa

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Definitivamente, falta sorte! Esta é a verdade. A Costa do Marfim conta com um grande elenco, tem feito boas apresentações nos últimos anos e, frequentemente, é apontada como a melhor seleção africana. Mas quando chega na Copa, dá azar.

Em 2006, os marfinenses caíram no grupo da morte, ao lado de Argentina, Holanda e Sérvia. Vendeu caro a derrota aos argentinos e holandeses (ambos 2 a 1), e lhe restou vencer os sérvios (3 a 2). Quatro anos depois, outro grupo complicado: Brasil, Portugal e Coreia do Norte. Conseguiu um empate com os lusitanos, mas perdeu para o Brasil e goleou a Coreia do Norte. Ficou novamente na primeira fase.

Em 2014, será a última oportunidade do artilheiro Didier Drogba comandar ‘Os Elefantes’ e buscar a tão sonhada e possível vaga nas oitavas de final. Para isso, o goleador contará com a ajuda de Zokora, Tioté, Yaya Touré, Kalou e Gervinho, grandes jogadores que formam um dos melhores elencos do Mundial.

Nas eliminatórias africanas, não teve dificuldades na primeira fase, com apenas uma derrota diante de Marrocos. E na fase final, venceu tranquilamente Senegal por 3 a 1 em casa e depois só arrancou um empate por 1 a 1 para carimbar a vaga.

 

Japão – O crescimento continua

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Desde a sua estreia em Copas do Mundo, desde 1998, o Japão demorou apenas um Mundial para deixar o status de saco de pancada e subir um degrau. Isso se deve à evolução tática do futebol nipônico e o surgimento de grandes talentos nos últimos anos.

A frustrante eliminação nos pênaltis em 2010, diante do Paraguai, já é passado. O time comandado pelo italiano Alberto Zaccheroni vem numa crescente. Após conquistar a Copa da Ásia no início de 2011, os samurais sofreram com um começo oscilante nas eliminatórias asiáticas. Na fase inicial, terminou atrás do Uzbequistão, mas se recuperou na fase seguinte, deixando Austrália, Jordânia, Omã e Iraque comendo poeira.

Primeira seleção a carimbar a vaga para o Mundial, confia na segurança do experiente goleiro Kawashima e no talento de craques como Honda, Nagatomo, Endo e do meia do Manchester United, Kagawa, para se colocar como postulante a uma vaga nas oitavas de final e sonhar com uma inédita passagem para as quartas.

 

Tabela de jogos

Colômbia x Grécia – Dia 14.06.14, às 13h – Mineirão
Costa do Marfim x Japão – Dia 14.06.14, às 22h – Arena Pernambuco
Colômbia x Costa do Marfim – Dia 19.06.14, às 13h – Mané Garrincha
Japão x Grécia – Dia 19.06.14, às 19h – Arena das Dunas
Grécia x Costa do Marfim – Dia 24.06.14, às 17h – Castelão
Japão x Colômbia – Dia 24.06.14, às 17h – Arena Pantanal

Análise dos grupos da Copa do Mundo 2014 – Grupo B

A atual campeã, a atual vice-campeã, uma seleção sul-americana em franca ascensão e uma representante da Oceania como clara coadjuvante. Este é o grupo B da Copa do Mundo de 2014, entre a previsibilidade e uma possível surpresa, segunda chave analisada pelo Blogdobarr@! (veja a análise do grupo A, o do Brasil, aqui).

Grupo B
Espanha
Holanda
Chile
Austrália

Espanha – Favorita, mas nem tanto

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Se levássemos em conta apenas a campanha espanhola nas eliminatórias europeias, a Fúria chegaria ao Mundial como franca favorita para o bicampeonato. Mas após a classificação invicta no grupo I, à frente de França, Finlândia, Geórgia e Belarus, a Espanha sofreu com alguns tropeços que acenderam o sinal de alerta.

A forma de jogar continua a mesma, do toque de bola, o famoso tike-taka, a habilidade de Andrés Iniesta segue a mesma também, mas a má fase de David Villa desde que deixou o Barcelona rumo ao Atlético de Madri só foi amenizada com o fim da novela do brasileiro Diego Costa, que decidiu por defender as cores da Fúria e desandou a marcar gols no Campeonato Espanhol.

A base está mantida, mas o técnico Vicente Del Bosque terá que se desdobrar para tirar da cabeça dos atletas a goleada sofrida diante do Brasil na final da Copa das Confederações e do revés diante da fraca África do Sul, no último amistoso disputado em novembro. Pouco antes, a Espanha ainda sofreu pra vencer a inexpressiva Guiné Equatorial por 2 a 1.

O grupo não será fácil. A vice-campeã Holanda e o ascendente Chile não serão adversários quaisquer, tendo apenas a Austrália como coadjuvante. Estaria a Fúria se fingindo de morta?

 

Holanda – Renovação para sair do quase

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A Holanda é aquela seleção que tem a simpatia de todos os torcedores, joga bonito, sempre chega como uma das favoritas, mas termina no quase. Desde o carrossel holandês, a Holanda nunca chegou tão perto do título quanto na última Copa, quando parou na rival Espanha na prorrogação.

Como em todas as eliminatórias, a Laranja Mecânica sobrou e passou com 9 vitórias e um empate em um grupo com Romênia, Hungria, Turquia, Estônia e Andorra. O marco da campanha foi o massacre por 8 a 1 na Hungria.

O técnico Louis van Gaal voltou ao comando após 10 anos e iniciou uma reformulação no elenco, mantendo algumas antigas estrelas como Van der Vaart, o goleiro Stekelenburg, Robben e Van Persie, mas apostando novatos como Janmaat, Indi, Blind e Dephay.

Divide com a Espanha o status de candidata à liderança do grupo.

 

Chile – Agora vai?

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Exceto por alguns talentos isolados como Carlos Caszeli, Figueroa, Marcelo Salas e Zamorano, o Chile nunca chegou perto de ser uma ameaça real às grandes seleções. Mas desta vez parece que a situação mudou.

A mudança é fruto de dois trabalhos de argentinos no comando da La Roja: Marcelo El Loco Bielsa e o atual treinador, Jorge Sampaoli. De uma equipe medrosa e ciente de suas limitações, o Chile passou ao futebol agressivo, habilidoso e ofensivo, impulsionado por uma geração de novos talentos como Aléxis Sanchez, Eduardo Vargas, Valdívia, Arturo Vidal, Beausejour e o seguro goleiro Bravo.

Grupo capaz de vencer a Inglaterra por 2 a 0 em pleno estádio de Wembley. Nas eliminatórias, alternou sequências de vitórias e tropeços, mas chegou à Copa com a terceira colocação.

Deu azar ao cair em um grupo com duas seleções favoritas ao título, mas pode surpreender. Afinal, quem venceu a Inglaterra em Wembley e deu sufoco na Seleção Brasileira em Belo Horizonte, pode muito bem aplicar uma peça em Espanha ou Holanda e ainda quebrar a barreira das oitavas de final alcançada em 1998 e 2010.

 

Austrália – Sem desfazer as malas

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A Austrália não poderia ter caminho mais espinhoso na Copa de 2014. Além de uma viagem cansativa ao redor de todo o globo para chegar ao Brasil, os Socceroos não devem estar muito otimistas em desfazer as malas por uma permanência maior em solo nacional.

A decisão corajosa de abandonar as fracas eliminatórias da Oceania e buscar a vaga na Ásia serviu para preparar melhor o elenco, mas talentos isolados estão longe de tornar a Austrália uma seleção competitiva.

O experiente atacante Tim Cahill continua como referência e tem o apoio do goleiro Schwarzer e do zagueiro Lucas Neill. Nada além disso.

Nas eliminatórias, passou sem dificuldades por Omã, Arábia Saudita e Tailândia, e só encontrou um pouco de dificuldade na fase final, quando teve o Japão pela frente, terminando em segundo no grupo B, apenas três pontos à frente da inexpressiva Jordânia.

Em amistosos recentes, duas goleadas por 6 a 0 sofridas diante de Brasil e França mostram que a passagem deve ser curta. Sem muito a oferecer, deve aproveitar o passeio e apostar na retranca em busca de algum empate.

 

Tabela de jogos

Espanha x Holanda – Dia 13.06.14, às 16h – Fonte Nova
Chile x Austrália – Dia 13.06.14, às 19h – Arena Pantanal
Austrália x Holanda – Dia 18.06.14, às 13h – Beira-Rio
Espanha x Chile – Dia 18.06.14, às 16h – Maracanã
Austrália x Espanha – Dia 23.06.14, às 13h – Arena da Baixada
Holanda x Chile – Dia 23.06.14, às 13h – Arena Corinthians